Félix Zucco / Agencia RBS
Você vai ver o Gabrielzinho na Seleção. A premonição não é da reportagem de GZH, é de Marquinhos Pitbull. O ex-jogador do Botafogo tem conhecimento de causa. Por suas mãos passaram nas categorias de base do São Caetano nomes como Mário Fernandes e Matheus Henrique, entre outros. Foi ele quem lapidou os primeiros passos de Gabriel Silva em um clube de futebol.
O meia do Grêmio esteve por menos de dez minutos em campo na vitória por 2 a 1 sobre o São José, na quarta-feira (2). Foi tempo suficiente para animar os torcedores gremistas que acompanharam a partida disputada na Arena. Por um detalhe, o garoto de 19 anos não estreou com gol. No fim do jogo, dominou pela direita e investiu rumo à área. Se livrou de dois marcadores e acertou a trave. Isso que seus melhores lances tendem a ter início pelo outro lado do campo.
"Ele sai para os dois lados, mas quando cai para o lado esquerdo, aí esquece", destaca Marquinhos.
Vagner Mancini tem em mãos um meia técnico e vertical. Em um momento de aperto, o jovem também pode jogar como um segundo atacante. Há quem compare o seu estilo ao de Kaká, embora a comparação pelo seu potencial se dê com outro nome.
A chegada do meia ao São Caetano foi na categoria sub-17. Depois de ser aprovado, passou a jogar no time sub-20, se destacou na Copa São Paulo, mas pediu para retornar para as categorias inferiores.
"Não demorou para eu ver que ele é diferente. Em duas vezes em que ele pegou na bola, vi o gingado, o domínio diferente", explica Marquinhos.
"Olha do que ele abriu mão (ao voltar do sub-20)? Ele é muito inteligente. Igual ao Neymar, tem muita qualidade", compara, sem medo de colocar Gabriel e o craque do PSG na mesma frase.
O desempenho nos treinos e nos jogos deixaram Marquinhos empolgado. Sem fazer muita cerimônia, foi conversar com Pintado, então técnico da equipe principal do Azulão. Na conversa falou maravilhas sobre o seu pupilo. Naquele dia, o ex-volante do São Paulo comandaria um jogo treino contra o Nacional-SP. A propaganda garantiu a Gabriel um lugar na atividade.
Antes do jogo, Marquinhos observou certa timidez no menino. O meia trajava o uniforme com a meia até o joelho e a camisa para dentro do calção, como se fosse um jogador dos anos 1970.
"Disse para ele arriar a meia e colocar a camisa para fora. Que ele ia se sentir mais solto com isso. Ainda falei para ele dar uma janelinha na primeira bola que chegasse para ele", revela Marquinhos.
Sabe o que ele fez? Na primeira jogada aplicou uma janelinha e um balãozinho no marcador. Contra o Zequinha, pelo Gauhão, não foi tão abusado, mas, em poucas movimentações, conseguiu mostrar sua qualidade técnica. Assim como naquela tarde em São Paulo.
Pintado não teve dúvidas e fisgou o menino para o elenco profissional. Na equipe de cima, oscilou, mas sempre evidenciou a sua qualidade técnica.
"Quis adiantar um pouco mais (a formação), pela maturidade que ele tinha, e oferecer essa oportunidade. É um jovem muito aberto a absorver as informações, não é igual a alguns que acham que sabem tudo. É responsável com as informações que ele recebe, o que ajuda muito no desenvolvimento", avalia Pintado.
Essas características fizeram o Grêmio ir atrás de mais um jogador em São Caetano do Sul. Gabriel desembarcou no CT Hélio Dourado em 2019. A história em Porto Alegre apresenta algumas semelhanças. Mostrou qualidade técnica e intimidade com a bola, mas passou por altos e baixos nos gramados. Pai há poucos meses, vivia um momento não tão bom no ano passado. Seus minutos em campo na estreia deixam claro que a fase já é outra.
Em Eldorado do Sul, as características de mobilidade foram aprimoradas. A finalização ficou mais afiada. O próximo passo será evoluir a parte física para se manter entre os profissionais.
"Ele voltou a evoluir. Tem uma cabeça boa. Está focando só no futebol. Só que ele vai precisar de tempo para se adaptar devido à questão física", explica Douglas Rodrigues, técnico da base gremista até o final do ano passado.
