Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio
Em pré-temporada, e ainda sem ritmo de jogo, o Grêmio teve mais dificuldades do que o esperado para superar adversários fechados em seus sistemas defensivos. O cenário deve se repetir no restante do Gauchão e na Série B, quando o time terá pela frente equipes que mais marcam do que atacam. Após atuações sem brilho contra São José e Guarany-Ba, Vagner Mancini admitiu que parte dos problemas está no rendimento da dupla Lucas Silva e Thiago Santos.
Pelo planejamento da comissão técnica, o Grêmio terá um time reserva contra o Aimoré, nesta quarta-feira (9). Será a primeira chance para que a dupla Fernando Henrique e Villasanti, elogiada pela atuação no segundo tempo contra o Guarany-Ba, possa ter mais tempo para mostrar que pode ser a titular na temporada.
A questão apontada por Mancini como problemática nas duas partidas, em especial contra o Guarany, foi a dificuldade dos meio-campistas e defensores em acelerar o jogo para fazer a conexão entre o sistema defensivo e os homens de ataque. Em sua entrevista coletiva, Mancini explicou os motivos da troca dos volantes no segundo tempo.
"Queria um passe mais vertical, por isso a troca dos volantes. A entrada do Villasanti e do Fernando Henrique nos deu a oportunidade do passe vertical, que é o que estava faltando", analisou.
Mancini citou a reta final do Brasileirão de 2021 como modelo de performance que espera dos volantes. Lucas Silva marcou um gol contra o time de meninos do Bragantino e outro contra a Chapecoense. Além disso, deu uma assistência na partida contra os catarinenses. Thiago Santos também fez um e deu uma assistência na vitória sobre a Chape. Marcou ainda na derrota para o Bahia e na vitória sobre o São Paulo. No restante da competição, sob os comandos de Tiago Nunes, Thiago Gomes e Felipão, a dupla combinou para mais um gol e uma assistência.
"Eles tinham velocidade e foram responsáveis pela grande evolução do time. Quem dá velocidade ao time são os volantes, quem joga no Grêmio e naquele setor tem que arriscar, não dá pra enfrentar os adversários tendo que propor e não ter velocidade. Tenho certeza que o Lucas e o Thiago têm muito a evoluir, mas também acho que as entradas do Villasanti e do Fernando Henrique deixaram o time mais leve", comentou Mancini.
Da dupla que jogou a maior parte do segundo tempo, Fernando Henrique é apontado como o jogador com estilo de mais proteção para a defesa. Formado nas categorias de base do clube, o volante construiu sua trajetória nas categorias inferiores como um jogador de estilo mais marcador, mas com a qualidade no passe como diferencial. Hoje no comando da transição, o técnico Cesar Lopes trabalhou com o jovem nas categorias sub-17, sub-20 e também no sub-21.
"Fernando Henrique consegue ser agressivo na marcação. É muito competitivo na parte defensiva, mas também tem passe e bola longa. Tanto com a perna direita quanto com a esquerda. Na época em que trabalhamos, é assim que sempre se destacou. Ele tem a questão da marcação, mas também consegue se desprender e abastecer", disse.
Comprado por R$ 18 milhões junto ao Cerro Porteño em agosto do ano passado, Villasanti chegou a Porto Alegre para ser o substituto de Matheus Henrique. Desembarcou para ser o volante que marca sem a bola, mas que tem qualidade técnica para se somar ao ataque com a posse. Do grupo atual, é o volante de maior poder ofensivo. Marcou na estreia de Mancini, na vitória por 3 a 2 sobre o Juventude, mas não conseguiu se firmar entre os titulares para a sequência final da competição.
Segundo o Footstats, Thiago Santos é o volante que mais errou desarmes nas duas partidas. Das oito tentativas, acertou seis e perdeu duas. Lucas Silva, Villasanti e Fernando Henrique acertaram 100% dos desarmes. Em duas partidas, o ex-jogador do Cruzeiro fez três roubadas de bola. O paraguaio recuperou a posse três vezes e o jovem em duas oportunidades. Ainda no grupo para a função, o Grêmio conta com Victor Bobsin e Mateus Sarará. Os dois também com mais característica de saída do que eficiência na marcação.
