A demissão do técnico Gustavo Quinteros pelo Grêmio na noite de quarta-feira tem um elemento curioso. Dois dias antes, o Santos demitiu Pedro Caixinha, treinador que primeiramente havia negociado com o clube gaúcho. O Peixe, por sua vez, tinha o comandante argentino naturalizado boliviano como principal alvo no fim do ano passado. As prioridades dos dois clubes eram invertidas. O Santos foi o primeiro a buscar um novo técnico após o título da Série B e anúncio da saída de Fábio Carille, em meados de novembro.
Uma semana depois, surgiu o interesse em Quinteros, sendo posteriormente o "plano A" do Peixe. No fim, as tratativas não foram concretizadas, e Quinteros acabou fechando com o Grêmio. No início do ano, veio a público bastidores da negociação do Santos com o treinador boliviano. A cúpula santista esteve três vezes em Buenos Aires, mas a demora na assinatura de pré-contrato do então técnico do Vélez Sarsfield foi a gota d'água para encerrar o assunto.
Insatisfeito com o não andamento do negócio, o Santos mirou Pedro Caixinha para assumir o comando da equipe. O técnico foi anunciado em 23 de dezembro, cerca de uma semana depois da "novela" com o Grêmio. Os gaúchos tinham desejo de contar com o português. Dias após a confirmação da saída de Renato Gaúcho, o Grêmio passou a analisar nomes e definiu Caixinha como principal candidato.
O negócio avançou e parecia encaminhado para acerto, mas, em dois dias, as partes se distanciaram por divergências contratuais. Exigências e a postura do português nas tratativas desagradaram à direção gremista. O presidente do Grêmio Alberto Guerra admitiu que esperava apenas a assinatura de Caixinha, o que não ocorreu.
Além disso, o treinador negociou rapidamente com o Santos. Desta forma, os gaúchos voltaram atenções a Gustavo Quinteros, que teve desacerto exatamente com o clube paulista. Em 28 de dezembro, o boliviano foi anunciado. Embora os caminhos tenham sido trocados, Caixinha e Quinteros duraram praticamente o mesmo período nos cargos. Do anúncio à demissão, o português teve 112 dias, e o boliviano, 109.
Na prática, pouco mais de três meses de trabalho, com 17 e 20 jogos, respectivamente. No Santos, Caixinha oscilou no Paulistão e caiu na semifinal, além de mau início no Brasileirão. No Grêmio, Quinteros perdeu a final do Gauchão para o rival Inter, não conseguindo o inédito octacampeonato, e teve três derrotas seguidas no certame nacional, deixando a equipe no Z-4.
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