Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS
A um mês do primeiro turno da eleição para presidente do Grêmio, apenas a Oposição tem candidato definido. A demora de Fábio Koff em anunciar a busca por um novo mandato permite rumores sobre o ingresso de novos nomes no cenário político do clube. Uma candidatura alternativa será lançada na próxima semana.
A tendência é que Koff concorra. Após a entrevista de 30 de julho, mesmo dia da apresentação da Felipão, em que anunciou o encerramento de seu ciclo, o dirigente passou a sofrer forte pressão por um novo mandato, feita por movimentos que trabalharam por sua eleição em 2012.
Caso saia da disputa, Koff assume a tarefa de montar em torno de seu candidato, Romildo Bolzan Jr., a mesma base de apoio com que contou para se eleger dois anos atrás. Nesse caso, entraria na chapa, talvez como vice de futebol, cargo reintroduzido no organograma do clube.
Nas últimas semanas, surgiram rumores sobre a candidatura de Alberto Guerra. Mesmo fora do Grêmio Vencedor, ele concorreria com o apoio desse grupo, que faz parte da atual direção. Guerra, contudo, já disse a amigos que descarta concorrer.
Seja como for, uma situação dividida poderia favorecer o oposicionista Homero Bellini Jr, cuja chapa é apoiada pelo movimento Nação Tricolor.
Neste momento, ninguém arrisca uma opinião definitiva sobre quem irá concorrer com Bellini. Dividido em 15 movimentos, o Grêmio permite articulações políticas diárias. Um acordo feito em um dia corre o risco de se evaporar em 48 horas. Um exemplo foi a aproximação entre o Grêmio Novo, outrora um dos movimentos mais fortes do clube, hoje reduzido a 15 conselheiros, e o Sem Fronteiras. Da parceria, da qual também faria parte o Grêmio Menino Deus, poderia resultar o lançamento de uma terceira via, encabeçada por Cláudio Oderich. O esboço de acordo, porém, teria se diluído diante da possibilidade de o Sem Fronteiras receber o convite para compor a chapa de Fábio Koff.
A novidade na eleição será o candidato do Grêmio Democrático, que conta com sete conselheiros. O escolhido poderá ser Nilton Cabistani, que não esconde a dificuldade de superar a cláusula de barreira de 20%.
Neste momento, anaisada o quadro de forças do clube, Bellini e o ainda indefinido candidato situacionistas disputariam o voto dos associados no segundo turno, dia 18 de outubro.
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