Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio
O Grêmio caiu antes do esperado na Copa do Brasil. Ao ser derrotado pelo Mirassol, na última terça-feira (1°), o Tricolor saiu da competição na primeira fase. E uma série de ações ajudam a entender melhor o que aconteceu na derrota por 3 a 2 para o time do interior do Estado de São Paulo.
"Temos que sentir, que lamentar, mas temos a obrigação de recolocar o clube no seu lugar de direito. Do nosso lado, o trabalho precisa ser árduo, duro, com comprometimento. Entendemos a frustração do torcedor neste evento, e sobretudo no rebaixamento do ano passado. Mas, o sofrimento tem fases. Temos que deixar a tristeza de lado e voltar a reunir forças para que todos olhem para a mesma direção", disse o técnico Roger Machado.
Perda de tempo com Mancini
Um dos fatores que pode explicar a dificuldade gremista no começo de temporada é o tempo perdido. Depois de ser rebaixado em 2021 à Série B, o Grêmio optou por manter a comissão técnica para o início deste ano. Realizou toda pré-temporada e os primeiros jogos sob comando de Vagner Mancini. Em seguida, entendeu, ainda que não tivesse perdido jogo algum — depois da saída de Mancini já perdeu dois — que era necessário mudar. Tudo que havia feito até então foi perdido.
"Arrancamos mal a temporada? Acho que não. Temos nossas convicções, demos oportunidade para o treinador, e quando sentimos que não teria retorno fizemos a troca. Correções e desvios são normais em qualquer planejamento. Fizemos o que achamos necessário. E outras mudanças virão, não tenho dúvida", falou o vice de futebol Denis Abrahão.
Grupo formado antes de saída
Com Mancini no comando, não foi apenas o tempo de entendimento de modelo de jogo que foi perdido, mas também o processo de formação de elenco. A direção do Grêmio chegou a afirmar que o grupo estava encaminhado e não deveria mais receber reforços. Os jogadores que chegaram até então foram com anuência de Mancini, que já não está mais no clube.
Roger Machado, que chegou há pouco, espera receber jogadores que estejam mais próximos do seu estilo de jogo e, possivelmente, não concorda com a utilização de todas as peças que possui.
Roger teve decisão logo em 2° jogo
O treinador, por sinal, viveu um momento complicado. Em seu segundo jogo no comando do time, já precisou encarar uma decisão, e acabou perdendo. Ainda que o Grêmio pudesse jogar pelo empate, Roger não teve tanto tempo de preparação para o jogo.
Em meio ao cenário ainda inicial, teve quebra de rotina, pois se preparava para jogar contra o Inter no último sábado (26), mas o clássico válido pelo Gauchão foi adiado em razão do ataque ao ônibus gremista por torcedores colorados. Mesmo que tivesse desgaste menor, ainda não teve oportunidade de dar o padrão esperado ao time.
Velhas opções, mesmo resultado
Talvez pelo pouco tempo de clube, Roger ainda não mudou efetivamente a escalação gremista. O símbolo disso é a permanência de Thiago Santos entre os titulares. Opção antiga do elenco azul, ele deu o mesmo tipo de resposta que já tinha dado, seja com Mancini ou outros treinadores. A saída de bola foi lenta e por poucas vezes houve conexão com os demais setores do time.
Combinado a isso, as atuações abaixo do esperado de Orejuela e Campaz, quando entrou, também não podem ser consideradas surpresas.
Adversário de respeito na hora errada
Como se já não tivesse problemas suficientes, o Grêmio enfrentou um adversário de respeito. O Mirassol possui elenco repleto de jogadores com experiência em contextos importantes, como Oyama, que passou pelo Botafogo, Camilo, com passagens por Inter, Botafogo, Chapecoense, entre outros, e Fabrício Daniel, que disputou a Série A do ano passado pelo América-MG.
No comando, Eduardo Baptista, que acertou transferência para o Juventude. Além do faro artilheiro de Zeca, goleador do Paulistão.
Contra um rival importante, cheio de problemas para resolver, o Grêmio acabou caindo e piorou ainda mais o ambiente na temporada em que irá encarar a Segunda Divisão do Brasileiro.
