Em reunião nesta terça com a Globo Esportes, clubes que recebem menos dinheiro da TV do que Corinthians e Flamengo fizeram nova ofensiva para tentar diminuir a vantagem financeira da dupla.
Dessa vez, a proposta de mudança foi no sistema de divisão de cotas referentes ao sistema pay-per-view, pelo qual o assinante paga para ter direito ao pacote de jogos do Brasileirão. O encontro foi justamente para fazer alterações no critério de distribuição do dinheiro, que hoje leva em conta uma pesquisa na qual os consumidores dizem para que time torcem. Corinthians e Flamengo estão na frente dos demais.
Como já fazem em relação às partidas na TV aberta, os rivais da dupla sugeriram principalmente a inclusão de um critério técnico. Parte do dinheiro seria dividida conforme os resultados obtidos por cada equipe em campo.
Um dos mais engajados na mudança, Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, disse aos colegas que ninguém joga sozinho. Do outro lado da trincheira, Fred Luz, CEO do Flamengo, afirmou que uma mudança agora prejudicaria o clube porque o planejamento financeiro foi feito em cima dos valores atuais. O contrato só terminaria em 2018, mas está sendo discutida uma renovação antecipada até 2020. Assim, a alteração faria o Fla receber menos do que previsto nos próximos anos.
No final do encontro, Marcelo Campos Pinto, executivo que deixará a Globo Esportes em dezembro, fez uma simulação mostrando que o Flamengo receberia hoje cerca de R$ 9 milhões a menos no ano se uma das alterações sugeridas para incluir o critério técnico fosse aceita.
“A mudança que estamos propondo não seria tão significativa para Corinthians e Flamengo, mas seria importante para os clubes que estão entre os que recebem menos. Quem chega da segunda divisão, por exemplo, precisa ter uma gordura, se não está fadado a ser rebaixado de novo. Enquanto o Botafogo ganhar tão menos que o Flamengo nunca vai chegar”, disse Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético-MG.
A sugestão dele é para que o dinheiro do pay-per-view de cada clube seja dividido em três fatias: uma de acordo com a quantidade de assinantes que torcem para o time, outra pelo critério técnico e a terceira seria a mesma para todos.
“Nós não queremos prejudicar Corinthians e Flamengo, só queremos uma divisão um pouco mais equilibrada. A competência técnica também precisa ser premiada”, completou o cartola do Galo.
“O Santos (também) defende que a cota seja dividida entre pesquisa com assinantes, critério técnico e uma parte igual para todos”, disse Modesto.
Não só o Flamengo, mas o Corinthians também discorda da alteração. Como mostrou o blog nesta segunda, o diretor financeiro do alvinegro, Emerson Piovezan, entende que a diferença de cotas não desequilibra o campeonato. Segundo ele, o que importa é a competência administrativa de cada clube.
A reunião terminou sem uma definição. Um novo encontro acontecerá em 15 dias. Por enquanto, ficaram acertadas pequenas mudanças. Nas enquetes para definir quem tem mais torcida entre os assinantes, será levado em conta apenas o time do titular, antes eram pesquisados os clubes de todos os moradores da casa. O questionário agora também será feito em cidades do interior e o número de entrevistados irá aumentar. Serão ouvidos 42% dos assinantes.
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Dessa vez, a proposta de mudança foi no sistema de divisão de cotas referentes ao sistema pay-per-view, pelo qual o assinante paga para ter direito ao pacote de jogos do Brasileirão. O encontro foi justamente para fazer alterações no critério de distribuição do dinheiro, que hoje leva em conta uma pesquisa na qual os consumidores dizem para que time torcem. Corinthians e Flamengo estão na frente dos demais.
Como já fazem em relação às partidas na TV aberta, os rivais da dupla sugeriram principalmente a inclusão de um critério técnico. Parte do dinheiro seria dividida conforme os resultados obtidos por cada equipe em campo.
Um dos mais engajados na mudança, Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, disse aos colegas que ninguém joga sozinho. Do outro lado da trincheira, Fred Luz, CEO do Flamengo, afirmou que uma mudança agora prejudicaria o clube porque o planejamento financeiro foi feito em cima dos valores atuais. O contrato só terminaria em 2018, mas está sendo discutida uma renovação antecipada até 2020. Assim, a alteração faria o Fla receber menos do que previsto nos próximos anos.
No final do encontro, Marcelo Campos Pinto, executivo que deixará a Globo Esportes em dezembro, fez uma simulação mostrando que o Flamengo receberia hoje cerca de R$ 9 milhões a menos no ano se uma das alterações sugeridas para incluir o critério técnico fosse aceita.
“A mudança que estamos propondo não seria tão significativa para Corinthians e Flamengo, mas seria importante para os clubes que estão entre os que recebem menos. Quem chega da segunda divisão, por exemplo, precisa ter uma gordura, se não está fadado a ser rebaixado de novo. Enquanto o Botafogo ganhar tão menos que o Flamengo nunca vai chegar”, disse Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético-MG.
A sugestão dele é para que o dinheiro do pay-per-view de cada clube seja dividido em três fatias: uma de acordo com a quantidade de assinantes que torcem para o time, outra pelo critério técnico e a terceira seria a mesma para todos.
“Nós não queremos prejudicar Corinthians e Flamengo, só queremos uma divisão um pouco mais equilibrada. A competência técnica também precisa ser premiada”, completou o cartola do Galo.
“O Santos (também) defende que a cota seja dividida entre pesquisa com assinantes, critério técnico e uma parte igual para todos”, disse Modesto.
Não só o Flamengo, mas o Corinthians também discorda da alteração. Como mostrou o blog nesta segunda, o diretor financeiro do alvinegro, Emerson Piovezan, entende que a diferença de cotas não desequilibra o campeonato. Segundo ele, o que importa é a competência administrativa de cada clube.
A reunião terminou sem uma definição. Um novo encontro acontecerá em 15 dias. Por enquanto, ficaram acertadas pequenas mudanças. Nas enquetes para definir quem tem mais torcida entre os assinantes, será levado em conta apenas o time do titular, antes eram pesquisados os clubes de todos os moradores da casa. O questionário agora também será feito em cidades do interior e o número de entrevistados irá aumentar. Serão ouvidos 42% dos assinantes.
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