Última passagem de Robinho pelo Santos durou de agosto de 2014 a junho de 2015
Foto: LEVI BIANCO / Estadão Conteúdo
O Rei das Pedaladas, que se consagrou pelo Santos no Brasileirão de 2002 e encheu os olhos dos espanhóis logo que chegou ao Real Madrid, em 2005, não existe mais. Em sua última passagem pela Vila Belmiro, Robinho não mostrou a mesma velocidade de outros tempos, mas aprimorou outras características: a visão de jogo e o poder de finalização. É este jogador que interessa ao Grêmio — há uma negociação para que, por meio de um plano de marketing, ele seja o grande reforço para a Libertadores.
— Fisicamente, ele estava bem (na última passagem pelo Santos). Nos primeiros seis meses, teve mais dificuldades porque não participou da pré-temporada. Foi contratado em uma sexta-feira e no domingo já jogou, porque era um clássico contra o Corinthians. No início de 2015, o desempenho foi bom e ele chegou a ser convocado para a Copa América — analisa Michael Santos, setorista do Santos pelo jornal A Tribuna.
Na segunda metade do ano passado, Robinho teve uma passagem apagada pelo Guangzhou Evergrande, time treinado por Felipão na China. Felipe Ribeiro, do Guia da Ásia, diz que o jogador foi prejudicado pelo excesso de estrangeiros no clube. Mas alertou: o preparo físico pode ser um fator de atraso em sua readaptação ao futebol brasileiro, como foi no caso de Vágner Love no Corinthians.
— Tecnicamente, ele não esteve muito bem, chegou a ficar na reserva. No Campeonato Chinês, eles têm um limite de estrangeiros jogando ao mesmo tempo. O Guangzhou tinha quatro: Renê Junior, Ricardo Goulart e Elkeson, estes dois últimos sempre imprescindíveis. Era o maior salário de todos os tempos na China, mas não foi bem. (Cair fisicamente) É o que acontece com vários jogadores que vão para lá. Vágner Love demorou a se readaptar.
O Santos é o principal concorrente pela contratação de Robinho. Ainda que o Grêmio vá estar envolvido na disputa da Libertadores, a aclimatação do jogador ao seu antigo clube pesam. Michael Santos destacou que o clube paulista chegou a ter um acordo financeiro para repatriar Robinho. Seriam R$ 600 mil mensais — R$ 200 mil pagos pelo Santos e R$ 400 mil divididos entre investidores. No entanto, a falta de garantias bancárias atrasou a negociação.
Para Leonardo Bertozzi, comentarista dos canais ESPN, o fato de Robinho ser um líder no Santos — contexto que não se repetiria inicialmente na Arena — é um ponto de alerta.
— O segundo semestre de Robinho na China foi apagado. Poucas atuações e um desempenho fraco no Mundial no fim do ano. No futebol brasileiro, é difícil imaginar como se comportaria fora do ambiente do Santos, onde é uma liderança importante e influente. Não estou convencido de que se encaixa no perfil do Grêmio atual.
Inicialmente, a ideia do Guangzhou Evergrande era assinar um contrato de dois anos com Robinho. No entanto, o vínculo assinado foi por seis meses — com opção de renovação que não foi exercida. Por isso, o jogador está livre no mercado. Além de salários, o jogador exige luvas equivalentes à compra dos seus direitos econômicos.
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Foto: LEVI BIANCO / Estadão Conteúdo
O Rei das Pedaladas, que se consagrou pelo Santos no Brasileirão de 2002 e encheu os olhos dos espanhóis logo que chegou ao Real Madrid, em 2005, não existe mais. Em sua última passagem pela Vila Belmiro, Robinho não mostrou a mesma velocidade de outros tempos, mas aprimorou outras características: a visão de jogo e o poder de finalização. É este jogador que interessa ao Grêmio — há uma negociação para que, por meio de um plano de marketing, ele seja o grande reforço para a Libertadores.
— Fisicamente, ele estava bem (na última passagem pelo Santos). Nos primeiros seis meses, teve mais dificuldades porque não participou da pré-temporada. Foi contratado em uma sexta-feira e no domingo já jogou, porque era um clássico contra o Corinthians. No início de 2015, o desempenho foi bom e ele chegou a ser convocado para a Copa América — analisa Michael Santos, setorista do Santos pelo jornal A Tribuna.
Na segunda metade do ano passado, Robinho teve uma passagem apagada pelo Guangzhou Evergrande, time treinado por Felipão na China. Felipe Ribeiro, do Guia da Ásia, diz que o jogador foi prejudicado pelo excesso de estrangeiros no clube. Mas alertou: o preparo físico pode ser um fator de atraso em sua readaptação ao futebol brasileiro, como foi no caso de Vágner Love no Corinthians.
— Tecnicamente, ele não esteve muito bem, chegou a ficar na reserva. No Campeonato Chinês, eles têm um limite de estrangeiros jogando ao mesmo tempo. O Guangzhou tinha quatro: Renê Junior, Ricardo Goulart e Elkeson, estes dois últimos sempre imprescindíveis. Era o maior salário de todos os tempos na China, mas não foi bem. (Cair fisicamente) É o que acontece com vários jogadores que vão para lá. Vágner Love demorou a se readaptar.
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Para Leonardo Bertozzi, comentarista dos canais ESPN, o fato de Robinho ser um líder no Santos — contexto que não se repetiria inicialmente na Arena — é um ponto de alerta.
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Inicialmente, a ideia do Guangzhou Evergrande era assinar um contrato de dois anos com Robinho. No entanto, o vínculo assinado foi por seis meses — com opção de renovação que não foi exercida. Por isso, o jogador está livre no mercado. Além de salários, o jogador exige luvas equivalentes à compra dos seus direitos econômicos.
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