A vitória por 1x0 sobre o Veranópolis com os reservas e consequentemente a 3ª vitória do Grêmio em 2016 são a consolidação de um grupo forte, o qual vem alcançando este status graças às ótimas revelações da base. Não me recordo de um ano que tivemos tantos bons jogadores revelados por ela e nem quando eles passaram a ter papéis importantíssimos na equipe, como Luan e Éverton, auxiliados por Pedro Rocha, e mais recentemente Tontini, Kaio, Moisés, Hermes, Wesley, Batista e, finalmente, o craque Lincoln.
Vínhamos de safras fracas, de frutos escassos, com uma ou outra revelação por ano. É incrível que este ano esteja sendo diferente; talvez as chuvas e temporais de alguns anos atrás tenham sido necessários para que mudássemos o plantio e pudéssemos colher uma grande safra nesta temporada. O Grêmio está sendo privilegiado com tantas opções que ele produziu e, agora, precisa fazer com que tudo ocorra da melhor maneira para que eles rendam dentro e fora de campo.
Apesar da produção de bons jogadores não ser nada fácil, este é o momento mais delicado para um guri que vem da base: a pressão para que ele surpreenda a massa imediatamente. A impaciente torcida que somatiza dentro de si as angústias pertinentes a sua personalidade, não tem tempo para “esperar alguém jogar bem”. Afinal, “é preciso ser campeão de uma vez! Pra ontem! Não aguentamos mais levar corneta do rival” (mesmo tendo uma história riquíssima de tradição que dá uma surra naqueles que são ‘o tal’). O imediatismo alimentado pela pressão, pela ansiedade e, embora não seja o caso do Grêmio desta vez, por investimentos altos que exigem um rápido retorno aos cofres, acaba jogando muitos talentos na sarjeta. Muitas revelações são desperdiçadas por não terem tido a principal aliada de um jovem que quer mostrar competência: a paciência.
E nós torcedores temos grande responsabilidade sobre isso.
Abro mão da rivalidade para reconhecer um fato: nos últimos anos, vimos o rival revelar bons jogadores e vende-los por valores astronômicos. Alguns deles nem eram tão bons assim, mas acabaram gerando muito lucro ao clube deles. Grande parte disso só aconteceu porque a torcida não queimou os jogadores nos primeiros erros que cometiam, ou quando tinham um desempenho ruim em alguma partida. É verdade, também, que só conseguiram tal feito porque estavam num estado de nirvana, completamente livres de angústias e imediatismos, pois tinham sido muitas vezes campeões nos anos recentes, livrando-os de qualquer tipo de pressão.
Hoje, vivemos um momento diferente enquanto torcida, mas presenciamos um grande momento em relação aos talentos que estão aparecendo. Nem todos são craques e nem todos vão ter lances geniais. Mas todos eles são bons jogadores, que podem ajudar muito o time dentro de campo. Além disso, por mais que não consigam seus melhores momentos dentro das quatro linhas, eles precisam ser valorizados primeiramente pela nossa torcida, para depois serem valorizados lá fora. A base é o produto de um clube de futebol. É a matéria-prima que vendemos, é a fonte mais antiga de lucro de um clube – e deve ser a mais forte. É através dela que um clube encontra opções para o elenco principal e também infla sua economia. Mas para ela ter sucesso absoluto cabe à torcida ter a sabedoria e a virtude de ser paciente.
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Apesar da produção de bons jogadores não ser nada fácil, este é o momento mais delicado para um guri que vem da base: a pressão para que ele surpreenda a massa imediatamente. A impaciente torcida que somatiza dentro de si as angústias pertinentes a sua personalidade, não tem tempo para “esperar alguém jogar bem”. Afinal, “é preciso ser campeão de uma vez! Pra ontem! Não aguentamos mais levar corneta do rival” (mesmo tendo uma história riquíssima de tradição que dá uma surra naqueles que são ‘o tal’). O imediatismo alimentado pela pressão, pela ansiedade e, embora não seja o caso do Grêmio desta vez, por investimentos altos que exigem um rápido retorno aos cofres, acaba jogando muitos talentos na sarjeta. Muitas revelações são desperdiçadas por não terem tido a principal aliada de um jovem que quer mostrar competência: a paciência.
E nós torcedores temos grande responsabilidade sobre isso.
Abro mão da rivalidade para reconhecer um fato: nos últimos anos, vimos o rival revelar bons jogadores e vende-los por valores astronômicos. Alguns deles nem eram tão bons assim, mas acabaram gerando muito lucro ao clube deles. Grande parte disso só aconteceu porque a torcida não queimou os jogadores nos primeiros erros que cometiam, ou quando tinham um desempenho ruim em alguma partida. É verdade, também, que só conseguiram tal feito porque estavam num estado de nirvana, completamente livres de angústias e imediatismos, pois tinham sido muitas vezes campeões nos anos recentes, livrando-os de qualquer tipo de pressão.
Hoje, vivemos um momento diferente enquanto torcida, mas presenciamos um grande momento em relação aos talentos que estão aparecendo. Nem todos são craques e nem todos vão ter lances geniais. Mas todos eles são bons jogadores, que podem ajudar muito o time dentro de campo. Além disso, por mais que não consigam seus melhores momentos dentro das quatro linhas, eles precisam ser valorizados primeiramente pela nossa torcida, para depois serem valorizados lá fora. A base é o produto de um clube de futebol. É a matéria-prima que vendemos, é a fonte mais antiga de lucro de um clube – e deve ser a mais forte. É através dela que um clube encontra opções para o elenco principal e também infla sua economia. Mas para ela ter sucesso absoluto cabe à torcida ter a sabedoria e a virtude de ser paciente.
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