#gremio #imortal #tricolor #falhas #eliminacao #copadobrasil
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Perda de tempo com Mancini
Um dos fatores que pode explicar a dificuldade gremista no começo de temporada é o tempo perdido. Depois de ser rebaixado em 2021 à Série B, o Grêmio optou por manter a comissão técnica para o início deste ano. Realizou toda pré-temporada e os primeiros jogos sob comando de Vagner Mancini. Em seguida, entendeu, ainda que não tivesse perdido jogo algum — depois da saída de Mancini já perdeu dois — que era necessário mudar. Tudo que havia feito até então foi perdido.
"Arrancamos mal a temporada? Acho que não. Temos nossas convicções, demos oportunidade para o treinador, e quando sentimos que não teria retorno fizemos a troca. Correções e desvios são normais em qualquer planejamento. Fizemos o que achamos necessário. E outras mudanças virão, não tenho dúvida", falou o vice de futebol Denis Abrahão.
Grupo formado antes de saída
Com Mancini no comando, não foi apenas o tempo de entendimento de modelo de jogo que foi perdido, mas também o processo de formação de elenco. A direção do Grêmio chegou a afirmar que o grupo estava encaminhado e não deveria mais receber reforços. Os jogadores que chegaram até então foram com anuência de Mancini, que já não está mais no clube.
Roger Machado, que chegou há pouco, espera receber jogadores que estejam mais próximos do seu estilo de jogo e, possivelmente, não concorda com a utilização de todas as peças que possui.
Roger teve decisão logo em 2° jogo
O treinador, por sinal, viveu um momento complicado. Em seu segundo jogo no comando do time, já precisou encarar uma decisão, e acabou perdendo. Ainda que o Grêmio pudesse jogar pelo empate, Roger não teve tanto tempo de preparação para o jogo.
Em meio ao cenário ainda inicial, teve quebra de rotina, pois se preparava para jogar contra o Inter no último sábado (26), mas o clássico válido pelo Gauchão foi adiado em razão do ataque ao ônibus gremista por torcedores colorados. Mesmo que tivesse desgaste menor, ainda não teve oportunidade de dar o padrão esperado ao time.
Velhas opções, mesmo resultado
Talvez pelo pouco tempo de clube, Roger ainda não mudou efetivamente a escalação gremista. O símbolo disso é a permanência de Thiago Santos entre os titulares. Opção antiga do elenco azul, ele deu o mesmo tipo de resposta que já tinha dado, seja com Mancini ou outros treinadores. A saída de bola foi lenta e por poucas vezes houve conexão com os demais setores do time.
Combinado a isso, as atuações abaixo do esperado de Orejuela e Campaz, quando entrou, também não podem ser consideradas surpresas.
Adversário de respeito na hora errada
Como se já não tivesse problemas suficientes, o Grêmio enfrentou um adversário de respeito. O Mirassol possui elenco repleto de jogadores com experiência em contextos importantes, como Oyama, que passou pelo Botafogo, Camilo, com passagens por Inter, Botafogo, Chapecoense, entre outros, e Fabrício Daniel, que disputou a Série A do ano passado pelo América-MG.
No comando, Eduardo Baptista, que acertou transferência para o Juventude. Além do faro artilheiro de Zeca, goleador do Paulistão.
Contra um rival importante, cheio de problemas para resolver, o Grêmio acabou caindo e piorou ainda mais o ambiente na temporada em que irá encarar a Segunda Divisão do Brasileiro.
#gremio #imortal #tricolor #falhas #eliminacao #copadobrasil
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Comentários
Comentários (2)
Ouvi os comentaristas da "ucha" detonando o campaz e aqui também leio a mesma coisa. Talvez não seja o craque que custou, mas os únicos lances de perigo saíram dos pés dele contra o mirassol, longe de ser uma atuação ruim. Orejuela e Tiago Santos sim, esses são muito abaixo
Olha nao temos goleiro pra começar e o ataque fraco diego ainda fazendo parte dele, mas insistir em alguuns da base problema ! Defesa precisa sincronizar um meia qualidade e não temos lateral
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