Capitão Rhodolfo comemora o gol da vitória contra o seu ex-clube, o Atlético-PR
É duro não se animar com uma vitória, se não brilhante, convincente sobre o então líder do campeonato. O pessimismo e a falta de confiança são vacinas utilizadas por aqueles que não conseguem enxergar à frente nada além de uma mesmice que não levará a lugar algum. Meu ceticismo me entristece, mas me protege do que vem.
O Grêmio está na sétima posição, com onze pontos, apenas cinco atrás do líder do campeonato e com uma boa sequência de jogos pela frente, mas meu ânimo segue inalterado, até pálido, com tons de uma impavidez frente ao que virá, nutrido de um sentimento cético que não me faz acreditar.
Quanto mais penso nos lugares onde o Grêmio poderá chegar nesse Brasileirão, quando aquela fagulha se acende e um lapso de luz escreve na minha cabeça “Acho que dá”, eu me lembro dos defeitos no elenco e da apatia em jogos fora de casa, e a chama se apaga, me fazendo desistir do que nunca acreditei de verdade.
Se jogasse sempre como jogou contra o Atlético-PR e Corinthians, o Grêmio candidatar-se-ia ao título do Campeonato Brasileiro sem nenhuma dúvida. Mas joga também como contra o Coritiba, humilhado no Couto Pereira, na única vitória dos paranaenses na competição, ao lado de seis compreensíveis derrotas; ou como contra o São Paulo, trucidado pelo atual líder do campeonato em uma partida constrangedora.
Não bastasse a postura jogando fora, quando se trata de elenco, o problema com o ataque ainda não foi suprido. Pedro Rocha e Mamute não são a solução, são jovens da base que precisam de paciência e estrutura para adaptação. Braian Rodriguez não tem condições de ser jogador do Grêmio e Vitinho é a aposta das apostas. Sem atacante, é impossível ser campeão.
O Grêmio oscila dentro de seus problemas e desfrutando do que tem em mãos. Não existe meio termo. Joga em casa como campeão imbatível; perde fora como postulante ao rebaixamento para a Série C. Com tal bipolaridade não me resta outra a coisa a não ser cético e fincar os pés no solo da descrença, para que nas próximas rodadas uma queda não me faça bater com as fuças no chão.
Pessimismo é a melhor vacina para os acostumados com o revés.
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É duro não se animar com uma vitória, se não brilhante, convincente sobre o então líder do campeonato. O pessimismo e a falta de confiança são vacinas utilizadas por aqueles que não conseguem enxergar à frente nada além de uma mesmice que não levará a lugar algum. Meu ceticismo me entristece, mas me protege do que vem.
O Grêmio está na sétima posição, com onze pontos, apenas cinco atrás do líder do campeonato e com uma boa sequência de jogos pela frente, mas meu ânimo segue inalterado, até pálido, com tons de uma impavidez frente ao que virá, nutrido de um sentimento cético que não me faz acreditar.
Quanto mais penso nos lugares onde o Grêmio poderá chegar nesse Brasileirão, quando aquela fagulha se acende e um lapso de luz escreve na minha cabeça “Acho que dá”, eu me lembro dos defeitos no elenco e da apatia em jogos fora de casa, e a chama se apaga, me fazendo desistir do que nunca acreditei de verdade.
Se jogasse sempre como jogou contra o Atlético-PR e Corinthians, o Grêmio candidatar-se-ia ao título do Campeonato Brasileiro sem nenhuma dúvida. Mas joga também como contra o Coritiba, humilhado no Couto Pereira, na única vitória dos paranaenses na competição, ao lado de seis compreensíveis derrotas; ou como contra o São Paulo, trucidado pelo atual líder do campeonato em uma partida constrangedora.
Não bastasse a postura jogando fora, quando se trata de elenco, o problema com o ataque ainda não foi suprido. Pedro Rocha e Mamute não são a solução, são jovens da base que precisam de paciência e estrutura para adaptação. Braian Rodriguez não tem condições de ser jogador do Grêmio e Vitinho é a aposta das apostas. Sem atacante, é impossível ser campeão.
O Grêmio oscila dentro de seus problemas e desfrutando do que tem em mãos. Não existe meio termo. Joga em casa como campeão imbatível; perde fora como postulante ao rebaixamento para a Série C. Com tal bipolaridade não me resta outra a coisa a não ser cético e fincar os pés no solo da descrença, para que nas próximas rodadas uma queda não me faça bater com as fuças no chão.
Pessimismo é a melhor vacina para os acostumados com o revés.
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