Como o futebol brasileiro gosta de valorizar seus treinadores, diferentemente de outros países, que preferem dar ênfase à parte tática e à qualidade dos atletas, depois de 15 rodadas do Campeonato Brasileiro, apenas três técnicos se sobressaem com trabalhos sólidos e estruturados, de modo a valer a ressalva neste blog. Poderia incluir um quarto nome. Por ordem na tabela, refiro-me a Levir Culpi, do Atlético-MG, líder do campeonato; Marcelo Oliveira, do Palmeiras, que ocupa a terceira posição; e Eduardo Baptista, do Sport, que se mantém entre os primeiros colocados deste o início do torneio. O quarto nome seria o de Roger Machado, do Grêmio, sexto colocado na disputa.
Para esses caras, é preciso tirar o chapéu, cada um dentro de sua filosofia de trabalho, bom humor e respeito dos jogadores. Levir voltou para o Brasil mais leve depois de ficar um tempão no Japão. Só isso já o torna diferente dos demais treinadores, sempre carrancudos e de mal com a vida. Muricy Ramalho era um desses. Estava sempre de cara amarrada, parecendo que não gostava de fazer o que fazia há anos, e na defensiva. Levir, não. Ganhando ou perdendo, leva o trabalho em Minas com bom humor e picardia. Faltava isso ao futebol brasileiro. Também mostra-se competente para formar o Atlético jogo a jogo, valendo-se do elenco e deixando praticamente todos em condição de competição.
Da mesma forma, Eduardo Baptista tira do Sport tudo o que o time pernambucano pode dar. E tem sido bem mais do que o torcedor imaginava. Quem apostou que o clube do Recife poderia perder fôlego no decorrer da competição, feito um cavalo paraguaio, com falta de elenco, até agora quebra a cara. O Sport é quarto colocado com o mesmo número de pontos do Palmeiras, o terceiro. Tem feito partidas equilibradas contra qualquer adversário. Seu jogadores entenderam a proposta do chefe e trabalham todos juntos.
Há de ressaltar também que Levir Culpi e Eduardo Baptista são dois técnicos mantidos pelas diretorias de seus respectivos clubes e, portanto, com mais tempo no cargo. Para quem acha também que trocar de treinador é sempre a saída, eles são um tapa na cara desses cartolas.
Por fim, o Palmeiras mudou da água para o vinho depois da chegada de Marcelo Oliveira. Talvez Oswaldo tivesse condições de fazer o mesmo com o elenco que o clube formou, mas seu ritmo no comando era mais lento. Marcelo chegou e fez o Palmeiras voar. Já são oito partidas sem perder, e com o time jogando bem, comprando a ideia de que pode bater qualquer rival, ou pelos menos enfrentá-los de igual para igual. O Palmeiras joga com confiança e nem a disputa por vaga no elenco tem atrapalhado. Leandro Pereira desembestou a fazer gols depois da chegada de Barrios. Da mesma forma, Cristaldo, que queria sair, mudou de ideia para ‘aprender’ com o grupo.
Enquanto isso, treinadores mais badalados fazem trabalhos medianos e sem entusiasmar o torcedor, reféns das vitórias e quase sempre de costas para o bom futebol, aquele que empolga e que todos querem ver.
Ressalto ainda a boa performance de Roger Machado no Grêmio. Ele também consegue impor ao time gaúcho um ritmo de jogo forte com um grupo razoável apenas. Ocorre que ainda oscila entre vitórias e derrotas. Mas é inegável que seu trabalho merece elogios.
