O Grêmio conseguiu ser eliminado para um time totalmente reserva do Corinthians. Isso, é duro de entender. Diria que quase impossível de justificar. O time titular do Corinthians está brigando para não cair, no Brasileirão. O reserva, seguramente, é pior. E, nem assim, o Grêmio fez um mísero gol. Nada. Era só um gol. Não fez. A eliminação custará R$ 4,5 milhões apenas da premiação da Copa do Brasil. Mas isso ainda é o de menos. Vamos combinar que a CB era a melhor chance de sonhar com um título nessa temporada. Agora, só tem a Libertadores pra isso. E, sejamos sinceros, as chances são pequenas lá. Resumindo, o Grêmio perdeu muita coisa nessa noite, não foi só dinheiro. Foi muito mais.
Renato começa com três zagueiros e sem centroavante. No ataque, eram quase três atacantes, porque Pavón ficava na direita, Cristaldo centralizado e Soteldo na esquerda. Ou seja, manteve o jeito de jogar que, verdade seja dita, vinha dando certo. Detalhe, Arezo nem no banco ficou. Renato o vetou do banco por conta do número de estrangeiros. Mesmo assim, o Corinthians, mesmo totalmente reserva, começou bem melhor a partida. Entre outras coisas, o Corinthians foi melhor porque tinha mais gente no meio-campo. Eles também jogaram sem um centroavante. Era Pedro Henrique e Romero fazendo dupla de ataque. Só que o Timão tinha mais gente no meio-campo. E isso dava vantagem pra eles.
Uma das provas disso foi que, apenas aos 28 minutos do primeiro tempo, é que o Soteldo vai ter uma falta, que ele finaliza bem e o goleiro Hugo pega. Depois, aos 31, o mesmo Soteldo quase marcou (Hugo novamente pegou), mas isso vai nos mostrar que não era um jogo de domínio gremista. Muito antes pelo contrário. No segundo tempo, a situação seguia ruim. Renato viu isso e, pelos 15, desmanchou o esquema com três zagueiros (Kannemann saiu porque estava mal, fez de tudo pro amarelo e tava em busca do vermelho) para colocar Dodi e Diego Souza.
Ali, eu imaginei que as coisas iriam melhorar. Aliás, tinha certeza disso. Eu errei, tá? E errei feio. Não melhorou em praticamente nada. Nem jogando com centroavante as coisas evoluíram. O mais louco de tudo foi que Renato fez apenas uma última substituição. Meteu Edenilson na vaga do João Pedro no finalzinho de partida (essa troca cobraria caro depois). Só que aqui cabe a pergunta: por que só três substituições sendo que precisava ganhar dos reservas do Corinthians? Tinha duas (quase três porque Edenilson jogou um minuto) cartas na manga e não usou.
Outra: Por que não colocou o Monsalve que acabou com o jogo passado? Por quê? Qual justificativa? Precisava de gol, ele fez um e a jogada do outro contra o Athletico. Eu até vou entender não colocar o Aravena (ele é o chinelo, atacante de velocidade), que não foi tão bem. Só que o Monsalve fez chover na partida passada. Coloca ele, poxa. Era tão óbvio, tão nítido, tão na cara. Qualquer um no Grêmio faria isso. Eu confesso que tento e não consigo entender a lógica do Renato.
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