Presidente do Grêmio afirma que não pretende aderir à SAF

Clube criou grupo para discutir impactos da nova lei


Fonte: gremioavalanche.net

Presidente do Grêmio afirma que não pretende aderir à SAF
Muito tem se falado ultimamente sobre a Lei da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) que foi aprovada no final de 2021. Segundo um estudo exclusivo e aprofundado da Betway, site de esporte bet, a mudança é uma nova oportunidade para os times mudarem a gestão, mas não uma obrigatoriedade. O Grêmio, por exemplo, por meio do seu presidente Romildo Bolzan, afirmou que continuará como está.



Mas será que essa é a melhor decisão? Quais são as vantagens e desvantagens que a nova lei pode trazer? Entenda a seguir os principais pontos e por que o Grêmio tem se mostrado contrário a ser um clube-empresa!


Por que o Grêmio não quer ser um clube-empresa

Para o presidente do Grêmio, se o clube aderisse agora à nova lei não iria aproveitá-la do melhor jeito. Primeiramente, porque ela não garante um novo jeito de fazer a gestão nos times. Segundo Bolzan, as regras servem para tapar as dívidas. Além do mais, o valor que os times estão recebendo é muito menor do que eles valem.

Por outro lado, o Grêmio não está parado. Enquanto alguns times se movimentam para serem empresas, o clube discute melhorias, se reúne com consultorias e bancos. O clube também assumiu que está criando uma comissão no Conselho Deliberativo para tratar apenas do tema.

Essa atitude vai ao encontro do que os especialistas acreditam ser o melhor a se fazer. “O brasileiro precisa ficar de olho em dois pontos principais. O primeiro é sobre que SAF está sendo criada, o que está sendo colocado nessa SAF. Depois, quem está comprando essa SAF, qual o perfil desse investidor, qual a índole desse investidor, qual a perspectiva dele com o clube. Estamos falando de clubes com características muito distintas, expectativas da torcida muito distintas, e isso também vai pesar”, afirma o jornalista e pesquisador Irlan Simões para a Betway.

Ainda que a Lei da SAF traga oportunidades, é importante analisá-las com cuidado e a partir da realidade de cada time. Há casos em que a mudança para clube-empresa dá certo e outros que as falhas na gestão são ainda mais evidenciadas, podendo gerar até a falência do time.


Debates em torno da Lei da SAF

Atualmente, os clubes de futebol atuam como sociedades civis. Por conta desse formato, eles têm um regime interno político que atravanca práticas de boa gestão algumas vezes. Mesmo assim, ainda é possível cumprir com a boa governança.

Agora com a Lei da SAF, os clubes poderão ter investidores, porém, não será igual a outros países, pois cada localidade tem características próprias. “É difícil comparar porque cada país tem sua realidade. O caso do Brasil é um processo que vem muito depois dos outros, que você pega clubes de grande história e vencedores com dívidas impagáveis, mas você não tem obrigatoriedade. Então, o que ocorre é que você tem um processo facultativo, uma lei que veio para criar uma verdadeira mamata para quem quer comprar clube, porque cria circunstâncias que nenhum outro país criou. Mas, de todo modo, você não tem obrigação. Os clubes podem escolher o formato que quiserem, o modelo que quiserem, para quem vão vender, para quantas pessoas, como vai dividir esse capital”, afirma Simões.

Quem investir nos clubes terá a riqueza deles em suas mãos e ainda poderá ter poder sobre os próximos passos. No entanto, essa configuração não garante mais lucro ou até vitórias para o time. Um exemplo é o que ocorreu com o clube Belenenses de Portugal. O grupo Codecity adquiriu 51% do clube, centralizando as decisões, mas sem fazer os investimentos que eram necessários. O resultado foi que o Codecity teve que se dividir em dois.

Para o advogado especialista em desportivo Luciano Motta, é importante analisar duas questões antes de aderir à nova regra. “Ter claro qual é o ponto de partida. Isto é, de forma transparente, detalhada e assertiva, saber qual é a real situação econômico-financeira que o clube está vivendo. Em segundo lugar, verificar qual o objetivo e quais os caminhos estão disponíveis para a minha realidade específica”, afirma neste levantamento de vantagens e desvantagens da Lei da SAF para o futebol.

Longe do oba-oba que qualquer mudança na legislação pode trazer, o Grêmio tem mostrado que está ponderando sobre o que é e o que não é necessário para o clube. Na opinião dos especialistas, até o momento, o time está acertando em avaliar o cenário com cautela.


Grêmio, 2022, Saf, presidente

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9/3/2026