Foto: Manoel Petry
Disse ontem, neste portal, que o empate na noite de terça-feira, no Nuevo Gasometro, não seria bom negócio para nenhum dos times e errei, errei feio! Levando em consideração a atuação da equipe, foi um empate com gosto de vitória. E não qualquer vitória, mas sim daquelas que te deixa com um imenso sorriso na cara.
Sorriso pelo alívio de um gol chorado já no apagar das luzes, capaz de conquistar um ponto na classificação. Ponto esse que fora muito desprezado, mas que passou a ser valorizado de uma maneira ímpar no decorrer dos 90 minutos.
Tudo isso, pois, mais uma vez a equipe produziu muito pouco, quase nada. Com falhas coletivas e individuais desde o início da partida, chegando a permitir que o San Lorenzo abrisse o placar antes dos cinco minutos e jogando por água abaixo toda a teoria que envolvia a partida. Planejava-se um Grêmio que entraria em campo esperando o San Lorenzo propor o jogo para se aproveitar dos contra-ataques, mas tudo isso foi por terra com o gol de pênalti.
Por falar no pênalti, não gostaria de escrever isso, mas Marcelo Oliveira, que cometeu a infração dentro da área gremista, não é nem de perto o jogador que foi na temporada passada. O lateral esquerdo repete más atuações em sequência nesta temporada, e esta é uma das razões da nossa defesa ficar tão exposta. Ontem, além de ter derrubado Blanco dentro da área, Marcelo Oliveira não foi eficaz na marcação e sofreu com as investidas de Buffarini e Cerutti por aquele setor.
Do outro lado, o esforçado Ramiro fazia o possível e o impossível para conter os jogadores do San Lorenzo. Mas, apesar de tanto esforço, não fora suficiente. Ramiro, mesmo sendo melhor que Wesley, não é solução para o lado direito da defesa Tricolor. Rafael Galhardo, mesmo contestado no decorrer da temporada passada, ainda deixa saudades. Torcer para que Wallace Oliveira se recupere fisicamente e assuma, de uma vez por todas, a camisa de número dois.
O gol logo no início mudou a postura do San Lorenzo em campo, que não fazia questão de sair trocando passes de sua defesa. Quebrava a bola lá pra frente e subia a marcação, deixando com que o Grêmio tentasse sair jogando, mas sufocando o meio campo Tricolor. E deu certo, anularam Maicon, Douglas e Giuliano, jogadores que indiferente do estilo de marcação feito pelos adversários não vem conseguindo manter a mecânica de jogo que já apresentaram. Se o futebol por eles desempenhado já vem sendo questionável, com uma marcação dessas então, a vida fica mais difícil ainda. E, se estes sofreram, imaginem o Edinho, jogador tipicamente destruidor de jogadas, que por algumas vezes se viu obrigado a construir, armar os ataques do Grêmio, tendo até que ocupar setores que tipicamente são responsabilidades de outros jogadores, se expondo ainda mais ao desgaste físico, visto que mobilidade e velocidade estão longe de serem seus pontos fortes. Por nossa sorte Lincoln entrou com a estrela que o acompanha nas categorias de base e o coloca como principal promessa do elenco atual e fez o improvável acontecer. Se grande parte da torcida já pede que o garoto ocupe a vaga de Douglas no time titular, agora então fica mais difícil ainda defender que o veterano continue em campo, enquanto o garoto espere a sua vez.
Lá na frente, Everton e Luan tentavam resolver usando seus dribles, mas repetidas vezes ficavam sozinhos contra dois ou três defensores da equipe argentina. Inciaram bem a partida, mas Luan, por exemplo, decaiu com o decorrer do jogo e o inevitável desgaste físico ocasionado pelo contínuo combate com os zagueiros. Bobô entrou em um momento diferente da partida para servir de referência, mas ainda questiono o porquê dele ter sido escolhido, e não Henrique Almeida, que nem se quer no banco ficou. Já Pedro Rocha entrou só para assinar a súmula.
Em resumo, nossos laterais não protegem os lados do campo e não oferecem qualidade ao subirem para o ataque; o meio de campo não tem mais força para controlar a partida, sofre com a lentidão dos atletas do setor e não consegue repetir a maneira de jogar que facilitou suas vidas há alguns meses atrás; o ataque tem jogadores jovens, mas mesmo os jovens ficam esgotados se precisarem voltar para buscar jogo, armar e decidir sozinhos.
