Ofensas ao goleiro Aranha renderam punição ao Grêmio (Foto: Ricardo Rimoli/LANCE!Press)
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu na última quarta-feira excluir o Grêmio da Copa do Brasil, além de multar o clube em R$ 50 mil, pelas manifestações racistas de torcedores do Grêmio contra Aranha, goleiro do Santos. Também foram punidos os torcedores identificados, que estão proibidos de frequentarem estádios do Brasil por 720 dias, e os árbitros da partida, que estão suspensos, por não terem intervido e relatado o ocorrido.
A decisão do tribunal foi enérgica e correta, uma medida necessária, apesar de algumas pessoas, como o presidente do Grêmio, Fábio Koff, considerar a punição exagerada. Essa é a tese defendida pelo coordenador do Grupo de Estudos em Comunicação Esportiva e Futebol da Unesp em Bauru, José Carlos Marques. O acadêmico acredita que a sentença pode iniciar uma transformação na briga contra esses tipos de comportamentos em estádios, conscientizando os torcedores.
- A primeira vista a decisão do Tribunal de Justiça Desportiva com a relação a punição contra o Grêmio pode parecer uma medida muito enérgica, muito agressiva. Mas essa medida tem um sentido profilático. É preciso que haja um começo de uma reação muito forte contra os atos hostis que houve no estádio do Grêmio. A punição pode criar uma jurisprudência muito positiva no sentido de que as agremiações de torcidas organizadas e torcidas comuns ganhem uma conscientização de que qualquer tipo de ofensa, e não só ofensa racial, mas qualquer tipo contra a dignidade humana, tem que ser excluída do estádio de futebol. Nesse sentido, a punição por mais que possa parecer muito dolorosa e muito aguda, ela é muito positiva, muito benéfica. Espero que não só o clube seja punido, mas também as pessoas físicas que estão envolvidas nesse acontecimento que é bastante lamentável para o futebol brasileiro - comentou.
Marques também acredita que as medidas de punições máximas podem conscientizar não só torcedores, mas também dirigentes e todos que participam do cenário do futebol. Segundo o especialista, o tribunal tem mostrado que está disposto a combater comportamentos que não condizem com o correto.
- A Justiça Desportiva Brasileira já demonstrou uma atitude enérgica com relação ao jogador Petros, do Corinthias. A questão é que as vezes os efeitos suspensivos e outras diminuições das penas, criam um descrédito para o tribunal. É interessante que essas penas máximas criem conscientização, não só de jogadores, mas também de torcedores, dirigentes, árbitros e todos os agentes envolvidos no futebol brasileiro.
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A decisão do tribunal foi enérgica e correta, uma medida necessária, apesar de algumas pessoas, como o presidente do Grêmio, Fábio Koff, considerar a punição exagerada. Essa é a tese defendida pelo coordenador do Grupo de Estudos em Comunicação Esportiva e Futebol da Unesp em Bauru, José Carlos Marques. O acadêmico acredita que a sentença pode iniciar uma transformação na briga contra esses tipos de comportamentos em estádios, conscientizando os torcedores.
- A primeira vista a decisão do Tribunal de Justiça Desportiva com a relação a punição contra o Grêmio pode parecer uma medida muito enérgica, muito agressiva. Mas essa medida tem um sentido profilático. É preciso que haja um começo de uma reação muito forte contra os atos hostis que houve no estádio do Grêmio. A punição pode criar uma jurisprudência muito positiva no sentido de que as agremiações de torcidas organizadas e torcidas comuns ganhem uma conscientização de que qualquer tipo de ofensa, e não só ofensa racial, mas qualquer tipo contra a dignidade humana, tem que ser excluída do estádio de futebol. Nesse sentido, a punição por mais que possa parecer muito dolorosa e muito aguda, ela é muito positiva, muito benéfica. Espero que não só o clube seja punido, mas também as pessoas físicas que estão envolvidas nesse acontecimento que é bastante lamentável para o futebol brasileiro - comentou.
Marques também acredita que as medidas de punições máximas podem conscientizar não só torcedores, mas também dirigentes e todos que participam do cenário do futebol. Segundo o especialista, o tribunal tem mostrado que está disposto a combater comportamentos que não condizem com o correto.
- A Justiça Desportiva Brasileira já demonstrou uma atitude enérgica com relação ao jogador Petros, do Corinthias. A questão é que as vezes os efeitos suspensivos e outras diminuições das penas, criam um descrédito para o tribunal. É interessante que essas penas máximas criem conscientização, não só de jogadores, mas também de torcedores, dirigentes, árbitros e todos os agentes envolvidos no futebol brasileiro.
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