No último domingo (23), o Grêmio venceu o já rebaixado Náutico por 3 a 0, nos Aflitos, em Recife (PE), e garantiu o acesso antecipado à elite do futebol brasileiro na Série B. Com o acesso definido, o clube gaúcho agora já passa a projetar o próximo ano.
Em entrevista exclusiva ao SportsCenter, da ESPN, nesta segunda-feira (24), o presidente do Imortal, Romildo Bolzan Jr. respondeu algumas das perguntas que os gremistas mais estão interessados em saber após a conquista do acesso à Série A, incluindo uma possível transição para o modelo da SAF (Sociedade Anônima do Futebol).
Grêmio pode virar SAF?
Um dos questionamentos que também foi respondido pelo presidente gremista foi em relação à possível transição do clube para se tornar uma SAF, movimento que já foi feito por Cruzeiro e Vasco, que também disputam a atual edição da Série B. E Romildo foi direto e reto sobre esta possibilidade.
"As SAF's ainda não foram efetivamente comprovadas como a salvação da lavoura. Os times que estão disputando não são SAF, quer dizer, o Flamengo, o Athletico-PR, que estão disputando, o Atlético-MG de certa forma caiu, o Corinthians, todos esses clubes não são SAF. Agora, têm clubes que estão se reestruturando a partir da SAF. O Grêmio teve uma época de muito sucesso, muitos campeonatos sem ser SAF. O Grêmio reorganizou a sua estrutura administrativa, financeira, o seu futebol, e acabou disputando tudo sem SAF, com recursos próprios. A SAF não é a panacéia da hora, mas quem fez SAF neste momento estava muito mais buscando a salvação do seu clube, e basicamente em um ativo que, de certa forma vendeu barato, por quê? Porque estava endividado e com o balanço bastante prejudicado, então este é o modelo que temos posto aí, e já participam basicamente o Vasco, Botafogo, Cruzeiro, o Bahia está entrando, mas os clubes que estão disputando não têm SAF, têm organização, é diferente", começou por dizer.
"Eu, particularmente, não sou contra as SAF's, mas acho que elas poderiam vir no sistema de capitalização dos clubes com projetos de gestão bem definidos, onde corremos riscos, mas não é só tirar, ingressei, passo a mandar...não, acho que tudo pode ser bem definido a partir daquilo que significa uma cogestão, mas acima de tudo de uma participação de capitalização com riscos bem definidos. Não vai entrar só para ter lucro", prosseguiu.
"Esse ano inteiro o Grêmio discutiu vários modelos de SAF e entende que ainda não estamos prontos para fazer isso adentro, mas temos propostas para examinar. Então, se quisermos fazer uma corresposabilização e uma coparticipação, e, principalmente, uma participação de riscos, uma capitalização, o Grêmio acho que pode discutir isso. Mas não entregar o clube, vender o clube, criar uma condição nova, ter um novo sócio, não. Nós podemos ter sócios de responsabilidade de capitalização, e eu acho que isso vai ser um caminho natural para o Grêmio, e também para os clubes que hoje estão capitalizados e também podem capitalizar o clube a partir de projetos bem definidos de base, tudo mais, aí acho que as coisas vão andar. Mas não é uma coisa assim, entrou, tomou conta, como aconteceu com o Botafogo, Vasco, como de certa forma está acontecendo no Cruzeiro. Acho que não é o caminho que o Grêmio vai tomar, ainda têm muitos modelos para serem debatidos, discutidos e, talvez, sugeridos. Então acho que o Grêmio passa por isso, eu acho que vai ser uma evolução natural, mas não é uma situação assim como esses processos e modelos que são realizados hoje, acho que o Grêmio não participaria de um modelo dessa natureza, mas participaria de uma capitalização, acho que aí é uma coisa que faz parte e vai ser uma evolução natural do futebol", concluiu.
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"As SAF's ainda não foram efetivamente comprovadas como a salvação da lavoura. Os times que estão disputando não são SAF, quer dizer, o Flamengo, o Athletico-PR, que estão disputando, o Atlético-MG de certa forma caiu, o Corinthians, todos esses clubes não são SAF. Agora, têm clubes que estão se reestruturando a partir da SAF. O Grêmio teve uma época de muito sucesso, muitos campeonatos sem ser SAF. O Grêmio reorganizou a sua estrutura administrativa, financeira, o seu futebol, e acabou disputando tudo sem SAF, com recursos próprios. A SAF não é a panacéia da hora, mas quem fez SAF neste momento estava muito mais buscando a salvação do seu clube, e basicamente em um ativo que, de certa forma vendeu barato, por quê? Porque estava endividado e com o balanço bastante prejudicado, então este é o modelo que temos posto aí, e já participam basicamente o Vasco, Botafogo, Cruzeiro, o Bahia está entrando, mas os clubes que estão disputando não têm SAF, têm organização, é diferente", começou por dizer.
"Eu, particularmente, não sou contra as SAF's, mas acho que elas poderiam vir no sistema de capitalização dos clubes com projetos de gestão bem definidos, onde corremos riscos, mas não é só tirar, ingressei, passo a mandar...não, acho que tudo pode ser bem definido a partir daquilo que significa uma cogestão, mas acima de tudo de uma participação de capitalização com riscos bem definidos. Não vai entrar só para ter lucro", prosseguiu.
"Esse ano inteiro o Grêmio discutiu vários modelos de SAF e entende que ainda não estamos prontos para fazer isso adentro, mas temos propostas para examinar. Então, se quisermos fazer uma corresposabilização e uma coparticipação, e, principalmente, uma participação de riscos, uma capitalização, o Grêmio acho que pode discutir isso. Mas não entregar o clube, vender o clube, criar uma condição nova, ter um novo sócio, não. Nós podemos ter sócios de responsabilidade de capitalização, e eu acho que isso vai ser um caminho natural para o Grêmio, e também para os clubes que hoje estão capitalizados e também podem capitalizar o clube a partir de projetos bem definidos de base, tudo mais, aí acho que as coisas vão andar. Mas não é uma coisa assim, entrou, tomou conta, como aconteceu com o Botafogo, Vasco, como de certa forma está acontecendo no Cruzeiro. Acho que não é o caminho que o Grêmio vai tomar, ainda têm muitos modelos para serem debatidos, discutidos e, talvez, sugeridos. Então acho que o Grêmio passa por isso, eu acho que vai ser uma evolução natural, mas não é uma situação assim como esses processos e modelos que são realizados hoje, acho que o Grêmio não participaria de um modelo dessa natureza, mas participaria de uma capitalização, acho que aí é uma coisa que faz parte e vai ser uma evolução natural do futebol", concluiu.
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