Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS
Aposta do Grêmio neste sábado, às 18h30min, contra o Vasco, na Arena, o atacante Pedro Rocha, 20 anos, tem todos os passos da carreira documentados pelo pai. Em um caderninho de capa laranja e em outro de capa amarela, seu Jessé, 48 anos, anota tudo. Desde 2002, registrou 306 gols do guri - cinco deles como profissional este ano.
— São meus cadernos de ouro — brinca o pai. — Na maioria dos campeonatos em que ele jogou, foi artilheiro. Tomara que um dia ele possa ser também do Brasileirão — completa.
Pai atencioso, Jessé guarda tudo. Exibe orgulhoso a primeira chuteira calçada por Pedro, aos quatro anos, na escolinha da ABV, em Vila Velha, no Espírito Santo, onde nasceu. Por influência de um olheiro, o garoto fez testes na base do São Paulo, mas acabou reprovado.
Logo depois, tentou a sorte no Diadema aos 17 anos. Mas foi na Juventus onde ele se destacou. Chegou ao clube da Rua Javari no final de 2011 e logo chamou a atenção do técnico Celinho Spadotti por sua facilidade no drible. E também por um boné, que virou amuleto da sorte.
— O Celinho não gostava que a gente usasse boné no clube. Quando eu levava, ele acabava usando na beira do campo. E, desde então, marquei em todos os jogos que ele usou boné — lembra Pedro.
Como resultado, foram 18 gols no Paulista de juniores em 2012 - todos contabilizados no caderno de seu Jessé. Logo depois, outros seis gols na Copa São Paulo despertaram a atenção do Grêmio, que o contratou no início de 2013 para o sub-20.
— Sempre apostei nele, é um garoto muito responsável. Chego até a me emocionar quando lembro de tudo que ele passou e vejo onde ele está hoje — diz seu Jessé, com a voz embargada.
Nos primeiros meses de Grêmio, Pedro vivia no alojamento da base, em Eldorado do Sul. E sofreu com uma lesão no joelho que o afastou por três meses dos gramados.
No ano passado, seus pais vieram do Espírito Santo e passaram a viver com o garoto em um apartamento no Humaitá, quase ao lado da Arena. A partir daí, Pedro ganhou nova vida. Em dezembro foi um dos principais nomes do Grêmio no Brasileirão sub-20. E se credenciou a participar da pré-temporada com o grupo de Felipão neste ano.
Estreou no profissional com gol, contra o Passo Fundo, pelo Gauchão. Ganhou nova chance contra o CRB, pela Copa do Brasil, quando marcou duas vezes. Mas se firmou como titular após a chegada do técnico Roger. Desde então, ganhou sequência no time e marcou outras duas vezes - contra Avaí e Santos. Estes cinco, registrados no caderno amarelo de seu pai.
— Depois que ele subiu ao profissional, fiz outro caderninho. Estes gols contra o CRB entraram para a história, foram os últimos da Era Felipão — observa, atencioso, seu Jessé.
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— São meus cadernos de ouro — brinca o pai. — Na maioria dos campeonatos em que ele jogou, foi artilheiro. Tomara que um dia ele possa ser também do Brasileirão — completa.
Pai atencioso, Jessé guarda tudo. Exibe orgulhoso a primeira chuteira calçada por Pedro, aos quatro anos, na escolinha da ABV, em Vila Velha, no Espírito Santo, onde nasceu. Por influência de um olheiro, o garoto fez testes na base do São Paulo, mas acabou reprovado.
Logo depois, tentou a sorte no Diadema aos 17 anos. Mas foi na Juventus onde ele se destacou. Chegou ao clube da Rua Javari no final de 2011 e logo chamou a atenção do técnico Celinho Spadotti por sua facilidade no drible. E também por um boné, que virou amuleto da sorte.
— O Celinho não gostava que a gente usasse boné no clube. Quando eu levava, ele acabava usando na beira do campo. E, desde então, marquei em todos os jogos que ele usou boné — lembra Pedro.
Como resultado, foram 18 gols no Paulista de juniores em 2012 - todos contabilizados no caderno de seu Jessé. Logo depois, outros seis gols na Copa São Paulo despertaram a atenção do Grêmio, que o contratou no início de 2013 para o sub-20.
— Sempre apostei nele, é um garoto muito responsável. Chego até a me emocionar quando lembro de tudo que ele passou e vejo onde ele está hoje — diz seu Jessé, com a voz embargada.
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No ano passado, seus pais vieram do Espírito Santo e passaram a viver com o garoto em um apartamento no Humaitá, quase ao lado da Arena. A partir daí, Pedro ganhou nova vida. Em dezembro foi um dos principais nomes do Grêmio no Brasileirão sub-20. E se credenciou a participar da pré-temporada com o grupo de Felipão neste ano.
Estreou no profissional com gol, contra o Passo Fundo, pelo Gauchão. Ganhou nova chance contra o CRB, pela Copa do Brasil, quando marcou duas vezes. Mas se firmou como titular após a chegada do técnico Roger. Desde então, ganhou sequência no time e marcou outras duas vezes - contra Avaí e Santos. Estes cinco, registrados no caderno amarelo de seu pai.
— Depois que ele subiu ao profissional, fiz outro caderninho. Estes gols contra o CRB entraram para a história, foram os últimos da Era Felipão — observa, atencioso, seu Jessé.
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Comentários
Comentários (1)
uma joia para ser bem lapidada
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Aplicativo Gremio Avalanche
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