André Ávila / Agencia RBS
Uma das novidades implementadas por Roger Machado deu cara nova ao sistema ofensivo do Grêmio. Como um "meia-ponta" pelo lado direito, Campaz deslanchou e passou a mostrar as características que o fizeram ser contratado no futebol colombiano por mais de R$ 20 milhões, em agosto do ano passado. Desde o primeira Gre-Nal da semifinal, quando foi um dos destaques da goleada por 3 a 0 no Beira-Rio, o camisa 7 se firmou entre os titulares e principais peças da equipe. Acertou duas vezes as traves na partida de ida das finais contra o Ypiranga e será esperança dos gremistas para que se confirme o penta neste sábado.
Campaz despertou a atenção do Grêmio por uma simples característica: a frequência com que criava situações de gol pelo Tolima. O ponto central da avaliação do clube era de que o colombiano não seria um meia tradicional, mas uma opção para servir mais como meia-atacante. Quase um ponta de lança de décadas passadas.
Mesmo que fosse escalado no Tolima como o centro da equipe, ele buscava os lados do campo para ter a bola em situações de drible ou para criar oportunidades de finalização. Sem ter a característica de velocidade, resolvia os duelos pelas beiradas na técnica.
De olho no seu potencial desde o início de 2020, o Grêmio pagou R$ 23 milhões pelo meia após longa negociação – maior investimento da história do clube em uma aquisição. Mas, como costuma acontecer com jogadores sem experiência internacional, Campaz demorou a dar o retorno esperado.
A chegada com Felipão também frustrou parte das expectativas criadas. Por esperar maior potencial nas tarefas defensivas do meio-campo, o técnico preferiu não escalá-lo. Ao assumir o comando na reta final do Brasileirão, Vagner Mancini optou por utilizar Campaz em um posição que explorasse suas potencialidades. A instrução era para que fosse uma espécie de segundo atacante, quase uma sombra de Diego Souza. Deveria buscar condições de finalizar com frequência e combater diretamente a defesa adversária.
Para 2022, com a chegada de Benítez, a ideia era de que Campaz poderia jogar na linha de meias pela direita. Mas, por conta das tarefas defensivas necessárias para a função, o plano de Mancini também não foi colocado em prática de forma definitiva. Apenas com Roger, seu terceiro técnico em sete meses no Brasil, e também com a necessidade de adaptação a uma nova filosofia diferente de jogo, é que o desempenho do colombiano passou a empolgar a torcida.
O principal ponto para o ressurgimento do bom futebol de Campaz é sua adaptação ao atual modelo tático utilizado por Roger. Ele foi escalado em três situações: como meia central, com dois volantes no 4-2-3-1, além de atuar como um dos vértices ofensivos do tripé de meio e no lado direito como "meia-ponta".
"Uma das primeiras coisas que eu faço quando chego ao clube é preparar uma entrevista, falando dos esquemas que pretendo utilizar. Nesse sistema, gosto de ter um meia-ponta e um jogador mais agudo. Não tem nada de mágica ou de novidade. Ele sabe fazer essa função, tem força física e habilidade. Dei liberdade, só pedi para ele evitar se soltar pelo lado esquerdo", comentou o treinador tricolor após a goleada por 3 a 0 no primeiro Gre-Nal das semifinais do Gauchão.
Ao ser posicionado pelo lado direito, com liberdade para segurar a bola e organizar o timing da equipe, seu melhor rendimento apareceu. Uma modificação que incorporou ao time suas melhores características.
A adaptação pessoal de Campaz a Porto Alegre também foi outro fator citado como responsável pela sua melhora do rendimento. No ano passado, ele era visto regularmente com Borja. Os dois colombianos eram parceiros nos momentos entre jogos, viagens, treinos e concentrações. Onde um estava, o outro também aparecia. Neste ano, com a saída do centroavante, o posto de parceiro nos períodos de trabalho ficou com Orejuela. Mas o lateral também não emplacou no Grêmio e deixou o clube nos últimos dias para acertar com o Athletico-PR.