VEJA TAMBÉM
- Grêmio avalia liberar Amuzu para amistoso fora da Data FIFA
- Luís Castro abre espaço para jovens em jogo decisivo
- Arthur perto de voltar, mas situação contratual preocupa
Para esses caras, é preciso tirar o chapéu, cada um dentro de sua filosofia de trabalho, bom humor e respeito dos jogadores. Levir voltou para o Brasil mais leve depois de ficar um tempão no Japão. Só isso já o torna diferente dos demais treinadores, sempre carrancudos e de mal com a vida. Muricy Ramalho era um desses. Estava sempre de cara amarrada, parecendo que não gostava de fazer o que fazia há anos, e na defensiva. Levir, não. Ganhando ou perdendo, leva o trabalho em Minas com bom humor e picardia. Faltava isso ao futebol brasileiro. Também mostra-se competente para formar o Atlético jogo a jogo, valendo-se do elenco e deixando praticamente todos em condição de competição.
Da mesma forma, Eduardo Baptista tira do Sport tudo o que o time pernambucano pode dar. E tem sido bem mais do que o torcedor imaginava. Quem apostou que o clube do Recife poderia perder fôlego no decorrer da competição, feito um cavalo paraguaio, com falta de elenco, até agora quebra a cara. O Sport é quarto colocado com o mesmo número de pontos do Palmeiras, o terceiro. Tem feito partidas equilibradas contra qualquer adversário. Seu jogadores entenderam a proposta do chefe e trabalham todos juntos.
Há de ressaltar também que Levir Culpi e Eduardo Baptista são dois técnicos mantidos pelas diretorias de seus respectivos clubes e, portanto, com mais tempo no cargo. Para quem acha também que trocar de treinador é sempre a saída, eles são um tapa na cara desses cartolas.
Por fim, o Palmeiras mudou da água para o vinho depois da chegada de Marcelo Oliveira. Talvez Oswaldo tivesse condições de fazer o mesmo com o elenco que o clube formou, mas seu ritmo no comando era mais lento. Marcelo chegou e fez o Palmeiras voar. Já são oito partidas sem perder, e com o time jogando bem, comprando a ideia de que pode bater qualquer rival, ou pelos menos enfrentá-los de igual para igual. O Palmeiras joga com confiança e nem a disputa por vaga no elenco tem atrapalhado. Leandro Pereira desembestou a fazer gols depois da chegada de Barrios. Da mesma forma, Cristaldo, que queria sair, mudou de ideia para ‘aprender’ com o grupo.
Enquanto isso, treinadores mais badalados fazem trabalhos medianos e sem entusiasmar o torcedor, reféns das vitórias e quase sempre de costas para o bom futebol, aquele que empolga e que todos querem ver.
Ressalto ainda a boa performance de Roger Machado no Grêmio. Ele também consegue impor ao time gaúcho um ritmo de jogo forte com um grupo razoável apenas. Ocorre que ainda oscila entre vitórias e derrotas. Mas é inegável que seu trabalho merece elogios.
VEJA TAMBÉM
- Grêmio avalia liberar Amuzu para amistoso fora da Data FIFA
- Luís Castro abre espaço para jovens em jogo decisivo
- Arthur perto de voltar, mas situação contratual preocupa

Comentários
Enviar Comentário
Aplicativo Gremio Avalanche
Leia também
Grêmio avalia liberar Amuzu para amistoso fora da Data FIFA
Luís Castro abre espaço para jovens em jogo decisivo
Arthur perto de voltar, mas situação contratual preocupa
Mistério no Grêmio: Luís Castro prepara mudança para duelo decisivo
DUELO NA COPA! Grêmio se prepara para decisão contra o Confiança na Copa do Brasil
Dificuldades táticas do Grêmio geram urgência por reavaliação na sequência da temporada
Grêmio vira vitrine mundial com jogadores na pré-lista da Copa
Grêmio recebe definição surpreendente sobre Villasanti na Copa do Mundo
Tricolor amarga sequência de seis jogos sem gols e afunda na crise ofensiva do Brasileirão
Sondagens do exterior agitam futuro de Tiaguinho no Grêmio
O Imortal está em coma: o Grêmio perdeu a identidade do próprio Grêmio
Grêmio mexe no tabuleiro e tenta Arboleda em negociação polêmica
Grêmio arma jogada ousada e mira Arboleda em troca surpreendente com o São Paulo