O Grêmio anunciou a saída do CEO Márcio Ramos na última segunda-feira. No comunicado oficial, o clube não divulgou por que decidiu pela saída do profissional, mas fontes do Tricolor confirmam que a decisão teve relação com a polêmica ação do clube com um patrocinador, na semana anterior. Porém, esse não foi o único motivo. Nos bastidores, o ge ouviu que havia "outros desgastes", mas que a campanha malsucedida foi determinante para a saída. Internamente, o entendimento do Grêmio é que o clube deveria ter feito um movimento mais assertivo e expôs o parceiro, quando deveria tê-lo "protegido". E que a maneira como lidou com a "crise" também foi problemática. Márcio Ramos foi procurado pelo ge , mas não atendeu aos contatos. Pessoas próximas ao executivo contestam essa versão e descartam que a ação tenha tido influência para o fim da trajetória dele no clube.
A reportagem apurou que, de fato, já havia um acerto entre o profissional e o presidente Alberto Guerra para a saída antes do processo eleitoral gremista ser deflagrado, em novembro. As versões se encontram nos "desgastes". Por esse motivo as partes teriam decidido costurar a saída antes do fim da gestão. O Grêmio havia adotado processos seletivos para contratações que fechavam portas para conselheiros e afins. Por isso, Ramos saiu de cena antes das eleições. O entendimento é que todo o trabalho técnico de estruturação interna já havia sido realizado.
A polêmica ação ocorreu com a marca Pix das Estrelas durante a negociação para a contratação de Willian. No dia 2 de setembro, último dia da janela de transferências, foram feitas postagens em redes sociais pedindo a participação direta dos gremistas com aporte financeiro para que um jogador fosse anunciado até a meia-noite. Como não houve o anúncio até o horário estipulado, torcedores reclamaram da ação e cobraram o clube. No dia seguinte, o Grêmio publicou um pedido de desculpas. Nesta terça-feira, o patrocinador gremista informou que irá ressarcir todos os torcedores que fizeram contribuições.
Com a saída de Ramos, o cargo deve ficar vago até o final do ano. A atual gestão se encerra em dezembro deste ano, o que praticamente inviabiliza a contratação de um profissional. O processo eleitoral gremista inicia em setembro e tem previsão de eleição para presidente em novembro. Ramos estava no cargo desde dezembro de 2022, contratado justamente após a eleição do presidente Guerra. Exerceu funções de gestão financeira, relacionamento com o torcedor e marketing.
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