DIVULGAÇÃO
A CPI do Futebol vai ficar apenas para o próximo semestre. O Senado entra em recesso no dia 15 de julho e só volta a trabalhar em agosto, mês em que o tema poderá voltar a ser discutido. A Comissão ainda não foi totalmente formada, o que começa a gerar uma dúvida entre os parlamentares sobre se de fato ela sairá do papel.
As contas da CBF são o principal alvo das apurações que a Casa pretende fazer.
De acordo com o senador José Perrela (PDT-MG), ex-presidente do Cruzeiro, a entidade máxima do futebol brasileiro tem exercido uma grande pressão para que não haja investigação no Congresso Nacional.
"A CBF está fazendo uma grande pressão em cima dos senadores. Ela não quer de jeito nenhum que isso aconteça. De forma alguma. Agora vai ficar para o segundo semestre. Por que até hoje o bloco do PMDB e do PSD não indicaram os seus representantes? Essa é a pressão que a CBF está fazendo", afirmou o ex-cartola, em contato com o ESPN.com.br.
Nos bastidores, há quem acredite que a CPI pode acabar nem saindo do papel, já que em agosto o assunto estará mais frio do que agora.
"Tem que sair do papel. Se não sair, é a esculhambação do Senado. Vamos trabalhar para que saia", acrescentou Perrella.
Os senadores Romário (PSB-RJ), Humberto Costa (PT-PE), Zezé Perrela (PDT-MG), Álvaro Dias (PSDB-PR) e Fernando Collor (PTB-AL) já foram indicados pelos seus blocos para fazerem parte da Comissão. O bloco da maioria (PMDB e PSD), porém, ainda não indicou quem serão os seus dois representantes. Eles negam que haja qualquer tipo de pressão da CBF.
"Não existe isso de jeito nenhum. Pode até ter alguma pressão, mas não é sobre mim, nem sobre o meu partido, nem sobre a CPI. Sou totalmente a favor da investigação. Sou, aliás, a favor também de investigar todas as federações que tem presidentes com mais de 30 anos no poder. O futebol só existe em algumas regiões, precisa de uma mudança completa", disse Omar Aziz (PSD-AM), líder do PSD, em contato com a reportagem.
"Preciso me reunir com o líder do PMDB para indicarmos os nomes. O Eunício Oliveira (PMDB-CE) passou por algumas questões pessoais nos últimos dias. Teve a morte de uma familiar, um casamento, e por isso também demoramos. Acho que nesta terça-feira é possível que tenhamos alguma decisão a respeito", completou.
A CBF também nega qualquer tipo de pressão em cima dos senadores.
"Não é verdade! PSD e PMDB não aceitariam e CBF não faria essa pressão. Respeitamos o Parlamento, comprovado pela ida de Marco Polo à Câmara Federal", disse Walter Felman, secretário-geral da entidade.
Medida Provisória
Até o início da noite de ontem a MP 671 ainda não havia chegado à secretaria da Câmara dos Deputados. A medida trata do refinanciamento das dívidas dos clubes com contrapartidas de responsabilidade fiscal e de gestão. Ela tem validade até 17 de julho. Se até lá não tiver passado por votação na Câmara e no Senado, a MP não sairá do papel.
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"A CBF está fazendo uma grande pressão em cima dos senadores. Ela não quer de jeito nenhum que isso aconteça. De forma alguma. Agora vai ficar para o segundo semestre. Por que até hoje o bloco do PMDB e do PSD não indicaram os seus representantes? Essa é a pressão que a CBF está fazendo", afirmou o ex-cartola, em contato com o ESPN.com.br.
Nos bastidores, há quem acredite que a CPI pode acabar nem saindo do papel, já que em agosto o assunto estará mais frio do que agora.
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"Não existe isso de jeito nenhum. Pode até ter alguma pressão, mas não é sobre mim, nem sobre o meu partido, nem sobre a CPI. Sou totalmente a favor da investigação. Sou, aliás, a favor também de investigar todas as federações que tem presidentes com mais de 30 anos no poder. O futebol só existe em algumas regiões, precisa de uma mudança completa", disse Omar Aziz (PSD-AM), líder do PSD, em contato com a reportagem.
"Preciso me reunir com o líder do PMDB para indicarmos os nomes. O Eunício Oliveira (PMDB-CE) passou por algumas questões pessoais nos últimos dias. Teve a morte de uma familiar, um casamento, e por isso também demoramos. Acho que nesta terça-feira é possível que tenhamos alguma decisão a respeito", completou.
A CBF também nega qualquer tipo de pressão em cima dos senadores.
"Não é verdade! PSD e PMDB não aceitariam e CBF não faria essa pressão. Respeitamos o Parlamento, comprovado pela ida de Marco Polo à Câmara Federal", disse Walter Felman, secretário-geral da entidade.
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Até o início da noite de ontem a MP 671 ainda não havia chegado à secretaria da Câmara dos Deputados. A medida trata do refinanciamento das dívidas dos clubes com contrapartidas de responsabilidade fiscal e de gestão. Ela tem validade até 17 de julho. Se até lá não tiver passado por votação na Câmara e no Senado, a MP não sairá do papel.
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