Comemorações de Braithwaite após gols marcados na temporada "Acredita na tua ginga, prepara o quadril e já prepara o movimento do pêndulo para o lado oposto. Agora já pode relaxar e deixar a cantoria da torcida tricolor te levar. Termina o movimento com elegância e faz tudo de novo, agora para o lado oposto". Foi assim que o designer gráfico e ilustrador Pablo Conde descreveu seu "pequeno manual para bailar com Braithwaite", que viralizou nas redes sociais com milhares de visualizações e compartilhamentos.
A tradicional comemoração do atacante dinamarquês caiu no gosto da torcida gremista desde o ano passado. É repetida por crianças no túnel de acesso ao gramado e por alguns torcedores nas cadeiras da Arena a cada gol marcado – já foram 15 em 2025.
Sempre achei muito curiosa essa comemoração. De onde veio essa dança? Ele já fazia antes? Começou a fazer só no Grêmio? Pensei que como está uma febre do Braithwaite, as pessoas gostariam de saber, ou pelo menos as crianças. Aí viajei aqui e pensei num manual de como se faz a dança, para quando saísse gol todo mundo tivesse ensaiado para comemorar. Claro, tem um senso de humor aí para a galera se identificar mais fácil – relata Conde em entrevista ao ge.
De fato, a origem da dança do centroavante levanta muitas perguntas. Mas engana-se quem pensa que tenha algo a ver com sua nacionalidade dinamarquesa . Fontes do país consultadas pelo ge demonstraram certo estranhamento, pois os passos do jogador em nada lembram movimentos da cultura escandinava. A origem da dança possui raízes mais profundas na família Braithwaite. E tem a ver com seu pai, Keith.
E tem a ver com seu pai, Keith . Ele nasceu na Guiana, país da América do Sul quase esquecido ao norte do Brasil. Faz fronteira com Roraima, estado onde o Grêmio jogou na primeira fase da Copa do Brasil, contra o São Raimundo. Os passos malemolentes apresentados pelo centroavante a cada gol marcado representam uma homenagem a Keith, que foi quem criou a dança .
Conforme apurou a reportagem, não há uma influência específica, apenas na cultura do povo guianês em apreciar o bailado como um momento de congratulação e alegria.
Aprende a fazer chimarrão e comemorou o segundo gol de pênalti com um chapéu característico da indumentária gaúcha. O dinamarquês filho de ganês, agora brasileiro e gaúcho é mais do que nunca um cidadão do mundo. Vestiu a camisa do Grêmio como se pertencesse ao clube há muito tempo. Fascina a torcida com o carisma personificado na dança e, obviamente, gols.
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