Se as previsões se confirmarem, o sorriso dos gremistas pelos poucos minutos de Gabriel em campo vão durar algum tempo. Quem garante é Marquinhos Pitbull.
#gremio #imortal #tricolor #gabrielsilva #joia #base
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O meia do Grêmio esteve por menos de dez minutos em campo na vitória por 2 a 1 sobre o São José, na quarta-feira (2). Foi tempo suficiente para animar os torcedores gremistas que acompanharam a partida disputada na Arena. Por um detalhe, o garoto de 19 anos não estreou com gol. No fim do jogo, dominou pela direita e investiu rumo à área. Se livrou de dois marcadores e acertou a trave. Isso que seus melhores lances tendem a ter início pelo outro lado do campo.
"Ele sai para os dois lados, mas quando cai para o lado esquerdo, aí esquece", destaca Marquinhos.
Vagner Mancini tem em mãos um meia técnico e vertical. Em um momento de aperto, o jovem também pode jogar como um segundo atacante. Há quem compare o seu estilo ao de Kaká, embora a comparação pelo seu potencial se dê com outro nome.
A chegada do meia ao São Caetano foi na categoria sub-17. Depois de ser aprovado, passou a jogar no time sub-20, se destacou na Copa São Paulo, mas pediu para retornar para as categorias inferiores.
"Não demorou para eu ver que ele é diferente. Em duas vezes em que ele pegou na bola, vi o gingado, o domínio diferente", explica Marquinhos.
"Olha do que ele abriu mão (ao voltar do sub-20)? Ele é muito inteligente. Igual ao Neymar, tem muita qualidade", compara, sem medo de colocar Gabriel e o craque do PSG na mesma frase.
O desempenho nos treinos e nos jogos deixaram Marquinhos empolgado. Sem fazer muita cerimônia, foi conversar com Pintado, então técnico da equipe principal do Azulão. Na conversa falou maravilhas sobre o seu pupilo. Naquele dia, o ex-volante do São Paulo comandaria um jogo treino contra o Nacional-SP. A propaganda garantiu a Gabriel um lugar na atividade.
Antes do jogo, Marquinhos observou certa timidez no menino. O meia trajava o uniforme com a meia até o joelho e a camisa para dentro do calção, como se fosse um jogador dos anos 1970.
"Disse para ele arriar a meia e colocar a camisa para fora. Que ele ia se sentir mais solto com isso. Ainda falei para ele dar uma janelinha na primeira bola que chegasse para ele", revela Marquinhos.
Sabe o que ele fez? Na primeira jogada aplicou uma janelinha e um balãozinho no marcador. Contra o Zequinha, pelo Gauhão, não foi tão abusado, mas, em poucas movimentações, conseguiu mostrar sua qualidade técnica. Assim como naquela tarde em São Paulo.
Pintado não teve dúvidas e fisgou o menino para o elenco profissional. Na equipe de cima, oscilou, mas sempre evidenciou a sua qualidade técnica.
"Quis adiantar um pouco mais (a formação), pela maturidade que ele tinha, e oferecer essa oportunidade. É um jovem muito aberto a absorver as informações, não é igual a alguns que acham que sabem tudo. É responsável com as informações que ele recebe, o que ajuda muito no desenvolvimento", avalia Pintado.
Essas características fizeram o Grêmio ir atrás de mais um jogador em São Caetano do Sul. Gabriel desembarcou no CT Hélio Dourado em 2019. A história em Porto Alegre apresenta algumas semelhanças. Mostrou qualidade técnica e intimidade com a bola, mas passou por altos e baixos nos gramados. Pai há poucos meses, vivia um momento não tão bom no ano passado. Seus minutos em campo na estreia deixam claro que a fase já é outra.
Em Eldorado do Sul, as características de mobilidade foram aprimoradas. A finalização ficou mais afiada. O próximo passo será evoluir a parte física para se manter entre os profissionais.
"Ele voltou a evoluir. Tem uma cabeça boa. Está focando só no futebol. Só que ele vai precisar de tempo para se adaptar devido à questão física", explica Douglas Rodrigues, técnico da base gremista até o final do ano passado.
Se as previsões se confirmarem, o sorriso dos gremistas pelos poucos minutos de Gabriel em campo vão durar algum tempo. Quem garante é Marquinhos Pitbull.
#gremio #imortal #tricolor #gabrielsilva #joia #base
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