O Grêmio vive no momento duas frentes de assunto referentes aos patrocinadores nos uniformes. O clube gaúcho tem negociações em várias frentes para acertar com um patrocínio master, enquanto viu uma das atuais parceiras conseguir, ao menos momentaneamente, destravar a proibição de operar nacionalmente. A Esportes da Sorte aparece no peito da camisa do Grêmio e teve uma vitória na Justiça recentemente. No início do ano, uma decisão do ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o licenciamento das bets que funcionavam nacionalmente com base na regulamentação da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro).
No entanto, no dia 13, houve uma liminar concedida para a empresa em um processo que corre em segredo de justiça. Agora, a marca está liberada para atuar nacionalmente. A licença foi oficializada no Diário Oficial da União (DOU) da última quarta-feira. Assim, a bet pode manter os contratos de patrocínio até uma decisão definitiva no processo. O que ajuda o Grêmio, que sempre afirmou que a empresa honrou com os valores do contrato e contava com os pagamentos do início deste ano para cumprir com os compromissos.
Aliás, fechar com um novo patrocinador também é uma maneira de injetar recursos para manter o fluxo de caixa e aumentar o poder de investimento para reforços. O clube tinha um acerto encaminhado com outra empresa de apostas para assumir o espaço de patrocinador master. Se houvesse acerto, seria necessária uma rescisão com a atual parceira pela exclusividade. A proposta da KTO era de cerca de R$ 60 milhões para o Tricolor, com acerto do mesmo valor com o Inter. Mas houve um recuo da empresa, que vai observar o cenário atual das bets a partir da regulamentação. Assim, o Grêmio conduz negociações com mais de um interessado pelo espaço. Os nomes das marcas são mantidos em sigilo. Mas as conversas estão em andamento.
Enquanto isso, o Grêmio ainda joga com o Banrisul estampado na camisa. O banco estadual tinha contrato até o fim de 2024 e negociou um novo acordo, para as costas, por cerca de R$ 18 milhões – pagava R$ 30 milhões pela área central. Mas o Tricolor mantém a marca na barriga até um novo acerto. A intenção do Grêmio é ter a camisa com valores mais próximos do mercado atual. A diretoria entendeu que o contrato com o Banrisul estava abaixo do praticado hoje em dia. O Tricolor pretende receber próximo dos R$ 100 milhões pelos espaços no uniforme.
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