Se ao lado do torcedor o Grêmio se recuperou e mudou o ambiente para buscar o acesso, longe dele o cenário é outro. Mais uma vez o time mostrou que fica desconfortável se não está no seu gramado em uma atuação ruim na derrota por 2 a 0 para o Novorizontino. A performance gerou cobrança interna, evidenciou limitações do elenco e travou o que seria um pulo na tabela.
Já se passaram 30 jogos da Série B e, ainda que os gaúchos tenham o acesso bem encaminhado, os compromissos como visitante são obstáculo chato no caminho. Foram só duas vitórias e atuações sem competitividade, bem diferente do que apresenta quando joga diante da torcida.
Das 15 rodadas como visitante, a equipe gaúcha venceu duas vezes, perdeu quatro e empatou nove. Balançou a rede do adversário em seis oportunidades e sofreu 11 gols. Aproveitamento de 33%.
Se o Tricolor saísse de Novo Horizonte com os três pontos na mala, teria retomado a vice-liderança da Série B. Com a derrota do Bahia para o Sport, era a chance do Grêmio subir uma posição. No entanto, mais uma vez, o time congelou e decepcionou.
O Grêmio ficou quatro jogos sem vitória, o que resultou nas trocas no departamento de futebol. Depois disso, venceu duas seguidas. Era o momento certo para comprovar a mudança de clima e embalar jogando fora, mas se viu justamente o oposto, o retorno das desconfianças.
Mesmo com Renato na beira do gramado, o Tricolor voltou a apresentar problemas semelhantes a outras partidas longe de Porto Alegre. Com atuação muito abaixo, a equipe não conseguiu, em nenhum momento, ser superior ao adversário, criar chances de gol e apresentou muitas falhas na defesa.
Aliás, a última derrota havia sido contra o Criciúma, também por 2 a 0. Além do placar, os dois jogos tiveram outras semelhanças, principalmente o comportamento em campo. Os gols sofridos vieram de bola aérea - o baixinho Douglas Baggio, 1,69m, ganhou de Diego Souza - e em contra-ataque após erro de Diogo Barbosa no campo ofensivo.
A equipe comandada por Renato Portaluppi teve apenas um lance que pode ser considerado chance clara, aos 43 minutos do segundo tempo, com Rodrigo Ferreira. O lateral bateu forte na bola e desperdiçou. No restante da partida, não assustou o adversário.
- Hoje a equipe não apresentou um bom futebol e não teve a entrega que pedi pra eles. Isso não vai mais acontecer, porque na conversa que tive com eles deixei as coisas claras. Pode ter certeza que se não correr a única opção que tenho é tirar - afirmou o treinador.
Contra o Criciúma, a equipe chegou a ficar o primeiro tempo inteiro sem fazer uma finalização em gol. A falta de repertório ofensivo se repetiu na última noite. O personagem na beira do campo era diferente e, de Roger para Renato, o time seguiu com dificuldades para articular.
É bem verdade que a falta de opções atrapalha. No departamento médico, são três jogadores que poderiam ser alternativas: Ferreira, Campaz e Janderson estão machucados. Com isso, o treinador sofre de escassez de peças para mudar a história da partida.
Mas além das dificuldades no ataque, as notícias não são boas. Sem Bitello, Lucas Leiva voltou a ser titular e teve a chance de iniciar uma recuperação técnica consigo mesmo. No entanto, a impressão é que estava em um ritmo abaixo dos demais. O volante não conseguiu dar dinâmica ao meio-campo e acabou substituído no intervalo.
Lanterna do returno, o Novorizontino viu no Grêmio uma presa fácil quando o contrário deveria ser evidenciado. As cobranças vieram no vestiário acanhado do Estádio Jorjão imediatamente após ao jogo. O Tricolor ainda fica longe de navegar em águas tranquilas na reta final da Série B.
O Grêmio retorna para o Rio Grande do Sul neste sábado e já se reapresenta no domingo. Na próxima terça-feira já recebe o Sport, na Arena, a partir das 19h, pela 31ª rodada da segunda divisão do Brasileirão.
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Se o Tricolor saísse de Novo Horizonte com os três pontos na mala, teria retomado a vice-liderança da Série B. Com a derrota do Bahia para o Sport, era a chance do Grêmio subir uma posição. No entanto, mais uma vez, o time congelou e decepcionou.
O Grêmio ficou quatro jogos sem vitória, o que resultou nas trocas no departamento de futebol. Depois disso, venceu duas seguidas. Era o momento certo para comprovar a mudança de clima e embalar jogando fora, mas se viu justamente o oposto, o retorno das desconfianças.
Mesmo com Renato na beira do gramado, o Tricolor voltou a apresentar problemas semelhantes a outras partidas longe de Porto Alegre. Com atuação muito abaixo, a equipe não conseguiu, em nenhum momento, ser superior ao adversário, criar chances de gol e apresentou muitas falhas na defesa.
Aliás, a última derrota havia sido contra o Criciúma, também por 2 a 0. Além do placar, os dois jogos tiveram outras semelhanças, principalmente o comportamento em campo. Os gols sofridos vieram de bola aérea - o baixinho Douglas Baggio, 1,69m, ganhou de Diego Souza - e em contra-ataque após erro de Diogo Barbosa no campo ofensivo.
A equipe comandada por Renato Portaluppi teve apenas um lance que pode ser considerado chance clara, aos 43 minutos do segundo tempo, com Rodrigo Ferreira. O lateral bateu forte na bola e desperdiçou. No restante da partida, não assustou o adversário.
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Contra o Criciúma, a equipe chegou a ficar o primeiro tempo inteiro sem fazer uma finalização em gol. A falta de repertório ofensivo se repetiu na última noite. O personagem na beira do campo era diferente e, de Roger para Renato, o time seguiu com dificuldades para articular.
É bem verdade que a falta de opções atrapalha. No departamento médico, são três jogadores que poderiam ser alternativas: Ferreira, Campaz e Janderson estão machucados. Com isso, o treinador sofre de escassez de peças para mudar a história da partida.
Mas além das dificuldades no ataque, as notícias não são boas. Sem Bitello, Lucas Leiva voltou a ser titular e teve a chance de iniciar uma recuperação técnica consigo mesmo. No entanto, a impressão é que estava em um ritmo abaixo dos demais. O volante não conseguiu dar dinâmica ao meio-campo e acabou substituído no intervalo.
Lanterna do returno, o Novorizontino viu no Grêmio uma presa fácil quando o contrário deveria ser evidenciado. As cobranças vieram no vestiário acanhado do Estádio Jorjão imediatamente após ao jogo. O Tricolor ainda fica longe de navegar em águas tranquilas na reta final da Série B.
O Grêmio retorna para o Rio Grande do Sul neste sábado e já se reapresenta no domingo. Na próxima terça-feira já recebe o Sport, na Arena, a partir das 19h, pela 31ª rodada da segunda divisão do Brasileirão.
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