Em tempo, deixei as exceções para o final, de propósito. Não sei se sou capaz de descrever a satisfação por ter Marcelo Grohe e Pedro Geromel na equipe. O goleiro, cujo qual sempre fui fã, foi mágico, milagreiro, MURALHA! Se falhou em outros tempos, ontem foi o principal responsável por não termos sido goleados, com intervenções típicas de um jogador de nível de seleção. Junto com ele, Pedro Geromel, um dos melhores zagueiros do país que se agiganta ao defender o Tricolor. E quando digo defender, me refiro a evitar conclusões dos adversários e salvar gols em cima da linha, já foram quatro vezes nesta temporada. Por aí também joga Fred, zagueiro que não tem o brilho de seu companheiro, mas não compromete. Com melhor proteção de laterais e volantes, não será o camisa 6 que nos causará preocupações.
Nós, torcedores, devemos esquecer a atuação fraca em Buenos Aires e nos apegar ao resultado. Já Roger Machado deve rever mais uma vez seus conceitos e a forma como a equipe vem jogando. Provar que realmente tem as qualidades tão elogiadas pelo país inteiro e corrigir as falhas, além de criar alternativas para vencer as partidas. Ele é, de fato, um treinador em início de carreira, mas se hoje está em um campeonato tão importante, em frente a uma equipe tão importante, e com uma cobrança elevada, foi porque ele mesmo deu motivos pra isso, agora precisa sustentar esta condição.
Só voltamos a atuar na Libertadores a daqui praticamente um mês. Tempo suficiente recuperar questões físicas que vem vitimando nossos atletas, para focar os treinos, o trabalho e a evolução da equipe, colocando os jogadores considerados titulares para atuar no Gauchão somente quando ir para campo for benéfico no desenvolvimento dos mesmos. Caso contrário, manter os reservas no estadual e deixar que mostrem seu futebol.
Que este ponto milagroso tenha surtido nos jogadores o mesmo efeito que teve na torcida, mas que todos os profissionais do Grêmio não pensem que tudo está bem e não há nada para melhorar. Que melhorem, que se classifiquem, e que nos permitam continuar sonhando, de preferência sem tanto sofrimento!
Saudações Tricolores.
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Disse ontem, neste portal, que o empate na noite de terça-feira, no Nuevo Gasometro, não seria bom negócio para nenhum dos times e errei, errei feio! Levando em consideração a atuação da equipe, foi um empate com gosto de vitória. E não qualquer vitória, mas sim daquelas que te deixa com um imenso sorriso na cara.
Sorriso pelo alívio de um gol chorado já no apagar das luzes, capaz de conquistar um ponto na classificação. Ponto esse que fora muito desprezado, mas que passou a ser valorizado de uma maneira ímpar no decorrer dos 90 minutos.
Tudo isso, pois, mais uma vez a equipe produziu muito pouco, quase nada. Com falhas coletivas e individuais desde o início da partida, chegando a permitir que o San Lorenzo abrisse o placar antes dos cinco minutos e jogando por água abaixo toda a teoria que envolvia a partida. Planejava-se um Grêmio que entraria em campo esperando o San Lorenzo propor o jogo para se aproveitar dos contra-ataques, mas tudo isso foi por terra com o gol de pênalti.
Por falar no pênalti, não gostaria de escrever isso, mas Marcelo Oliveira, que cometeu a infração dentro da área gremista, não é nem de perto o jogador que foi na temporada passada. O lateral esquerdo repete más atuações em sequência nesta temporada, e esta é uma das razões da nossa defesa ficar tão exposta. Ontem, além de ter derrubado Blanco dentro da área, Marcelo Oliveira não foi eficaz na marcação e sofreu com as investidas de Buffarini e Cerutti por aquele setor.
Do outro lado, o esforçado Ramiro fazia o possível e o impossível para conter os jogadores do San Lorenzo. Mas, apesar de tanto esforço, não fora suficiente. Ramiro, mesmo sendo melhor que Wesley, não é solução para o lado direito da defesa Tricolor. Rafael Galhardo, mesmo contestado no decorrer da temporada passada, ainda deixa saudades. Torcer para que Wallace Oliveira se recupere fisicamente e assuma, de uma vez por todas, a camisa de número dois.
