"Não estará 100", Grêmio tratará duelos contra São José e Guarany como pré-temporada

Em entrevista exclusiva ao ge, preparador físico Reverson Pimentel detalha planejamento do clube até fechar 30 dias de treinamentos previstos pela comissão técnica


Fonte: Globoesporte.com

Não estará 100, Grêmio tratará duelos contra São José e Guarany como pré-temporada
Foto: Renan Jardim / Grêmio FBPA
O time principal do Grêmio entra em cena na quarta-feira para fazer a estreia no Gauchão após dois jogos disputados pela equipe de transição. Mas o duelo com o São José na Arena, às 16h30, ainda fará parte da pré-temporada elaborada em conjunto entre direção e comissão técnica.



O período de 30 dias de treinamento do plano tricolor neste início de 2022, inclusive, só terminará na rodada seguinte, conforme revela o preparador físico Reverson Pimentel em entrevista exclusiva ao ge.


No próximo domingo, o Grêmio recebe o Guarany de Bagé, novamente em Porto Alegre. As duas partidas servirão como "amistosos de intensidade mais alta". Esta integração dos jogos à pré-temporada se justifica pela dificuldade do clube em encontrar adversários para realizar testes no grupo.


No papo, Pimentel afirma ainda que espera o elenco mais próximo dos 100% somente na sexta rodada, diante do Juventude, no dia 13 de fevereiro. Até lá, os atletas também terão tratamento individualizado, como Geromel, Diego Souza e Benítez.


Confira a entrevista:

Como estará o Grêmio na estreia do grupo principal pelo Gauchão?

Reverson Pimentel - É importante explicar. Os jogos com São José e Guarany estarão dentro da nossa pré-temporada, em razão da dificuldade em arrumar amistosos nas datas disponíveis. Tivemos um privilégio de ter 30 dias de pré-temporada. Estes dois jogos se encaixam no período para este fechamento, mas com uma intensidade mais alta. Um amistoso não teria uma intensidade tão alta. O time ainda não estará 100%. Vale três pontos, mas será o primeiro jogo de 90 minutos que enfrentaremos.


Quando você acredita que o grupo estará com uma condição ideal?

Contra o Juventude (sexta rodada, no dia 13 de fevereiro), estaremos perto do que esperamos. Porém, vale ressaltar que ainda estamos em meio à pandemia. Tudo ocorre bem, mas no meio do caminho podemos ter uma doença que não controlamos. Pode ter um surto e aí quebrar algo que construímos. Isso poderia ser um adversário.


Algum jogador precisará seguir a rotina de trabalhos para se equiparar aos companheiros e ficará fora da estreia do grupo principal?

Neste momento, não. Cada jogador tem um tratamento individual, seja campo, fisioterapia, nutrição, fisiologia para que cheguemos aptos aos jogos. Hoje ninguém tem problema. Mas estamos lidando com seres humanos. Daqui para quarta pode ocorrer algo diferente.


Com o início dos jogos, como será o trabalho da preparação?

Já há processos criados. Apresentamos aos atletas durante algumas palestras. Além de utilizar o jogo, cuidaremos de logística, recuperação após jogo. Algumas vezes, começará a recuperação após o jogo. Nos próximos 30, 40 minutos o atleta se recuperará dentro do vestiário. Em algumas partidas, poderemos voltar apenas no fim do dia para recuperar. Dependerá do desgaste que a partida ocasionará. Tudo será avaliado. Queremos cuidar dos detalhes. É ali no acumulado onde os detalhes podem fazer a diferença.



Como será este trabalho de recuperação após as partidas?

Quando acaba uma partida, temos o GPS para detectar o desgaste. Vemos se foi maior ou menor. Temos o controle de peso, a fisiologia e, claro, o feedback do atleta. Temos todo o equipamento. Há imersão no vestiário, massagem. Tudo isso após o jogo acelera a recuperação. Há também alimentação, a janta servida no vestiário. Ali a recuperação já inicia, para o atleta receber a fonte de energia. Hoje, ocorre em algumas situações, mas terão momentos que será obrigado.


Como está o Diego Souza?

No ano passado, tivemos alguns processos nos nove meses que estive com o grupo. Foram quatro comissões técnicas diferentes. Isso prejudica. Até pelo que sofremos no campeonato e dar carga alta ao jogador. Ele teve altos e baixos com situação de balança por conta de alguns momentos, sem saber se jogaria. Às vezes, o Diego jogava 65 minutos. Ele precisa sempre estar em atividade. Se joga quarta e domingo, quinta não pode dar carga. Na sexta, sem saber se vai, você pode prejudicar o domingo. Só que se não der carga e ele não jogar, pode ganhar peso. Neste ano, fizemos um alicerce muito forte. Já houve troca de massa muscular para este ano. Hoje eu sei até onde posso ir com ele. Independente se for jogar ou não, sei que está com força, potência e sustenta para a carga de trabalho.


Ele já está no padrão desejado?

Ainda trabalho com melhora. Colocamos algumas metas e ele alcança, mas construímos um lastro grande. Queremos diminuir durante a temporada. Ele está com um padrão bem diferente na força para fazer a diferença em campo. O Diego aumentou todos os padrões de intensidade, volume e velocidade em alta intensidade.


Jogadores como Geromel e Kannemann, que sofreram lesões em 2021, precisarão de uma atenção especial?

O Geromel teve uma lesão de tornozelo e, após, uma fratura. São acidentes. Não há como você controlar. Após a fratura do Geromel, ali mesmo iniciou um trabalho de força e potência. Atuou de 12 a 13 jogos direto, algo que não ocorria há anos. Já construímos ali uma base. Ele merece um trabalho especial. Controlamos carga de trabalho e tem dado resposta. Às vezes, até tiramos do trabalho, mas ele quer seguir.



O Benítez também necessita de um cuidado especial?

Ele trabalha bastante com o grupo. É um atleta que buscamos o histórico quando chegou. O Benítez tem se doado a cada sessão de treino. Nos primeiros, sentiu um pouco porque o grupo já entendia a metodologia de trabalho, mas se adaptou. Temos um cuidado pelo que ocorreu no ano passado, mas trabalha muito, se entrega muito. Está totalmente envolvido com o trabalho.



A temperatura nos últimos dias diminuiu. Mas quais são os cuidados com o calor como os dias que enfrentamos em Porto Alegre nas últimas semanas?

Tivemos algumas palestras e mostramos ao grupo. Neste momento de calor, a alimentação muda. A nutrição coloca alimentos, cereais diferentes e mais líquido para o atleta seguir hidratado. Após 20, 30 minutos, é importante tomar um isotônico. Tudo isso auxilia para minimizar o desgaste.

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10/3/2026