No último jogo do ano na Arena, o Grêmio coroou uma temporada de muito trabalho com a confirmação da vaga direta na Libertadores da América 2016. O time que não teve nomes de peso e nem medalhões, e que no começo do ano era candidato ao rebaixamento, lutou bravamente para chegar no G4 do Brasileirão, confiando no trabalho do estudioso técnico Roger Machado.
O Grêmio de 2015 não teve vaidades. Se entregou à proposta e deu seu máximo em busca do objetivo. Sempre ciente de suas limitações, sabia que classificar para a Libertadores era um grande passo, ainda mais para um trabalho que iniciou só na metade do ano, com Roger. Mas quem não estava ciente delas? Nem mesmo a torcida esperava tanto, muito embora ela esteja aficionada por um título, lá no fundo o torcedor entendeu que o momento era sim de contenção de gastos, de um elenco enxuto (mas aguerrido) e de um recomeço. É claro que os gremistas têm todo o direito de exigir uma taça, afinal cresceram acostumados a comemorá-las. Mas mesmo submersos na passionalidade do gremismo, os tricolores encontraram um resquício de razão e compreenderam que este ano era tempo de reestruturar o clube.
Na verdade, todas as outras alternativas já tinham sido usadas: times aguerridos, como em 2007, times com jovens e experientes como em 2009, e até o imediatismo de um grande investimento como em 2013 e todas foram em vão. Enquanto isso, o Grêmio passava por maus bocados, vendo o rival atravessar, enfim, o Oceano Atlântico. Para os torcedores já exauridos de esperança, só restava mais uma alternativa para acabar com este ciclo ruim: o caminho mais longo para formar um time campeão. Um caminho que começa, principalmente, na reestruturação financeira de um clube (e isso exige um elenco limitado), na contratação de um bom técnico (tendo convicção no trabalho dele e dando-lhe continuidade), na recuperação das categorias de base para, finalmente, ter poder de investimento e aprimorar o elenco, para torná-lo capaz de disputar uma taça. A Taça Libertadores da América.
Sei lá porque tem que ser assim, vai ver tínhamos que aprender alguma lição. Provavelmente deve ter sido culpa da geração dos anos 80 e 90 que zoaram demais os colorados na escola. Só sei que com a gente não vale ganhar título na sorte: é preciso batalhar. O Grêmio, enfim, acordou para esta realidade e transformou o ano de 2015 em muito esforço e dedicação. E não estou falando só dos jogadores, mas verdadeiramente de todos que fazem parte do clube.
Em 2016 é um novo tempo: um tempo de começar a colher os frutos. É hora de reforçar o time, identificar nossas deficiências e trazer bons jogadores, sem esquecer que não deve gastar demais. A maior parte do caminho já trilhamos e trazemos na bagagem o essencial: um grupo de jogadores esforçados, pois sem isso nem adiantaria trazer reforços. Não sei se o título já vem no ano que vem, o que eu sei é que estamos no caminho certo.
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O Grêmio de 2015 não teve vaidades. Se entregou à proposta e deu seu máximo em busca do objetivo. Sempre ciente de suas limitações, sabia que classificar para a Libertadores era um grande passo, ainda mais para um trabalho que iniciou só na metade do ano, com Roger. Mas quem não estava ciente delas? Nem mesmo a torcida esperava tanto, muito embora ela esteja aficionada por um título, lá no fundo o torcedor entendeu que o momento era sim de contenção de gastos, de um elenco enxuto (mas aguerrido) e de um recomeço. É claro que os gremistas têm todo o direito de exigir uma taça, afinal cresceram acostumados a comemorá-las. Mas mesmo submersos na passionalidade do gremismo, os tricolores encontraram um resquício de razão e compreenderam que este ano era tempo de reestruturar o clube.
Na verdade, todas as outras alternativas já tinham sido usadas: times aguerridos, como em 2007, times com jovens e experientes como em 2009, e até o imediatismo de um grande investimento como em 2013 e todas foram em vão. Enquanto isso, o Grêmio passava por maus bocados, vendo o rival atravessar, enfim, o Oceano Atlântico. Para os torcedores já exauridos de esperança, só restava mais uma alternativa para acabar com este ciclo ruim: o caminho mais longo para formar um time campeão. Um caminho que começa, principalmente, na reestruturação financeira de um clube (e isso exige um elenco limitado), na contratação de um bom técnico (tendo convicção no trabalho dele e dando-lhe continuidade), na recuperação das categorias de base para, finalmente, ter poder de investimento e aprimorar o elenco, para torná-lo capaz de disputar uma taça. A Taça Libertadores da América.
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Em 2016 é um novo tempo: um tempo de começar a colher os frutos. É hora de reforçar o time, identificar nossas deficiências e trazer bons jogadores, sem esquecer que não deve gastar demais. A maior parte do caminho já trilhamos e trazemos na bagagem o essencial: um grupo de jogadores esforçados, pois sem isso nem adiantaria trazer reforços. Não sei se o título já vem no ano que vem, o que eu sei é que estamos no caminho certo.
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