As duas equipes vêm encontrando muitas dificuldades neste início de Brasileirão, e este confronto, na quarta-feira, às 19h, ajudará a entender melhor se têm capacidade para reverter a situação. Na temporada, o Mirassol é o terceiro pior mandante (3 V, 2 E, 2 D, 52%). Apesar de ter a segunda maior média de gols marcados no ano (2,29 por partida), a defesa não consegue suportar a pressão: está com o pior desempenho caseiro entre os 20 times da Série A (1,43). Fez gol em todos os jogos em casa, mas só não sofreu gol em um deles. O Grêmio apresenta a 13ª performance visitante (3 V, 4 E, 3 D, 43%), com o décimo ataque (12 gols, média 1,20) e a 13ª defesa (12 gols sofridos, 1,20). Ainda que jogue em casa, é de se esperar que o Mirassol encontre dificuldades na partida porque o Grêmio marcou cinco dos últimos sete gols a partir de jogadas aéreas, e esse é um ponto fraco da defesa do Mirassol, que sofreu assim os últimos oito gols.
Contra o Bahia, que não é especialista em bolas altas, o Mirassol sofreu um gol após um cruzamento, o que evidencia que a defesa tem muitas dificuldades para neutralizar esses lances. Contra um especialista, é de se esperar que tenha mais dificuldades. No ataque, o Mirassol também vem sendo um especialista no jogo aéreo, com sete dos últimos oito gols marcados dessa forma. A dúvida aqui é se conseguirá se impor dessa forma porque o Grêmio só levou após bolas altas três dos últimos dez gols, mas estará enfrentando um desafio.
O Mirassol já tirou pontos de Fortaleza (em casa) e Bahia (fora), mas ainda não conseguiu vencer na Série A. Não é por falta de empenho: curiosamente, a equipe começa a competição como sexto ataque que mais finaliza (12,7) e a quinta que menos permite finalizações de adversários. Seria de se supor que tivesse uma campanha melhor, mas está na 17ª colocação, com dois pontos.
No caso do Mirassol, o problema não é quantidade, mas sim, eficiência. Tem média de um gol por jogo, mas um gol a cada 12,7 finalizações é apenas a 14ª eficiência. E, defensivamente, está com a sexta menor resistência, um gol sofrido a cada 7,8 conclusões contrárias. A equipe está vulnerável aos contra-ataques: permitiu seis aos adversários (14ª marca) e sofreu dois gols, pior marca ao lado do Vasco. O Grêmio fez um ponto a mais por ter conseguido uma vitória importante na estreia, em casa contra o Atlético-MG (2 a 1). Depois, duas derrotas.
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