A paciência da torcida com o time do Grêmio acabou. Apesar da vitória por 2 a 0 diante do Atlético Grau na noite de terça-feira pela Sul-Americana, o clima nas arquibancadas da Arena era de tensão por conta do desempenho irregular da equipe ao longo dos últimos jogos e dentro da própria partida. No apito final, o cenário foi longe de uma festa condizente com bom resultado. Quando o cronômetro bateu nos 30 minutos do primeiro tempo, as vaias começaram . Não só os erros, mas até recuos de bola irritavam os gremistas. Lucas Esteves, Cristian Olivera – que se redimiu com um golaço no segundo tempo – e, em especial, Pavon ouviram xingamentos e desabafos após falhas individuais em cruzamentos, dribles e passes. O gol de Arezo aos 37 minutos da etapa inicial aliviou o ambiente até o intervalo. Mesmo assim, os jogadores ouviram muitas reclamações ao deixar o gramado rumo ao vestiário. A vitória se confirmou com o gol de Olivera. Mas a promessa do treinador de que haveria evolução, somada à fragilidade do adversário, ainda fazem com que o torcedor olhe Gustavo Quinteros pelo canto do olho. Mais do que isso, o time não mobiliza os torcedores . A Arena recebeu 12.385 pessoas na noite passada, o segundo pior público do ano, atrás apenas da goleada sobre o Pelotas no Gauchão, que teve pouco mais de 11,6 mil pessoas. Na vitória sobre o Atlético-MG, na estreia no Brasileirão, por exemplo, foram 20 mil. É verdade que no domingo, os gremistas terão um grande confronto, já que o Tricolor recebe o Flamengo. Anunciado em 28 de dezembro, há três meses no cargo, Gustavo Quinteros diz não entender o porquê de tanta cobrança. O tema da torcida (não comparecer em massa) eu não posso responder. Tem que perguntar para a torcida. — Gustavo Quinteros, técnico do Grêmio Apesar de reconhecer a necessidade de melhorias, o treinador se agarra nas vitórias para sustentar o trabalho. Além disso, bate na tecla de que a maior parte das contratações chegou com as competições em andamento. Questionados sobre as vaias na zona mista da Arena, os jogadores disseram entender o sentimento dos fãs. O capitão Villasanti, no entanto, focou no tamanho do clube para justificar o momento de colocar os pés no chão e buscar o reconhecimento pelo esforço. – O Grêmio é um time grande, tem muita cobrança, tem que entender o momento. Entendemos o torcedor, tem o direito de vaiar, de pressionar. Temos que ter calma nessas horas, trabalhar e buscar melhorar. É o que o grupo está tentando – declarou o paraguaio. O Grêmio volta a campo no próximo domingo, na Arena. Às 17h30min, Quinteros tem o seu maior desafio desde a final do Gauchão, o Flamengo, pela terceira rodada do Brasileirão.
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