Em sua quarta passagem como treinador do Grêmio, Renato vive um momento atípico, com contestações de parte da torcida e indefinição sobre sua permanência em 2025. Mas que está longe de afetar sua condição de maior nome da história do clube. O ex-jogador e técnico, que completa 62 anos nesta segunda-feira, 9 de setembro, segue inspirando diferentes gerações de gremistas. Como um outro Renato Portalupi (sim, com um P só), que carrega na certidão de nascimento uma homenagem ao ídolo.
O homônimo do treinador nasceu em 1989, seis anos depois do ex-camisa 7 marcar seu nome para sempre na história do Grêmio com as conquistas da Libertadores e do Mundial de Clubes de 1983. Ganhou o mesmo nome do ídolo em homenagem, mas também por casualidade. Seu pai, na verdade, só teve o trabalho escolher o primeiro nome, já que Portalupi é realmente sobrenome da família.
Angelino Reus Portalupi era fanático pelo Grêmio e acompanhou as conquistas de Renato como jogador. Ele morreu há 29 anos e não pôde ver a consagração do ídolo também como técnico, com o título da Libertadores de 2017, entre outros, ao lado do filho. O torcedor gremista até acredita ser parente distante da família do ídolo tricolor, mas afirma que nunca chegou perto dele. – Na verdade acho que somos parentes bem distantes, mas eu nunca encontrei com ele, nunca conheci. Mas quero muito um dia conhecer – diz o torcedor.
O Renato torcedor é gremista fanático, frequenta a Arena sempre que pode e carrega mais coisas em comum com o ídolo além do nome. Ele é natural da cidade de Arvorezinha, vizinha de Guaporé, terra natal do Renato treinador. Nasceu também no mês de setembro, assim como o técnico. – Renato faz aniversário na primeira semana, o Grêmio na segunda semana e eu na terceira – brinca. Ele conta ainda que as pessoas reagem com surpresa e até mesmo duvidam quando descobrem seu nome completo. Em alguns momentos, é até mesmo confundido com o próprio treinador e ouve "cobranças", que ele leva nana brincadeira. – Me pedem escalação, cobram resultados, chamam de sogro e por aí vai. Já aconteceu várias vezes de me mandarem mensagens pelas redes sociais achando que eu sou mesmo o Renato. Nas fases ruins já me xingaram também, mas eu levo na boa – conta.
Renato Portaluppi, o verdadeiro, é o técnico que mais vezes comandou o Grêmio na história – completou 500 jogos recentemente, em abril. Para Renato, o xará, o torcedor gremista tem o privilégio de ter o ídolo à frente do futebol do clube. – Como treinador eu acho que é fruto do que sempre fez e faz pelo Grêmio, sempre defendendo as cores dentro e fora de campo. Como eu sempre falo, felizes de nós gremistas que podemos desfrutar do nosso ídolo – conclui o torcedor.
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