O gol logo no início mudou a postura do San Lorenzo em campo, que não fazia questão de sair trocando passes de sua defesa. Quebrava a bola lá pra frente e subia a marcação, deixando com que o Grêmio tentasse sair jogando, mas sufocando o meio campo Tricolor. E deu certo, anularam Maicon, Douglas e Giuliano, jogadores que indiferente do estilo de marcação feito pelos adversários não vem conseguindo manter a mecânica de jogo que já apresentaram. Se o futebol por eles desempenhado já vem sendo questionável, com uma marcação dessas então, a vida fica mais difícil ainda. E, se estes sofreram, imaginem o Edinho, jogador tipicamente destruidor de jogadas, que por algumas vezes se viu obrigado a construir, armar os ataques do Grêmio, tendo até que ocupar setores que tipicamente são responsabilidades de outros jogadores, se expondo ainda mais ao desgaste físico, visto que mobilidade e velocidade estão longe de serem seus pontos fortes. Por nossa sorte Lincoln entrou com a estrela que o acompanha nas categorias de base e o coloca como principal promessa do elenco atual e fez o improvável acontecer. Se grande parte da torcida já pede que o garoto ocupe a vaga de Douglas no time titular, agora então fica mais difícil ainda defender que o veterano continue em campo, enquanto o garoto espere a sua vez.
Lá na frente, Everton e Luan tentavam resolver usando seus dribles, mas repetidas vezes ficavam sozinhos contra dois ou três defensores da equipe argentina. Inciaram bem a partida, mas Luan, por exemplo, decaiu com o decorrer do jogo e o inevitável desgaste físico ocasionado pelo contínuo combate com os zagueiros. Bobô entrou em um momento diferente da partida para servir de referência, mas ainda questiono o porquê dele ter sido escolhido, e não Henrique Almeida, que nem se quer no banco ficou. Já Pedro Rocha entrou só para assinar a súmula.
Em resumo, nossos laterais não protegem os lados do campo e não oferecem qualidade ao subirem para o ataque; o meio de campo não tem mais força para controlar a partida, sofre com a lentidão dos atletas do setor e não consegue repetir a maneira de jogar que facilitou suas vidas há alguns meses atrás; o ataque tem jogadores jovens, mas mesmo os jovens ficam esgotados se precisarem voltar para buscar jogo, armar e decidir sozinhos.
Em tempo, deixei as exceções para o final, de propósito. Não sei se sou capaz de descrever a satisfação por ter Marcelo Grohe e Pedro Geromel na equipe. O goleiro, cujo qual sempre fui fã, foi mágico, milagreiro, MURALHA! Se falhou em outros tempos, ontem foi o principal responsável por não termos sido goleados, com intervenções típicas de um jogador de nível de seleção. Junto com ele, Pedro Geromel, um dos melhores zagueiros do país que se agiganta ao defender o Tricolor. E quando digo defender, me refiro a evitar conclusões dos adversários e salvar gols em cima da linha, já foram quatro vezes nesta temporada. Por aí também joga Fred, zagueiro que não tem o brilho de seu companheiro, mas não compromete. Com melhor proteção de laterais e volantes, não será o camisa 6 que nos causará preocupações.
Nós, torcedores, devemos esquecer a atuação fraca em Buenos Aires e nos apegar ao resultado. Já Roger Machado deve rever mais uma vez seus conceitos e a forma como a equipe vem jogando. Provar que realmente tem as qualidades tão elogiadas pelo país inteiro e corrigir as falhas, além de criar alternativas para vencer as partidas. Ele é, de fato, um treinador em início de carreira, mas se hoje está em um campeonato tão importante, em frente a uma equipe tão importante, e com uma cobrança elevada, foi porque ele mesmo deu motivos pra isso, agora precisa sustentar esta condição.
Só voltamos a atuar na Libertadores a daqui praticamente um mês. Tempo suficiente recuperar questões físicas que vem vitimando nossos atletas, para focar os treinos, o trabalho e a evolução da equipe, colocando os jogadores considerados titulares para atuar no Gauchão somente quando ir para campo for benéfico no desenvolvimento dos mesmos. Caso contrário, manter os reservas no estadual e deixar que mostrem seu futebol.
Que este ponto milagroso tenha surtido nos jogadores o mesmo efeito que teve na torcida, mas que todos os profissionais do Grêmio não pensem que tudo está bem e não há nada para melhorar. Que melhorem, que se classifiquem, e que nos permitam continuar sonhando, de preferência sem tanto sofrimento!
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Comentários
Comentários (1)
Empate com cheiro e gosto de derrota por goleada...
Marcelo Oliveira já para Técnico.
Roger não está pronto volta a auxiliar técnico e o James inútil volta para a base...
P.S. Pacheco POR FAVOR é o Marcelo Oliveira técnico que saiu do Palmeiras não é o volante que também saiu de lá...
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