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A primeira providência das autoridades do Rio Grande do Sul foi tirar o sofá da sala. O secretário de segurança pública, Ranolfo Vieira Júnior, deu entrevista coletiva para afirmar que não houve falha da polícia. Quem falhou, então? O Grêmio? Deveria andar num ônibus blindado?
No mesmo dia, os jogadores do Paraná Clube foram vítimas de agressões de torcedores do próprio clube, que invadiram o campo da Vila Capanema, antes do fim da partida contra o União, de Francisco Beltrão. Até o final da tarde de ontem, parecia haver guerra na Ucrânia, apenas.
Então, fomos lembrados de que há também uma guerra no futebol brasileiro. Existe há décadas.
Apenas nos últimos doze meses, é possível lembrar assim, de supetão, seis situações de agressões a jogadores que estavam trabalhando. A emboscada contra o ônibus do São Paulo, antes da partida contra o Coritiba, em janeiro de 2021, levou à prisão em flagrante de 14 pessoas. Estão soltas. Diego Tardelli também foi emboscado em setembro, enquanto voltava para o hotel onde vivia, depois da derrota do Santos para o Athletico Paranaense, pela Copa do Brasil.
Em janeiro de 2022, uma faca foi arremessada para dentro do campo de jogo, em Barueri, na semifinal da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Na quinta-feira, explosivos foram arremessados para dentro do ônibus do Bahia, que se dirigia à Fonte Nova, para enfrentar o Sampaio Corrêa, pela Copa do Nordeste. Neste sábado de Carnaval, violência em Curitiba e Porto Alegre.
Em 1948, a greve mais famosa da história do futebol mundial aconteceu na Argentina, porque os clubes pequenos deixavam de pagar salários, quando o campeonato se aproximava do fim, sem chance de título. Os craques dos times mais poderosos, solidários com seus colegas desrespeitados, simplesmente pararam.
Aqui, todos estão correndo risco.
Há duas providências imediatas: 1. greve dos jogadores; 2. um novo plano de segurança pública.
A união dos jogadores é justa, por uma razão óbvia: eles não têm segurança no trabalho. Mas o plano de segurança tem de ser cobrado também pelos clubes aos governos municipal, estadual e federal.
Por décadas, jornalistas recomendaram que os torcedores sadios mentalmente não fossem aos estádios. Isso só fez aumentar a crise. Torcedor, jogador, presidente de clube, os próprios clubes, treinadores... todos pagam impostos. Logo, têm direito a andar pelas ruas, ao teatro, ao cinema, ao estádio ou ir ao ambiente de trabalho em segurança.
Futebol precisa gerar emprego e pagar imposto. Para isso, precisa levar mais gente aos estádios, o que só será possível no dia em que houver segurança para quem se senta nas arquibancadas e para quem simplesmente deseja trabalhar.
A situação atual é insustentável.
#gremio #imortal #tricolor #opiniao #violencia #vandalismo
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Então, fomos lembrados de que há também uma guerra no futebol brasileiro. Existe há décadas.
Apenas nos últimos doze meses, é possível lembrar assim, de supetão, seis situações de agressões a jogadores que estavam trabalhando. A emboscada contra o ônibus do São Paulo, antes da partida contra o Coritiba, em janeiro de 2021, levou à prisão em flagrante de 14 pessoas. Estão soltas. Diego Tardelli também foi emboscado em setembro, enquanto voltava para o hotel onde vivia, depois da derrota do Santos para o Athletico Paranaense, pela Copa do Brasil.
Em janeiro de 2022, uma faca foi arremessada para dentro do campo de jogo, em Barueri, na semifinal da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Na quinta-feira, explosivos foram arremessados para dentro do ônibus do Bahia, que se dirigia à Fonte Nova, para enfrentar o Sampaio Corrêa, pela Copa do Nordeste. Neste sábado de Carnaval, violência em Curitiba e Porto Alegre.
Em 1948, a greve mais famosa da história do futebol mundial aconteceu na Argentina, porque os clubes pequenos deixavam de pagar salários, quando o campeonato se aproximava do fim, sem chance de título. Os craques dos times mais poderosos, solidários com seus colegas desrespeitados, simplesmente pararam.
Aqui, todos estão correndo risco.
Há duas providências imediatas: 1. greve dos jogadores; 2. um novo plano de segurança pública.
A união dos jogadores é justa, por uma razão óbvia: eles não têm segurança no trabalho. Mas o plano de segurança tem de ser cobrado também pelos clubes aos governos municipal, estadual e federal.
Por décadas, jornalistas recomendaram que os torcedores sadios mentalmente não fossem aos estádios. Isso só fez aumentar a crise. Torcedor, jogador, presidente de clube, os próprios clubes, treinadores... todos pagam impostos. Logo, têm direito a andar pelas ruas, ao teatro, ao cinema, ao estádio ou ir ao ambiente de trabalho em segurança.
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