Gremista se localiza em foto na Arena para provar que não estava na Geral

Intimado pela polícia, Tiago Bulzing de Oliveira garante que estava no quarto andar do estádio no jogo contra o Santos e que foi confundido com outro torcedor


Fonte: Globo Esporte

Tiago, torcedor do Grêmio, é intimado a depor (Foto: Tatiana Lopes/GloboEsporte.com)

Intimado pela polícia a depor por suspeita de cometer atos de injúria racial contra o goleiro Aranha, do Santos, na última quinta-feira, Tiago Bulzing de Oliveira, de 23 anos, alegou ter sido identificado de forma equivocada pelo Grêmio e polícia. Como argumento, garantiu ter assistido à partida, mas mostrou na delegacia uma imagem em que aparece longe do setor localizado atrás da meta defendida pelo jogador do Santos, onde está localizada a torcida Geral e de onde partiram as ofensas ao atleta.

A imagem foi reproduzida pela megafoto do site Ducker.com.br, que é dedicado à torcida do Grêmio. Pelo Facebook, o torcedor exibiu todo descontentamento por ter sido vinculado ao episódio e se marcou em outro setor da Arena na imagem feita pelo site no dia do jogo contra o Santos.

- Fui intimado a depor como suspeita de racismo ao goleiro Aranha, no jogo contra o Santos. Hoje (terça-feira), fiz meu depoimento e entrevista a diversas emissoras, pois não tenho o que esconder, não fiz nada. Estava em outro setor do estádio, no quarto andar, onde fico em todos os jogos com meu irmão. Buscarei meus direitos e ver o que posso fazer com relação a processos. Lamentável – publicou no Facebook.

Gremista chamado para depor se identifica em foto longe da Geral (Foto: Richard Ducker / Ducker.com.br)

O estudante chegou à delegacia acompanhado do pai Carlos Henrique Bulzing de Oliveira, que estuda até processar o Grêmio. No depoimento, disse ter ficado “surpreso” com a intimação.

- Não era eu. Realmente se parece comigo, mas não era. Fiquei surpreso, mas vim tranquilo. Sabia que não tinha nada a ver com isso. Não estava nem perto da Geral - garantiu.

Pai do jovem, que é sócio do Grêmio há oito anos, lamentou suposto erro na identificação, feita em conjunto entre polícia e o clube.

- Fizeram uma confusão, não era ele. Ele e o irmão são sócios, têm cadeira na (arquibancada) Superior, no meio do campo. É deprimente receber polícia na tua casa. O Tiago estava na aula, e quando chegou levou um susto. Estamos pensando em entrar com um processo contra o Grêmio, foi muito deprimente. Partimos do princípio que foi o Grêmio que identificou - disse.

Patrícia Moreira, a jovem que foi flagrada por câmeras de TV chamando Aranha de "macaco", irá se apresentar à polícia nesta quinta-feira.

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