Burgre (à esquerda), Roger (no centro) e James Freitas Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
Foi durante o intervalo de 15 minutos que Roger Machado resolveu boa parte das dificuldades enfrentadas pelo Grêmio na partida contra o Palmeiras, sábado. Sentados nos bancos do vestiário, técnico e jogadores assistiram imagens do primeiro tempo e debateram sobretudo os erros de posicionamento e passes. Com outra postura, o time encaminhou a vitória no segundo tempo.
Os lances haviam sido editados com mãos ágeis pela comissão técnica de Roger, formada por Luis Paulo Peixoto, o Bugre, James Freitas e Roberto Ribas, este mais envolvido com o Centro Digital de Dados (CDD). Bugre e James são a sombra do técnico. Como ele, também são crias da casa. E conhecem as manias de cada um dos 16 jogadores promovidos a partir de 2014 da base para a equipe profissional.
O contato entre o treinador e equipe de apoio é maior no trabalho de campo. Cabem aos auxiliares funções específicas, como o aprimoramento nas finalizações de pé e cabeça e movimentação ofensiva. Enquanto Roger trabalha com 11 jogadores, cabe a eles tomar conta dos demais 22, sempre em rodízio. Desde o início da semana, Bugre e James já assistiram duas vezes ao compacto do jogo do Avaí contra o São Paulo, de onde extraíram para o técnico um detalhado dossiê sobre as virtudes do próximo adversário.
Bugre, 53 anos, soma duas décadas de Grêmio, fora os 10 anos em que atuou como jogador. Como auxiliar e treinador, passou por toda a categoria de base e conquistou 33 títulos. Gente como Ronaldinho, Lucas Leiva, Carlos Eduardo, Anderson, hoje no Inter, e Marcelo Grohe deve a ele parte do crescimento profissional. Treinadores como Adilson Batista, Celso Roth, Felipão e o próprio Roger Machado passaram muitas horas ouvindo as impressões de Bugre sobre o potencial de meninos formados em casa.
James Freitas, 47 anos, é um cigano do futebol. Nos últimos 10 anos, teve quatro passagens pelo Grêmio, até como treinador do extinto time feminino, em 2000. Em 2010, trabalhou no Inter. Em 2013, foi treinador interino do Guarani, do Paraguai, um dos atuais semifinalistas da Libertadores.
– Roger sempre pede nossa opinião. A coisa aqui funciona como família – observa James, técnico da equipe na vitória contra o Figueirense, a primeira depois da queda de Felipão.
Bugre, que diz só não ser tido segurança do Grêmio, comemora o que define como topo da carreira:
– Trabalhar na equipe principal é tudo o que gente almeja na vida.
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Os lances haviam sido editados com mãos ágeis pela comissão técnica de Roger, formada por Luis Paulo Peixoto, o Bugre, James Freitas e Roberto Ribas, este mais envolvido com o Centro Digital de Dados (CDD). Bugre e James são a sombra do técnico. Como ele, também são crias da casa. E conhecem as manias de cada um dos 16 jogadores promovidos a partir de 2014 da base para a equipe profissional.
O contato entre o treinador e equipe de apoio é maior no trabalho de campo. Cabem aos auxiliares funções específicas, como o aprimoramento nas finalizações de pé e cabeça e movimentação ofensiva. Enquanto Roger trabalha com 11 jogadores, cabe a eles tomar conta dos demais 22, sempre em rodízio. Desde o início da semana, Bugre e James já assistiram duas vezes ao compacto do jogo do Avaí contra o São Paulo, de onde extraíram para o técnico um detalhado dossiê sobre as virtudes do próximo adversário.
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– Roger sempre pede nossa opinião. A coisa aqui funciona como família – observa James, técnico da equipe na vitória contra o Figueirense, a primeira depois da queda de Felipão.
Bugre, que diz só não ser tido segurança do Grêmio, comemora o que define como topo da carreira:
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