Foto: MARIA CALLS / AFP
Ponto forte do Grêmio no ano passado, a defesa virou o calcanhar de aquiles da equipe de Roger Machado em 2016. Na derrota para o Toluca, na estreia da Libertadores, a zaga voltou a apresentar falhas, sobretudo na bola aérea, evidenciando a falta de entrosamento no setor.
A principal dificuldade do técnico, no momento, está em definir o parceiro de Geromel. Desde a saída do equatoriano Erazo, que não renovou contrato e foi para o Atlético-MG, Roger testou Kadu e Fred, que tiveram atuações irregulares.
– Temos de saber fazer a leitura é de como os gols acontecem. Se o gol é um descuido dentro da área ou na origem da jogada. Hoje, um descuido ou falta de concentração, no meu ponto de vista, fez com que o adversário, mesmo com um a menos, abrisse o placar – avaliou Roger.
Além do baixo desempenho técnico, os defensores neste ano ficam mais expostos pelo sistema de marcação do meio-campo. Talvez pela ausência de Walace, lesionado, Edinho e Maicon ainda não conseguiram reproduzir o comportamento exigido por Roger, o chamado box-to-box, no qual os volantes devem defender e atacar com intensidade, de uma área a outra.
Outro fator que amplia a fragilidade da defesa é a dificuldade em pressionar a saída de bola adversária. Nos minutos iniciais contra o Toluca, os atacantes do Grêmio até encaixaram a marcação e diminuiram o raio de ação do time mexicano. Porém, com o passar do tempo, mesmo com um jogador a mais, os comandados de Roger passaram a sentir os efeitos da altitude de 2,6 mil metros de Toluca. Aí, faltou gás para acompahar o adversário, que tinha o atacante Triverio em noite inspirada, marcando dois gols.
– Não vou atribuir o fator altitude ao insucesso que a gente teve em campo. Mas a gente não pode deixar de frisar que há um desgaste maior, principalmente no final do jogo, com você tendo que fazer força para vencer. Muito embora, o adversário, com um a menos, defendeu-se bem e contra-atacou. O desgaste é natural em função da força para virar ao jogo, associado ao fator altitude – justificou o técnico Roger.
Outro fator que preocupa foi a liberdade dada pelos laterais aos atacantes do Toluca. Pela direita, Wallace Oliveira, menos afeito às tarefas de marcação, foi envolvido com facilidade. Fez a torcida sentir saudades de Galhardo, de melhor consistência defensiva, que ganhou o prêmio Bola de Prata no último Brasileirão, mas não renovou contrato e foi vendido pelo Santos ao Anderlecht, da Bélgica.
– Com relação à qualidade, entendo que as peças foram bem repostas. Temos que entender que foi um jogo duro, difícil, em que o adversário, mesmo com um a menos, conseguiu impor sua característica – disse Roger.
Agora, o Grêmio precisará recuperar os pontos perdidos frente ao Toluca na Libertadores dentro de casa. Serão dois jogos consecutivos na Arena, contra a LDU, do Equador, em 2 de março, e San Lorenzo, em 9 de março. O próximo compromisso do time de Roger será no domingo, contra o Novo Hamburgo, pelo Gauchão.
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Ponto forte do Grêmio no ano passado, a defesa virou o calcanhar de aquiles da equipe de Roger Machado em 2016. Na derrota para o Toluca, na estreia da Libertadores, a zaga voltou a apresentar falhas, sobretudo na bola aérea, evidenciando a falta de entrosamento no setor.
A principal dificuldade do técnico, no momento, está em definir o parceiro de Geromel. Desde a saída do equatoriano Erazo, que não renovou contrato e foi para o Atlético-MG, Roger testou Kadu e Fred, que tiveram atuações irregulares.
– Temos de saber fazer a leitura é de como os gols acontecem. Se o gol é um descuido dentro da área ou na origem da jogada. Hoje, um descuido ou falta de concentração, no meu ponto de vista, fez com que o adversário, mesmo com um a menos, abrisse o placar – avaliou Roger.
Além do baixo desempenho técnico, os defensores neste ano ficam mais expostos pelo sistema de marcação do meio-campo. Talvez pela ausência de Walace, lesionado, Edinho e Maicon ainda não conseguiram reproduzir o comportamento exigido por Roger, o chamado box-to-box, no qual os volantes devem defender e atacar com intensidade, de uma área a outra.
Outro fator que amplia a fragilidade da defesa é a dificuldade em pressionar a saída de bola adversária. Nos minutos iniciais contra o Toluca, os atacantes do Grêmio até encaixaram a marcação e diminuiram o raio de ação do time mexicano. Porém, com o passar do tempo, mesmo com um jogador a mais, os comandados de Roger passaram a sentir os efeitos da altitude de 2,6 mil metros de Toluca. Aí, faltou gás para acompahar o adversário, que tinha o atacante Triverio em noite inspirada, marcando dois gols.
– Não vou atribuir o fator altitude ao insucesso que a gente teve em campo. Mas a gente não pode deixar de frisar que há um desgaste maior, principalmente no final do jogo, com você tendo que fazer força para vencer. Muito embora, o adversário, com um a menos, defendeu-se bem e contra-atacou. O desgaste é natural em função da força para virar ao jogo, associado ao fator altitude – justificou o técnico Roger.
Outro fator que preocupa foi a liberdade dada pelos laterais aos atacantes do Toluca. Pela direita, Wallace Oliveira, menos afeito às tarefas de marcação, foi envolvido com facilidade. Fez a torcida sentir saudades de Galhardo, de melhor consistência defensiva, que ganhou o prêmio Bola de Prata no último Brasileirão, mas não renovou contrato e foi vendido pelo Santos ao Anderlecht, da Bélgica.
– Com relação à qualidade, entendo que as peças foram bem repostas. Temos que entender que foi um jogo duro, difícil, em que o adversário, mesmo com um a menos, conseguiu impor sua característica – disse Roger.
Agora, o Grêmio precisará recuperar os pontos perdidos frente ao Toluca na Libertadores dentro de casa. Serão dois jogos consecutivos na Arena, contra a LDU, do Equador, em 2 de março, e San Lorenzo, em 9 de março. O próximo compromisso do time de Roger será no domingo, contra o Novo Hamburgo, pelo Gauchão.
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