Partida terminou com festa gremista diante de um Maracanã lotado pela torcida do Flamengo (Foto: Getty Images)
A expectativa em torno do confronto entre Flamengo e Grêmio nas arquibancadas era grande antes do encontro deste sábado. A previsão de máscaras de macaco entre os rubro-negros como forma de protesto contra o caso envolvendo o goleiro Aranha e torcedores do clube gaúcho acabou tendo pouca repercussão. Valeu nos 90 minutos a festa protagonizada em todos os setores do Maracanã.
Antes do jogo houve um rápido embate, no qual policiais tiveram que agir quando membros de uma organizada do Flamengo atiraram latas de cerveja contra torcedores do Grêmio que aguardavam para entrar no Maracanã. Apenas um rubro-negro usando máscara de macaco apareceu para provocar os gremistas.
Dentro do estádio, os protestos apareceram em momentos específicos. Quando o telão do Maracanã fez um informe tradicional dizendo que racismo é crime, a torcida do Flamengo que estava mais próxima aos gremistas iniciou os gritos de racista. Somente em situações deste tipo a polêmica envolvendo o Grêmio foi lembrada.
Os quase 60 mil presentes na verdade fizeram uma grande festa. A torcida do Flamengo apoiou o time de todas as formas durante o insistente 0 a 0 - que durou até os acréscimos - e vibrou com o chamado a Eduardo da Silva no começo do segundo tempo.
Evitou vaias direcionadas aos jogadores, mas não se conteve com o lateral-esquerdo João Paulo depois do gol do Grêmio.
Ainda assim, a torcida do Flamengo saiu do estádio cantando seu amor pelo clube e aplaudindo o time ao apito final. O técnico Vanderlei Luxemburgo elogiou esse comportamento, demonstrando como ele pode ser determinante na sequência da temporada.
Viram que a equipe se empenhou, buscou o resultado. Levou um gol no fim. Tem que dar os parabéns ao torcedor. A expectativa nossa continua a mesma, de sair da zona de confusão. Vamos enfrentar uma parte complicada da tabela. Fizemos uma pontuação acima do que a gente imaginava. Ela tem que saber a importância de estar junto. Há muita coisa para acontecer ainda - disse Luxemburgo.
Do outro lado, a torcida do Grêmio mostrou como os verdadeiros gremistas torcem. Sem qualquer manifestação racista e com um comportamento exemplar também antes do jogo, eles fizeram a festa com o gol de Luan no fim do confronto. Gritaram "o Maraca é nosso" e vibraram quando o time agradeceu pelo apoio.
A festa acabou servindo de lição em um momento de crise de identidade do torcedor brasileiro. Entre pancadarias e injúrias, sejam morais ou raciais, venceu a alegria de ver um jogo de futebol. Mesmo que o talento não tenha sido o seu principal entretenimento, a determinação e lealdade apresentadas em campo, durante e depois do jogo, servem de aprendizado para o ressurgimento de uma relação desgastada entre o torcedor e seus clubes de coração.
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Antes do jogo houve um rápido embate, no qual policiais tiveram que agir quando membros de uma organizada do Flamengo atiraram latas de cerveja contra torcedores do Grêmio que aguardavam para entrar no Maracanã. Apenas um rubro-negro usando máscara de macaco apareceu para provocar os gremistas.
Dentro do estádio, os protestos apareceram em momentos específicos. Quando o telão do Maracanã fez um informe tradicional dizendo que racismo é crime, a torcida do Flamengo que estava mais próxima aos gremistas iniciou os gritos de racista. Somente em situações deste tipo a polêmica envolvendo o Grêmio foi lembrada.
Os quase 60 mil presentes na verdade fizeram uma grande festa. A torcida do Flamengo apoiou o time de todas as formas durante o insistente 0 a 0 - que durou até os acréscimos - e vibrou com o chamado a Eduardo da Silva no começo do segundo tempo.
Evitou vaias direcionadas aos jogadores, mas não se conteve com o lateral-esquerdo João Paulo depois do gol do Grêmio.
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Viram que a equipe se empenhou, buscou o resultado. Levou um gol no fim. Tem que dar os parabéns ao torcedor. A expectativa nossa continua a mesma, de sair da zona de confusão. Vamos enfrentar uma parte complicada da tabela. Fizemos uma pontuação acima do que a gente imaginava. Ela tem que saber a importância de estar junto. Há muita coisa para acontecer ainda - disse Luxemburgo.
Do outro lado, a torcida do Grêmio mostrou como os verdadeiros gremistas torcem. Sem qualquer manifestação racista e com um comportamento exemplar também antes do jogo, eles fizeram a festa com o gol de Luan no fim do confronto. Gritaram "o Maraca é nosso" e vibraram quando o time agradeceu pelo apoio.
A festa acabou servindo de lição em um momento de crise de identidade do torcedor brasileiro. Entre pancadarias e injúrias, sejam morais ou raciais, venceu a alegria de ver um jogo de futebol. Mesmo que o talento não tenha sido o seu principal entretenimento, a determinação e lealdade apresentadas em campo, durante e depois do jogo, servem de aprendizado para o ressurgimento de uma relação desgastada entre o torcedor e seus clubes de coração.
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