Villasanti
32 minutos
20 passes certos
Nenhum passe errado
1 finalização no gol
Fernando Henrique
32 minutos
1 assistência
14 passes certos
1 passe errado
Thiago Santos
148 minutos
57 passes certos
9 passes errados
Nenhuma finalização
Lucas Silva
148 minutos
87 passes certos
3 passes errados
1 finalização no gol
2 finalizações para fora
#gremio #imortal #tricolor #volantes #testes
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A questão apontada por Mancini como problemática nas duas partidas, em especial contra o Guarany, foi a dificuldade dos meio-campistas e defensores em acelerar o jogo para fazer a conexão entre o sistema defensivo e os homens de ataque. Em sua entrevista coletiva, Mancini explicou os motivos da troca dos volantes no segundo tempo.
"Queria um passe mais vertical, por isso a troca dos volantes. A entrada do Villasanti e do Fernando Henrique nos deu a oportunidade do passe vertical, que é o que estava faltando", analisou.
Mancini citou a reta final do Brasileirão de 2021 como modelo de performance que espera dos volantes. Lucas Silva marcou um gol contra o time de meninos do Bragantino e outro contra a Chapecoense. Além disso, deu uma assistência na partida contra os catarinenses. Thiago Santos também fez um e deu uma assistência na vitória sobre a Chape. Marcou ainda na derrota para o Bahia e na vitória sobre o São Paulo. No restante da competição, sob os comandos de Tiago Nunes, Thiago Gomes e Felipão, a dupla combinou para mais um gol e uma assistência.
"Eles tinham velocidade e foram responsáveis pela grande evolução do time. Quem dá velocidade ao time são os volantes, quem joga no Grêmio e naquele setor tem que arriscar, não dá pra enfrentar os adversários tendo que propor e não ter velocidade. Tenho certeza que o Lucas e o Thiago têm muito a evoluir, mas também acho que as entradas do Villasanti e do Fernando Henrique deixaram o time mais leve", comentou Mancini.
Da dupla que jogou a maior parte do segundo tempo, Fernando Henrique é apontado como o jogador com estilo de mais proteção para a defesa. Formado nas categorias de base do clube, o volante construiu sua trajetória nas categorias inferiores como um jogador de estilo mais marcador, mas com a qualidade no passe como diferencial. Hoje no comando da transição, o técnico Cesar Lopes trabalhou com o jovem nas categorias sub-17, sub-20 e também no sub-21.
"Fernando Henrique consegue ser agressivo na marcação. É muito competitivo na parte defensiva, mas também tem passe e bola longa. Tanto com a perna direita quanto com a esquerda. Na época em que trabalhamos, é assim que sempre se destacou. Ele tem a questão da marcação, mas também consegue se desprender e abastecer", disse.
Comprado por R$ 18 milhões junto ao Cerro Porteño em agosto do ano passado, Villasanti chegou a Porto Alegre para ser o substituto de Matheus Henrique. Desembarcou para ser o volante que marca sem a bola, mas que tem qualidade técnica para se somar ao ataque com a posse. Do grupo atual, é o volante de maior poder ofensivo. Marcou na estreia de Mancini, na vitória por 3 a 2 sobre o Juventude, mas não conseguiu se firmar entre os titulares para a sequência final da competição.
Segundo o Footstats, Thiago Santos é o volante que mais errou desarmes nas duas partidas. Das oito tentativas, acertou seis e perdeu duas. Lucas Silva, Villasanti e Fernando Henrique acertaram 100% dos desarmes. Em duas partidas, o ex-jogador do Cruzeiro fez três roubadas de bola. O paraguaio recuperou a posse três vezes e o jovem em duas oportunidades. Ainda no grupo para a função, o Grêmio conta com Victor Bobsin e Mateus Sarará. Os dois também com mais característica de saída do que eficiência na marcação.
Villasanti
32 minutos
20 passes certos
Nenhum passe errado
1 finalização no gol
Fernando Henrique
32 minutos
1 assistência
14 passes certos
1 passe errado
Thiago Santos
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9 passes errados
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Lucas Silva
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