Técnico justificou fim do ciclo por ter ficado em débito com perda do Gauchão | Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação CP
Em sua primeira manifestação oficial após sair do Grêmio, nesta terça-feira, Felipão manifestou preocupação com a instabilidade política. Ele alertou para a "divisão de facções" dentro do clube. "Senti que tinha um ruído, que existem algumas facções e que está bastante dividido no sentido de pensamento", apontou o treinador.
"Eu ouvia essa ressonância em relação muitas vezes ao meu grupo de trabalho, ao salário, à discordância em relação a determinados jogadores", reforçou Felipão. "Achei normal, mas muito mais normal da minha parte, porque eu também sou gremista, foi que eu colocasse à disposição o cargo ao presidente", explicou o técnico. "O Grêmio de hoje não é o mesmo ambiente do Grêmio de dez anos atrás, ou cinco anos atrás. O Grêmio está com problemas de facções. Muita gente dividida em relação a muitas coisas. E aí fica um pouco mais difícil de dirigir. Foi isso o que aconteceu”.
Felipão garantiu "um relacionamento normal" com Romildo Bolzan Jr. e a direção de futebol, mas reconheceu que tinha uma afinidade diferente com o ex-presidente Fábio Koff. "Naturalmente que o meu relacionamento com o doutor Fábio, que foi quem me fez voltar ao futebol do Grêmio no ano passado, era um pouco diferente. Nós tínhamos alguma sintonia um pouco maior", justificou o ex-comandante do Tricolor.
O elemento crucial da saída, contudo, teria sido a derrota na final do Gauchão para o Inter, conforme Felipão. Segundo o técnico, ganhar o estadual era o segundo compromisso definido após a recuperação no Brasileiro de 2014. "Eu não consegui. E fiquei em débito junto ao doutor Fábio, que não nos acompanhou mais por estar muito doente. Ficou esta situação de débito e eu achei deveria conversar com o presidente atual e colocar o meu cargo à disposição”, avaliou.
Veja a coletiva do presidente gremista
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