Hoje, Campaz circula bem pelos diversos ambientes do CT. É tema de conversa, entre pessoas que acompanham sua rotina, como seu comportamento está mais solto recentemente. É com a nova versão do colombiano como uma das esperanças de gol que o Grêmio parte em busca da confirmação do penta neste sábado na Arena.
#gremio #imortal #tricolor #campaz #gauchao
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Campaz despertou a atenção do Grêmio por uma simples característica: a frequência com que criava situações de gol pelo Tolima. O ponto central da avaliação do clube era de que o colombiano não seria um meia tradicional, mas uma opção para servir mais como meia-atacante. Quase um ponta de lança de décadas passadas.
Mesmo que fosse escalado no Tolima como o centro da equipe, ele buscava os lados do campo para ter a bola em situações de drible ou para criar oportunidades de finalização. Sem ter a característica de velocidade, resolvia os duelos pelas beiradas na técnica.
De olho no seu potencial desde o início de 2020, o Grêmio pagou R$ 23 milhões pelo meia após longa negociação – maior investimento da história do clube em uma aquisição. Mas, como costuma acontecer com jogadores sem experiência internacional, Campaz demorou a dar o retorno esperado.
A chegada com Felipão também frustrou parte das expectativas criadas. Por esperar maior potencial nas tarefas defensivas do meio-campo, o técnico preferiu não escalá-lo. Ao assumir o comando na reta final do Brasileirão, Vagner Mancini optou por utilizar Campaz em um posição que explorasse suas potencialidades. A instrução era para que fosse uma espécie de segundo atacante, quase uma sombra de Diego Souza. Deveria buscar condições de finalizar com frequência e combater diretamente a defesa adversária.
Para 2022, com a chegada de Benítez, a ideia era de que Campaz poderia jogar na linha de meias pela direita. Mas, por conta das tarefas defensivas necessárias para a função, o plano de Mancini também não foi colocado em prática de forma definitiva. Apenas com Roger, seu terceiro técnico em sete meses no Brasil, e também com a necessidade de adaptação a uma nova filosofia diferente de jogo, é que o desempenho do colombiano passou a empolgar a torcida.
O principal ponto para o ressurgimento do bom futebol de Campaz é sua adaptação ao atual modelo tático utilizado por Roger. Ele foi escalado em três situações: como meia central, com dois volantes no 4-2-3-1, além de atuar como um dos vértices ofensivos do tripé de meio e no lado direito como "meia-ponta".
"Uma das primeiras coisas que eu faço quando chego ao clube é preparar uma entrevista, falando dos esquemas que pretendo utilizar. Nesse sistema, gosto de ter um meia-ponta e um jogador mais agudo. Não tem nada de mágica ou de novidade. Ele sabe fazer essa função, tem força física e habilidade. Dei liberdade, só pedi para ele evitar se soltar pelo lado esquerdo", comentou o treinador tricolor após a goleada por 3 a 0 no primeiro Gre-Nal das semifinais do Gauchão.
Ao ser posicionado pelo lado direito, com liberdade para segurar a bola e organizar o timing da equipe, seu melhor rendimento apareceu. Uma modificação que incorporou ao time suas melhores características.
A adaptação pessoal de Campaz a Porto Alegre também foi outro fator citado como responsável pela sua melhora do rendimento. No ano passado, ele era visto regularmente com Borja. Os dois colombianos eram parceiros nos momentos entre jogos, viagens, treinos e concentrações. Onde um estava, o outro também aparecia. Neste ano, com a saída do centroavante, o posto de parceiro nos períodos de trabalho ficou com Orejuela. Mas o lateral também não emplacou no Grêmio e deixou o clube nos últimos dias para acertar com o Athletico-PR.
Hoje, Campaz circula bem pelos diversos ambientes do CT. É tema de conversa, entre pessoas que acompanham sua rotina, como seu comportamento está mais solto recentemente. É com a nova versão do colombiano como uma das esperanças de gol que o Grêmio parte em busca da confirmação do penta neste sábado na Arena.
#gremio #imortal #tricolor #campaz #gauchao
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