Foto: Morgana Schuh/ Grêmio FBPA
Eduardo Magrisso explica antecipação de receitas do Grêmio
O vice-presidente do Grêmio , Eduardo Magrisso, abordou a recente polêmica sobre a antecipação de valores do contrato com a TV Globo, firmando um acordo por meio da Liga do Futebol Brasileiro (Libra). O dirigente detalhou a operação financeira em entrevista à Rádio GreNal , nesta terça-feira (15), após notícias divulgadas sobre o aumento da dívida do clube.
De acordo com informações do jornalista Diego Torbes, o Grêmio teria antecipado cerca de R$ 119 milhões do novo contrato de direitos de transmissão, o que elevou o total de sua dívida para R$ 558 milhões. Magrisso, no entanto, esclareceu que essa antecipação não é algo extraordinário e que é uma prática comum no futebol brasileiro, especialmente quando os clubes enfrentam dificuldades no fluxo de caixa. “Essa é uma operação que todo mundo faz (…) Vamos lá: quando eu pego um valor emprestado para adquirir um jogador, como a gente comprou o Monsalve por, por exemplo, 1,5 milhão de dólares, eu antecipo esse dinheiro que eu não tenho, mas fico com o ativo. Quando eu vendo o jogador, eu realizo o ativo”, explicou o dirigente.
Magrisso ainda explicou que as receitas do Campeonato Brasileiro são divididas em três partes: 40% pela participação na competição, 30% por audiência e 30% pela posição no campeonato. Como os dois últimos critérios só são definidos ao final da temporada, o clube opta por antecipar esses valores, ajustando posteriormente quando os números finais forem conhecidos. ”Isso não significa que o Grêmio tenha antecipado valores de exercícios futuros, essa é uma operação que acontece sempre. É uma conta-corrente que não vai parar nunca (…) Grêmio, Inter, Palmeiras, Flamengo … qualquer clube faz essa operação quando precisa de caixa”, afirmou.
Em relação ao impacto que a antecipação pode ter sobre as finanças do clube no futuro, Magrisso foi direto: “Isso não compromete o orçamento. Ao contrário, permite que o clube consiga operar de forma mais equilibrada durante o ano.” Magrisso ainda lembrou que outros grandes clubes, como Internacional, Palmeiras e Flamengo, também recorrem a esse tipo de operação quando precisam de um alívio no fluxo de caixa. Ele comparou a prática com a compra de jogadores: “Quando adquirimos um jogador e pagamos antecipadamente, estamos usando uma parte das receitas futuras. Quando vendemos o atleta, compensamos essa antecipação.”
Com isso, o dirigente reforçou que o Grêmio está apenas utilizando uma ferramenta financeira comum entre os clubes, sem que isso gere riscos para a saúde financeira a longo prazo.
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