Romildo no Seleção (Foto: Reprodução do SporTV)
Convidado do "Seleção SporTV" desta quarta-feira, o presidente do Grêmio reafirmou o desejo de selar a compra da gestão da Arena. Romildo Bolzan disse ainda que o prazo dado para o fim das tratativas com a OAS, construtora responsável pela obra do estádio, será em 30 de agosto.
– Estamos muito próximos da finalização de todos os equacionamentos pendentes. Resta um, e o Grêmio está dando, depois de praticamente dois anos de negociação, o prazo de 30 de agosto como definitivo. Queremos uma posição daqueles que são responsáveis pelas decisões que isso aconteça.
Que a decisão venha. Se for favorável, ótimo. Se tiver outro nível de entendimento, paciência. Mas o Grêmio precisa se planejar, necessita da operação do estádio para fazer todo seu novo planejamento financeiro a partir do plano de sócios, a partir da gestão do estádio, do plano de negócios, das próprias rendas, da acumulação de mais receitas, necessita como fato econômico da sua sobrevivência ter essa gestão. E sinalizamos 30 de agosto como prazo final. Se tiver isso, estaremos bem encaminhados. Senão, tomaremos outros caminhos – disse ele.
Questionado por Maurício Saraiva se os "outros caminhos" poderão ser pela Justiça, o dirigente gaúcho não descartou a hipótese de entrar com uma ação contra a construtora.
– Seriam todas as consequências de um negócio que vai se frustrando no relacionamento entre Grêmio e OAS. (Medidas judiciais?) Tudo pode acontecer – afirmou.
Desde junho, representantes do Grêmio e da construtora já conversam com os três bancos responsáveis pelo financiamento para dar andamento ao negócio. Banco do Brasil, Banrisul e Santander já aceitaram negociar diretamente com o Tricolor. As conversas com os três bancos eram necessárias para que o Tricolor possa assumir o pagamento do financiamento.
– O Grêmio talvez seja o o único clube brasileiro que paga para jogar no seu estádio. Pela garantia dos direitos dos sócios, tem um cumprimento a fazer mensalmente que garante o direito de migração e dos títulos que não pagam ingresso. É um inquilino da sua casa. O Grêmio quer evitar isso, pegar esse recurso e pagar o estádio como forma de compra. O estádio já é do Grêmio.
Mas o Grêmio não tem nenhum resultado financeiro no dia do jogo. Também não tem despesas. Mas preferia ter despesas e receitas, do que propriamente não ter a despesa do dia do jogo. Quer ter toda a administração do estádio. Mas hoje não tem nenhum resultado financeiro, seja bilheteria ou qualquer forma de patrocínio. O Grêmio simplesmente trabalha no estádio como mandante e nada mais que isso – destacou ele.
Em maio, o valor a ser pago aos bancos pelo financiamento girava em torno dos R$ 190 milhões - cerca de R$ 70 milhões já haviam sido pagos do total de R$ 260 milhões. O valor do Olímpico passaria a R$ 170 milhões junto da construtora, que ainda não recebeu o antigo estádio gremista para iniciar a construção dos empreendimentos previstos para o local.
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– Estamos muito próximos da finalização de todos os equacionamentos pendentes. Resta um, e o Grêmio está dando, depois de praticamente dois anos de negociação, o prazo de 30 de agosto como definitivo. Queremos uma posição daqueles que são responsáveis pelas decisões que isso aconteça.
Que a decisão venha. Se for favorável, ótimo. Se tiver outro nível de entendimento, paciência. Mas o Grêmio precisa se planejar, necessita da operação do estádio para fazer todo seu novo planejamento financeiro a partir do plano de sócios, a partir da gestão do estádio, do plano de negócios, das próprias rendas, da acumulação de mais receitas, necessita como fato econômico da sua sobrevivência ter essa gestão. E sinalizamos 30 de agosto como prazo final. Se tiver isso, estaremos bem encaminhados. Senão, tomaremos outros caminhos – disse ele.
Questionado por Maurício Saraiva se os "outros caminhos" poderão ser pela Justiça, o dirigente gaúcho não descartou a hipótese de entrar com uma ação contra a construtora.
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Desde junho, representantes do Grêmio e da construtora já conversam com os três bancos responsáveis pelo financiamento para dar andamento ao negócio. Banco do Brasil, Banrisul e Santander já aceitaram negociar diretamente com o Tricolor. As conversas com os três bancos eram necessárias para que o Tricolor possa assumir o pagamento do financiamento.
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Mas o Grêmio não tem nenhum resultado financeiro no dia do jogo. Também não tem despesas. Mas preferia ter despesas e receitas, do que propriamente não ter a despesa do dia do jogo. Quer ter toda a administração do estádio. Mas hoje não tem nenhum resultado financeiro, seja bilheteria ou qualquer forma de patrocínio. O Grêmio simplesmente trabalha no estádio como mandante e nada mais que isso – destacou ele.
Em maio, o valor a ser pago aos bancos pelo financiamento girava em torno dos R$ 190 milhões - cerca de R$ 70 milhões já haviam sido pagos do total de R$ 260 milhões. O valor do Olímpico passaria a R$ 170 milhões junto da construtora, que ainda não recebeu o antigo estádio gremista para iniciar a construção dos empreendimentos previstos para o local.
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