Grêmio não recorre de jogo suspenso e vê possível punição do STJD como 'vitória da minoria'

Clube gaúcho entende que imagem está arranhada, mas não entrará com recurso para não 'tumultuar' a Copa do Brasil. Dificuldade na identificação é problema


Fonte: LanceNet!

Grêmio teme que punição ratifique força de minoria (Foto: Ricardo Rímoli/LANCE!Press)

O Grêmio tem até esta segunda-feira para recorrer da decisão do STJD de suspender o jogo com o Santos, que estava marcado para a quarta-feira, na Vila Belmiro, pela Copa do Brasil. O clube gaúcho optou, em reunião do Conselho de Administração, em não entrar com recurso no tribunal para não "tumultar a Copa do Brasil", mesmo que entenda que a decisão já arranhe a imagem gremista. O Tricolor tenta auxiliar ainda mais na identificação dos torcedores, mas esbarra no cadastro do quadro social sem fotografias e conta com a ajuda policial para completar a ação.

A notificiação chegou ao clube na sexta-feira. O Conselho de Administração e o departamento jurídico se reuniram para debater o assunto e entendaram que o melhor era não confrontar o STJD com um recurso.

- Já encaramos a suspensão como uma punição. Deliberamos por não recorrer, embora entendamos que implique em uma lesão grande à imagem do clube. Por toda a comoção pública que está envolvendo, para não correr o risco de tumultar a Copa do Brasil, decidimos por isso - comentou o advogado Thiago Brunetto ao L!Net.

O Tricolor segue arquitetando sua defesa para o julgamento de quarta-feira, marcado para as 14h. O clube gaúcho irá apresentar todas as provas de que tomou as medidas cabíveis para punir os responsáveis pelos atos contra o goleiro Aranha, na última quinta-feira. No entanto, o trabalho para identificação de torcedores é complicado, já que o clube não conta com as ferramentas necessários nem com o banco de dados que a polícia tem, por exemplo.

Mesmo que não haja a identificação imediata de alguns dos torcedores, o inquérito policial também seguirá neste caminho, como já aconteceu com o caso do zagueiro Paulão, xingado da mesma maneira por gremistas no Gre-Nal da final do Gauchão. Mas que não teve o agressor identificado pelo clube - a polícia ainda mantém a investigação.

Além de garantir que tomou as medidas que poderia contra os torcedores, o Grêmio também teme que a punição abra um precedente perigoso na relação entre torcidas organizadas e clubes. O exemplo é claro: mesmo após toda a situação, a Geral do Grêmio cantou músicas com a torcida "macaco", em alusão aos torcedores do Internacional. Algo repudiado pelo presidente Fábio Koff.

Pela crença de duelo político desta torcida com a direção, o entendimento é que a punição ao clube seria uma "vitória para a minoria", que poderia começar a utilizar a postura para exigir benefícios da diretoria. Assim como também poderia abrir o precedente de que torcedores vistam a camisa do clube rival apenas para conseguir algum tipo de punição.

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