Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
É privilégio de poucos goleiros receber dicas de Taffarel, lenda viva da história do Inter e tetracampeão mundial de 1994. Um deles é o gremista Tiago Machowski, que a torcida do Grêmio verá em campo neste domingo, na Arena, contra o Atlético-PR, pela sétima rodada do Brasileirão.
— Às vezes, Taffarel me liga pra dar umas cornetadas — brinca o jovem de 22 anos escolhido por Roger Machado como substituto de Marcelo Grohe, convocado para a Copa América.
Taffarel conheceu Tiago em 2008. Ainda não atuava como treinador de goleiros da Seleção Brasileira e era sócio do empresário Paulo Roberto Costa, o Coelhinho, ex-lateral direito do Grêmio, representante de Tiago. A amizade se mantém desde aquela época.
— Ele me passa bastante dicas. Uma delas é não ser um goleiro voador. Tento ser assim também — diz o paranaense Tiago.
No vocabulário do futebol, voador é o goleiro espalhafatoso, que dá saltos acrobáticos até mesmo quando não há necessidade, tudo o que Taffarel abominava como jogador.
Soa como lugar comum, mas Tiago nasceu para ser goleiro. Aos cinco anos, ficava atrás da goleira defendida pelo pai, Luis Carlos, no time do São Vicente, de Iraty, interior paranaense. Ainda era um menino, mas prestava atenção em tudo.
— Ele sempre me ensinava a sair do gol para tentar antecipar a bola. Dizia que isso seria meu diferencial. Aos poucos, fui pegando isso — recorda.
Por isso, foi para o pai o primero telefonema de Tiago, minutos após a partida contra o Corinthians, em que esbanjou reflexo ao defender quase sobre a linha um chute de Petros. A imagem ganhou o país e foi eleita uma das melhores da rodada.
— Meu pai estava emocionado. Disse que era o resultado do que fiz nesses anos todos. E era só 1% do que poderei fazer — conta.
Tiago chegou ao Grêmio com 15 anos. Desembarcou sozinho na rodoviária e foi direto ao Olímpico, "só com uma mala nas costas". Mal entrou no velho estádio e foi convocado às pressas para disputar um torneio, porque o time da escolinha ficara sem goleiro.
Pegou três pênaltis e garantiu vaga no time juvenil, onde conheceu Rogério Godoy, seu atual treinador nos profissionais. Os dois tiveram trajetórias simultâneas nos juvenis e juniores.
A primeira chance de jogar foi contra o Sport, no Brasileirão de 2014, pelas mãos de Felipão. O mesmo treinador que, nesse ano, cobrou-lhe maior profissionalismo.
— Eu estava acima do peso. Ele falou para me cuidar mais. Mas já é passado. Emagreci quatro quilos e hoje estou no ideal — garante Tiago. O peso não é revelado por orientação da comissão técnica.
Contando o Atlético-PR, serão cinco jogos em sequência, caso o Brasil vá à final da Copa América e Grohe permaneça ausente. Tempo suficiente para Tiago confirmar suas virtudes e deixar para trás a desconfiança que ainda é demonstrada nas redes sociais por parte da torcida.
— Antes da partida contra o Corinthians, li muita coisa ruim na internet. Criticavam minha forma de jogar. Fiquei chateado, mas já é passado, até porque muita gente me apoiou. Sei que a maioria gosta de mim — afirma.
Fã de Taffarel, Marcos e Danrlei, Tiago trata agora de aperfeiçoar o jogo com o pé. Nos treinos, em vez do balão, é orientado a iniciar as jogadas com a bola no chão, à semelhança do alemão Neuer. Admite uma certa dificuldade, mas já constata certa evolução em relação ao ano passado.
Mas a prioridade, claro, é mostrar que é bom com as mãos. A receita é caprichar nos treinamentos, em que Tiago defende cerca de cem chutes desferidos por Rogério Godoy, fora os dos atacantes quando é dia de coletivo.
— Goleiro é sempre o primeiro a entrar e o último a sair. Saímos de campo destruídos — confessa.
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— Às vezes, Taffarel me liga pra dar umas cornetadas — brinca o jovem de 22 anos escolhido por Roger Machado como substituto de Marcelo Grohe, convocado para a Copa América.
Taffarel conheceu Tiago em 2008. Ainda não atuava como treinador de goleiros da Seleção Brasileira e era sócio do empresário Paulo Roberto Costa, o Coelhinho, ex-lateral direito do Grêmio, representante de Tiago. A amizade se mantém desde aquela época.
— Ele me passa bastante dicas. Uma delas é não ser um goleiro voador. Tento ser assim também — diz o paranaense Tiago.
No vocabulário do futebol, voador é o goleiro espalhafatoso, que dá saltos acrobáticos até mesmo quando não há necessidade, tudo o que Taffarel abominava como jogador.
Soa como lugar comum, mas Tiago nasceu para ser goleiro. Aos cinco anos, ficava atrás da goleira defendida pelo pai, Luis Carlos, no time do São Vicente, de Iraty, interior paranaense. Ainda era um menino, mas prestava atenção em tudo.
— Ele sempre me ensinava a sair do gol para tentar antecipar a bola. Dizia que isso seria meu diferencial. Aos poucos, fui pegando isso — recorda.
Por isso, foi para o pai o primero telefonema de Tiago, minutos após a partida contra o Corinthians, em que esbanjou reflexo ao defender quase sobre a linha um chute de Petros. A imagem ganhou o país e foi eleita uma das melhores da rodada.
— Meu pai estava emocionado. Disse que era o resultado do que fiz nesses anos todos. E era só 1% do que poderei fazer — conta.
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Pegou três pênaltis e garantiu vaga no time juvenil, onde conheceu Rogério Godoy, seu atual treinador nos profissionais. Os dois tiveram trajetórias simultâneas nos juvenis e juniores.
A primeira chance de jogar foi contra o Sport, no Brasileirão de 2014, pelas mãos de Felipão. O mesmo treinador que, nesse ano, cobrou-lhe maior profissionalismo.
— Eu estava acima do peso. Ele falou para me cuidar mais. Mas já é passado. Emagreci quatro quilos e hoje estou no ideal — garante Tiago. O peso não é revelado por orientação da comissão técnica.
Contando o Atlético-PR, serão cinco jogos em sequência, caso o Brasil vá à final da Copa América e Grohe permaneça ausente. Tempo suficiente para Tiago confirmar suas virtudes e deixar para trás a desconfiança que ainda é demonstrada nas redes sociais por parte da torcida.
— Antes da partida contra o Corinthians, li muita coisa ruim na internet. Criticavam minha forma de jogar. Fiquei chateado, mas já é passado, até porque muita gente me apoiou. Sei que a maioria gosta de mim — afirma.
Fã de Taffarel, Marcos e Danrlei, Tiago trata agora de aperfeiçoar o jogo com o pé. Nos treinos, em vez do balão, é orientado a iniciar as jogadas com a bola no chão, à semelhança do alemão Neuer. Admite uma certa dificuldade, mas já constata certa evolução em relação ao ano passado.
Mas a prioridade, claro, é mostrar que é bom com as mãos. A receita é caprichar nos treinamentos, em que Tiago defende cerca de cem chutes desferidos por Rogério Godoy, fora os dos atacantes quando é dia de coletivo.
— Goleiro é sempre o primeiro a entrar e o último a sair. Saímos de campo destruídos — confessa.
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