Felipão resgata escrita dos anos 90, e Grêmio caseiro é trunfo por arrancada

Treinador venceu todos os jogos na Arena em início de sua terceira passagem e agora tem mais dois jogos para embalar; em 1995, teve 80% de aproveitamento em casa


Fonte: Globo Esporte

Felipão grita mais alto quando joga em casa (Foto: Lucas Uebel/Grêmio, Divulgação)

A contratação de Felipão ao Grêmio foi muito baseada em sua mística vencedora. Se ainda é cedo para garantir a repetição dos títulos dos anos 1990, ao menos uma parte da estatística tem esboço promissor. Assim como em sua segunda passagem, o time atual treinador por Scolari carrega uma vocação caseira. Que pode ser decisiva em série importante na Copa do Brasil e no Brasileiro.

Felipão tem quatro jogos no comando do Grêmio. O aproveitamento é de 50%. Perdeu todas como visitante (Gre-Nal e Cruzeiro), porém, quando sediou as partidas, reinou soberano. Venceu Criciúma e Corinthians. Tem pela frente mais dois compromissos seguidos em casa. Primeiro, contra o Santos, na quinta, pela Copa do Brasil. Depois, no domingo, recebe o Bahia, pelo Nacional. Caso mantenha a boa sina, alcançará quatro vitórias seguidas na Arena.

- Calma só vamos ter quando ganharmos três, quatro, cinco jogos seguidos e ficarmos no bolo. Por isso, nós temos que ganhar um jogo fora. Estamos ganhando os jogos em casa. Vamos ver se conseguimos manter a escrita nos jogos em casa e mudar a dos jogos fora - analisou Felipão.



O feito já fora obtido por Enderson Moreira, antes da parada da Copa, ao vencer Nacional-URU, Atlético-MG, San Lorenzo e Fluminense. No ano passado, o primeiro da Arena, também houve uma série de quatro triunfos: Cruzeiro, Santos, Ponte Preta e Portuguesa.

Já o aproveitamento de Felipão na era Olímpico impressiona. O GloboEsporte.com realizou um levantamento de sua segunda passagem, que começou no segundo semestre de 1993 e terminou em dezembro de 1996. Em 127 jogos, Felipão conseguiu 79 vitórias, 25 empates e amargou apenas 18 derrotas, um aproveitamento de 68%.

As melhores temporadas foram 1995 e 1996. Nelas, o treinador conheceu apenas seis derrotas e desempenho na casa dos 80%. Em duas oportunidades, alcançou duas séries invictas de sete partidas cada, em 1995, quando perdeu a primeira no Olímpico só no mês de junho.



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