Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS
Uma semana depois, aos poucos, os reais motivos para a saída de Felipão começam a deixar a Arena. O problema verdadeiro não residia nos altos da presidência, no questionado departamento de futebol, na ausência de um cofre estufado para contratações de nome ou numa base carente de valores.
Felipão estava sem ambiente junto aos jogadores, especialmente entre os jovens. O problema morava no coração do vestiário tricolor. Não havia mais diálogo. O técnico gritava demais e não conversava. Dava ordens e não explicava. Ele perdeu a mão. Suas palestras não faziam mais efeito. Aos poucos, Felipão perdeu a força junto ao grupo.
Frágil, sem poder de reação, pediu as contas e saiu. Notou que não conseguiria mais motivar os jogadores. Não observou, no entanto, que os atletas, os garotos em primeiro lugar, precisavam de apoio e algumas doses extras de carinho.
Seu pedido de demissão não foi lamentado entre os jogadores que detestavam quando o treinador os criticava nas entrevistas coletivas na frente de dezenas de repórteres.
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Frágil, sem poder de reação, pediu as contas e saiu. Notou que não conseguiria mais motivar os jogadores. Não observou, no entanto, que os atletas, os garotos em primeiro lugar, precisavam de apoio e algumas doses extras de carinho.
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