Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
Romildo Bolzan Jr. acertou. Nosso presidente cortou gastos, aguentou no osso do peito as críticas da torcida e fez mais com menos em 2015. Um time operário, na política do bom e barato, superou as expectativas e classificou para Libertadores. Essa é a essência tricolor — atropelar prognósticos. Com Roger Machado na casamata, lançamos as bases para um 2016 de conquistas.
Romildo terá de abrir um pouco a mão para reforçar o time, porém sem abandonar o critério. Um ataque com Everton, Bobô, Pedro Rocha e Mamute como opções não briga por títulos. Necessitamos de atacantes regulares para a companhia de Luan, de preferência peças de mais movimentação. Uma alternativa a Douglas também é fundamental.
O presidente bancou uma decisão difícil a partir de janeiro, quando saiu a vender jogadores. Passou nos pilas Barcos, Moreno e Riveros. Despediu-se de Zé Roberto, liberou Fellipe Bastos e Matías Rodríguez. Deu azar com Cebolla Rodíguez e falhou com Braian. Errou ao terceirizar o futebol para Felipão, acertou ao apostar em Roger. E errou feio com a conversa mole do empate no Gre-Nal. Sobrou conformismo à direção e ao elenco no final da temporada, ponto a ser melhorado.
Entre erros e acertos, Romildo foi muito bem em seu ano de estreia. Merece o reconhecimento do torcedor. Com menos dinheiro, repetiu os antecessores Fábio Koff e Paulo Odone — levou o time à Libertadores. Lá em maio, o desempenho pífio das primeiras rodadas do Brasileirão indicava que a briga seria pelos 48 pontos. Cravamos 65. Queimei a língua com gosto.
No custo-benefício o Grêmio deixou grandes investimentos para trás. Inter, Palmeiras, Flamengo, Fluminense, Cruzeiro e São Paulo são exemplos de times que gastaram muito mais e renderam bem menos no Brasileirão. Romildo ajudou a mostrar que os salários do futebol brasileiro são exagerados.
Espero que essa política tenha continuidade. Sair contratando sem critério em razão da vaga na Libertadores é repetir os erros do passado. Você gostaria de ver Alan Ruiz de volta? Claro que sim. Gostaria de ter Ruiz por R$ 130 mil mensais? Claro que não. Um jogador que não se firma em um time de segunda linha da Argentina não justifica tal salário.
O mesmo raciocínio vale para Barcos, que demonstra seu gremismo e flerta com o retorno ao clube. Pagar o antigo salário do argentino é incinerar dinheiro. O gringo vale, no máximo, R$ 300 mil mensais. Por menos, seria bem-vindo.
Romildo é um presidente em formação que teve uma estreia promissora. Merece o crédito. Espero que sua obsessão para 2016 seja a mesma expressa por Roger em entrevistas: levantar taças.
Vamos, Grêmio! Soy loco por tri, América!
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Romildo Bolzan Jr. acertou. Nosso presidente cortou gastos, aguentou no osso do peito as críticas da torcida e fez mais com menos em 2015. Um time operário, na política do bom e barato, superou as expectativas e classificou para Libertadores. Essa é a essência tricolor — atropelar prognósticos. Com Roger Machado na casamata, lançamos as bases para um 2016 de conquistas.
Romildo terá de abrir um pouco a mão para reforçar o time, porém sem abandonar o critério. Um ataque com Everton, Bobô, Pedro Rocha e Mamute como opções não briga por títulos. Necessitamos de atacantes regulares para a companhia de Luan, de preferência peças de mais movimentação. Uma alternativa a Douglas também é fundamental.
O presidente bancou uma decisão difícil a partir de janeiro, quando saiu a vender jogadores. Passou nos pilas Barcos, Moreno e Riveros. Despediu-se de Zé Roberto, liberou Fellipe Bastos e Matías Rodríguez. Deu azar com Cebolla Rodíguez e falhou com Braian. Errou ao terceirizar o futebol para Felipão, acertou ao apostar em Roger. E errou feio com a conversa mole do empate no Gre-Nal. Sobrou conformismo à direção e ao elenco no final da temporada, ponto a ser melhorado.
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Espero que essa política tenha continuidade. Sair contratando sem critério em razão da vaga na Libertadores é repetir os erros do passado. Você gostaria de ver Alan Ruiz de volta? Claro que sim. Gostaria de ter Ruiz por R$ 130 mil mensais? Claro que não. Um jogador que não se firma em um time de segunda linha da Argentina não justifica tal salário.
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