Foto: Norberto Duarte / AFP
Nesta primeira caminhada na Libertadores, Roger Machado enfrentará um discípulo de Pep Guardiola, um campeão do mundo com a Argentina em 1986, ao lado de Maradona, e o centroavante da seleção paraguaia de Arce e Gamarra na Copa de 1998. A coluna traça um rápido perfil dos técnicos de San Lorenzo, LDU e Toluca. Por coincidência, três ex-atacantes.
Pablo Guede
Aos 41 anos, o ex-atacante argentino jogou 17 anos na Espanha. Formou-se técnico em um curso que tinha como professor Pep Guardiola. Tito Villanueva, herdeiro de Pep no Camp Nou, foi seu companheiro no Elche e grande amigo, com quem compartilhava ideias de futebol. Guede voltou à Argentina forçado, para contornar problemas familiares. Assumiu o Nueva Chicago no final de 2013 e ascendeu o time de Buenos Aires à segunda divisão com um futebol envolvente, dinâmico e ofensivo. Antes de chegar ao San Lorenzo, colocou o Palestino, time de Figueroa no Chile, de volta à Libertadores depois de 36 anos. Sua chegada pode ser uma vantagem ao Grêmio. Afinal, o San Lorenzo deixará de ser o time mais resguardado que era com Edgardo Bauza e passará a atuar de forma mais agressiva.
Cláudio Borghi
Outro técnico argentino no caminho de Roger. Aos 51 anos, Borghi substitui o compatriota Luis Zubeldia na LDU. Ele volta a trabalhar depois de um ano afastado por recomendação médica. No início de 2015, sofreu uma queimadura no pé e, por causa do diabetes, havia dificuldade na cicatrização. Ex-atacante de River, Milan e Flamengo, Borghi foi campeão da América como jogador em 1985, pelo Argentinos Jrs.. No ano seguinte, estava na seleção argentina campeã mundial. Foi no Argentinos Jrs. que viveu seu ponto alto como técnico, ao ser campeão do Clausura 2010. No Chile, atingiu o ápice ao ser tetracampeão com o Colo-Colo e assumir a seleção na arrancada das Eliminatórias para a Copa de 2014. Os maus resultados o derrubaram e abriram caminho para Jorge Sampaoli, outro argentino.
José Cardozo
Aos 44 anos, Pepe, como é conhecido o paraguaio, é um ídolo no México. Como centroavante, jogou por grandes clubes, como Pachuca, Cruz Azul e o próprio Toluca, do qual é o maior artilheiro, com 249 gols. Pelo clube, foi quatro vezes campeão e goleador da Liga Mexicana. Pela seleção, foi titular nas Copas de 1998 e 2002 e ainda medalha de prata na Olimpíada de 2004. Cardozo ainda busca um título como técnico. Antes do Toluca, comandou o Querétaro. Vai para a quarta temporada no clube e, até agora, nada de taça. Em cinco campeonatos, parou nos mata-matas em quatro. Cardozo foi às compras no meio do ano para resolver a falta de gols. Trouxe o meia peruano Cueva, o argentino Bottinelli e os atacantes Nicolás Saucedo e Omar Arellano, mexicanos, Enrique Triverio, argentino, e Fernando Uribe, colombiano. Para 2016, trouxe o lateral-direito Flores, com passagem pela seleção mexicana, e espera mais um volante e um lateral.
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