Beto Carvalho, diretor do Grêmio, não acredita que imagem do clube fique arranhada (Foto: Divulgação/ Grêmio)
O Grêmio não está preocupado em ter sua imagem arranhada pelos recentes casos de racismo, protagonizado por parte de seus torcedores. Embora reconheça a gravidade do problema, o clube não prevê um afastamento dos atuais parceiros gremistas e possíveis futuros patrocinadores.
Antes das ofensas racistas contra o goleiro Aranha, do Santos, na última semana, o Grêmio já vinha fazendo campanhas combatendo a discriminação, até por já ter passado por isso no Campeonato Gaúcho deste ano, quando gremistas ofenderam um jogador do Inter. Beto Carvalho, diretor de marketing do Grêmio, diz que os atuais parceiros do clube não mostraram qualquer descontentamento com o episódio, firmando-se no projeto que possuem junto ao clube.
- Todos os nossos fornecedores não nos colocaram qualquer obstáculo. Converso todos os dias com eles, que sabem que nossa história não se resume a atitudes de meia-dúzia de torcedores - pontua Carvalho.
Especialista em gestão e marketing esportivo, Amir Somoggi avalia que o Grêmio terá um enorme desafio pela frente para desconstruir a imagem de clube racista, o que exigirá um trabalho ainda maior do departamento de marketing. Somoggi considera que essa é a hora de se criar obstáculos para esses torcedores terem acesso aos estádios.
- É a hora de se criar obstáculos para que essas pessoas não acessem estádios. Isso é um problema geral. As empresas se preocupam com eventos negativos, mas o Grêmio não pode ser taxado como clube racista porque seis torcedores seus tiveram atitudes racistas. Como já aconteceu, é um desafio que o clube vai ter daqui para frente para construir uma imagem de que não é racista - analisa Somoggi.
O Grêmio foi julgado nesta quarta-feira (03) no Superior Tribuna de Justiça Desportiva pelas injúrias raciais contra o goleiro santista Aranha. A Terceira Comissão Disciplinar do STJD decidiu, por unanimidade de votos (5 a 0) punir o Grêmio com a exclusão da Copa do Brasil, por conta do episódio ocorrido na última quinta-feira, na Arena, além de multa de R$ 50 mil. Cabe recurso e o presidente do clube, Fábio Koff, diz que irá recorrer.
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- Todos os nossos fornecedores não nos colocaram qualquer obstáculo. Converso todos os dias com eles, que sabem que nossa história não se resume a atitudes de meia-dúzia de torcedores - pontua Carvalho.
Especialista em gestão e marketing esportivo, Amir Somoggi avalia que o Grêmio terá um enorme desafio pela frente para desconstruir a imagem de clube racista, o que exigirá um trabalho ainda maior do departamento de marketing. Somoggi considera que essa é a hora de se criar obstáculos para esses torcedores terem acesso aos estádios.
- É a hora de se criar obstáculos para que essas pessoas não acessem estádios. Isso é um problema geral. As empresas se preocupam com eventos negativos, mas o Grêmio não pode ser taxado como clube racista porque seis torcedores seus tiveram atitudes racistas. Como já aconteceu, é um desafio que o clube vai ter daqui para frente para construir uma imagem de que não é racista - analisa Somoggi.
O Grêmio foi julgado nesta quarta-feira (03) no Superior Tribuna de Justiça Desportiva pelas injúrias raciais contra o goleiro santista Aranha. A Terceira Comissão Disciplinar do STJD decidiu, por unanimidade de votos (5 a 0) punir o Grêmio com a exclusão da Copa do Brasil, por conta do episódio ocorrido na última quinta-feira, na Arena, além de multa de R$ 50 mil. Cabe recurso e o presidente do clube, Fábio Koff, diz que irá recorrer.
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