Vamos ser sinceros: foi um jogo bem ruim. Difícil de ver. Ninguém conseguiu jogar bem. Os caras se preocuparam mais em não deixar o outro jogar do que fazer alguma coisa construtiva em busca do seu gol. Os números não são tudo, mas indicam e ajudam muito a entender as partidas. E quando a gente vê que tivemos mais de 40 faltas (42 mais precisamente. Foram 23 do Ju e 19 do Grêmio), penso que explica exatamente o que eu tô querendo mostrar. Se pegarmos mais todas as substituições e enrolações em cera de goleiro ou lateral que demora pra cobrar, vamos ver que a bola pouco rolou. Futebolisticamente, foi feia a coisa. Eu sei que isso é secundário, mas sempre faço a seguinte figura: se tiver um torcedor que não é nem gremista, nem colorado, “juventudista” ou “caxiense”, o cara não ia parar pra ver um jogo assim. Foi duro acompanhar. Não tinha atrativo. Só quem estava diretamente interessado (no título ou na secação) é que parou na frente na televisão pra ver. Dito isso, dá pra dizer que o Juventude vem pra cá vivo, sobrevivendo, mas o Grêmio tem total vantagem por jogar na sua Arena precisando de apenas uma vitória para sair campeão. Nada absurdo pro Renato, mas também nada considerado impossível pro Roger. Aliás, Roger pra mim é o técnico do campeonato. Ele segurou Coudet e agora Renato. Graças a ele o Juventude chegou e vai chegar com chance na última partida do campeonato. Não é que o Renato foi mal, é que um tem um time com bem mais peças que o outro. Nisso, todo mundo tem que concordar.
E, diante disso, Roger saiu “vencedor” no terceiro jogo contra a dupla Gre-Nal. Entre os pontos ruins, destaco a mudança que colocou o Dodi e Du Queiroz nas vagas de Cristaldo e Pepê. Nenhum dos dois que sairam jogou bem, mas ficou ainda pior sem eles. Claramente não deu certo. E aqui é importante refletir que não tinha coisa muito mais interessante para mudar no banco. O problema está até no elenco. Imagino que, também por isso, a direção tá falando em buscar quatro reforços, sendo um dels um meia. Já que não é o Nathan Pescador a solução, né? Os dois melhores em campo foram Villasanti pelo Grêmio e Caíque pelo lado do Juventude. Só isso já explica muita coisa. Os dois “camisa 5” foram os destaques. Uma boa notícia foi que o goleiro Caíque fez boas defesas novamente. Foi seguro. Não precisou fazer milagre , diga-se. Não teve lance pra isso. Porém, ele tinha deixado todo mundo inseguro na rodada passada. Desta vez, fez o que tinha que fazer. Foi bem. Kannemann também se virou. Mesmo com os colegas errando, salvou quando necessário. Pode olhar,\xa0 no erro grosso do Rodrigo Ely, é ele quem atrapalha o Rildo e não deixa fácil pra ele marcar. Rodrigo Ely parece disposto a conseguir entregar um gol daqueles de se inviabilizar com a torcida. Todo o jogo tem uma falha clamorosa dele. Daquelas que, se alguém não salva e acontece o gol, é capaz de acabar com a passagem dele aqui. Poxa, ele tem que se ligar. É jogador que há pouco estava na Europa, gremista de infância que tá realizando o sonho de jogar no time do coração. Não é nem sombra do que eu e, imagino, grande parte da torcida imaginamos quando veio. Cristaldo voltou a ser apagadaço como estava sendo até pouco tempo atrás. Isso impacta diretamente no desempenho do ataque. Coincidência ou não, o Pavón fez sua pior partida desde que chegou, por exemplo. E quando o camisa 10 não joga bem, é de se pensar. Diego Costa tentou suas movimentações, fazia a dele, abria espaço, se posicionava, mas nada da bola chegar em condições. Não vejo como falar dele. Nenhuma culpa. Gustavo Nunes foi o que mais tentou jogar. Mas claramente estava sem companhia. E, por justiça, apanhou o jogo inteiro. O Juventude bateu a partida inteira nele. Era só pancada. Nem era falta tática, era pegar forte mesmo. Isso limitou a partida dele. Infelizmente, não tem como pensar no Soteldo como solução no momento. Agora, o baixinho vai ter mais uma semana pra treinar e, quem sabe, melhore, mas tá nítido nestas duas partidas que ele ainda tá bem distânte do cara que começou a temporada. A lesão prejudicou seu físico muito mais do que imaginávamos. O jogo teve um erro de arbitragem que, infelizmente, não tem muito o que fazer a não ser lamentar e torcer pra mudarem a regra. Afinal, o goleiro do Juventude socou uma bola com ela fora da grande área. Como não é lance pra vermelho, o VAR não pode chamar o árbitro principal. É um erro muito visível e deveria ter sido marcado no campo. De qualquer forma, essa situação relembra algo que eu sempre pensei antes: o VAR tem que entrar em tudo. Óbvio, não dá pra ficar minutos analisando qualquer coisa, mas ali era jogo rápido. No primeiro replay, já poderiam chamar e marcar a falta. Hoje, o protocolo da FIFA não permite, então, nem tem como dizer que foi um erro do VAR. Mas eu torço pra que mudem e que o VAR seja eficiente a ponto de, em lances rápidos, ajudar em laterais trocados ou até inversão de jogadas. Imagina, um lance que é tiro de meta, o juiz dá escanteio e sai o gol no escanteio? Olha o prejuízo. É só o carinha na televisão corrigir de cara. Agora vai ser tudo na Arena. Como disse, o Juventude chegará vivo e o Grêmio com a vantagem pra ser campeão. Na minha visão, é isso!
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