Marlon foi a última das 11 contratações feitas pelo Grêmio entre janeiro e abril deste ano, antes da pausa para a Copa do Mundo de Clubes e da chegada de Alex Santana, ocorrida em junho. Dentre os reforços, o lateral-esquerdo é um dos poucos que se tornou titular incontestável. Na quinta-feira, o jogador de 28 anos concedeu entrevista exclusiva ao ge e à RBS TV no CT Luiz Carvalho. Na conversa, além comentar o momento na equipe, contou curiosidades da vida pessoal e falou sobre o reencontro com a capital gaúcha. Na infância e início da adolescência, Marlon morou no bairro Menino Deus e criou laços que foram reavivados após ser contratado pelo Grêmio, clube que diz ser o do coração. O lateral-esquerdo está emprestado pelo Cruzeiro até dezembro deste ano, mas o Tricolor tem opção de compra. Com 10 partidas pelo Grêmio, o lateral sente-se em casa e demonstra vontade de permanecer por mais tempo para escrever sua história no clube.
"Eu vivi sete, seis anos por aqui, estudei e tenho todos os meus amigos aqui. Quando tive a oportunidade de voltar para cá, já estava adaptado. Eu sou paranaense de uma região bem fria, né? O oeste paranaense é frio e uma região só de gaúchos, também. Então, estamos em casa. Morei no bairro Menino Deus."
"Comecei em uma escolinha de futebol da minha cidade, em Cascavel. Essas escolinhas vinham para o Sul fazer amistosos. E eu acabei me destacando em um torneio em Canoas e fui convidado para ficar um tempo na base do Juventude. Eu fiquei alguns meses lá e depois também fiz um bom período na base do Inter, de cinco a seis anos."
"Foi uma experiência muito boa, que me ajudou a crescer bastante, a entender o futebol também. Porque todo mundo que começa no clube grande acha que vai sair dali e vai jogar na Europa. É aquele sonho. A situação para mim foi completamente distinta. Eu tive que rodar bastante, mas Deus me abençoou bastante depois de ter oportunidade no Criciúma. Aí virei profissional."
"Sou muito caseiro, mas quando tenho tempo, gosto muito de ir ao shopping, assistir filmes no cinema. Eu gosto muito de ir ao cinema. Tudo que não seja terror está valendo. Eu não gosto de terror nem pagando. Nem os trailers eu assisto, mas os outros filmes, de ação, de romance também, eu gosto de assistir bastante. Uma vez ou outra também, sair para provar os restaurantes. Porto Alegre tem muitos restaurantes bons. E, de vez em quando, eu vou a Gramado no fim de semana, quando tenho tempo."
"Quando eu cheguei aqui no Grêmio, já tinha um certo burburinho, pode-se dizer assim, de uma possível saída do treinador, que foi um treinador que a gente respeitou muito e trabalhou com ele até o limite. Mas a gente sabe como o futebol é dinâmico, resultadista também."
"Foi tranquilo. Na minha equipe anterior (Cruzeiro), fiz uma função similar. E também fiz a função de mais defensor também. Nos jogos mais recentes, o Gustavo Martins tem ido mais para o ataque. Eu até brinco com ele, porque ele e o Alysson estão fazendo uma dobradinha muito boa."
"Sim. Já fizemos alguns trabalhos táticos, alguns analíticos também, por setor. Temos auxiliares que trabalham o setor ofensivo e o setor defensivo. Estamos tentando encontrar cada vez mais sinergia entre os setores para poder ter um jogo melhor, mais vistoso. Acho que, além de buscar ganhar, tu queres também transmitir para o teu torcedor um jogo convincente, que agrade."
"Não vinha tão bem assim no meu clube anterior e não tenho problema nenhum em falar isso. Eu acho que tudo é cíclico também, e meu ciclo já tinha acabado. Eu fiz um ano de 2023 muito bom, fui um dos destaques e performei muito bem. Em 2024, eu tive uma respeitar o Cruzeiro, mas também tentar jogar para não sermos surpreendidos. O Cruzeiro em casa é uma equipe muito forte e vive um momento muito bom também."
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