Chegada trouxe expectativa de volta aos grandes títulos | Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação CP
O mais recente ciclo do técnico Luiz Felipe Scolari no Grêmio terminou sem títulos. Desde julho de 2014 na Arena, o treinador foi contratado com a esperança de liderar o clube na caminhada pela volta das taças. No entanto, Felipão viveu altos e baixos no Tricolor e terminou sua trajetória nesta terça-feira, quando pediu demissão ao presidente Romildo Bolzan Júnior.
Anunciado no dia 29 de julho de 2014, Luiz Felipe Scolari veio para substituir Enderson Moreira, técnico que deixou o Grêmio após sofrer uma goleada na final do Gauchão daquele ano. A chegada de Felipão 18 anos depois acabou unindo o útil ao agradável. O Tricolor buscava um treinador de renome no mercado e Felipão queria encontrar um lugar onde pudesse esquecer a trágica derrota da Seleção Brasileira de 7 a 1 para a Alemanha.
Animado e à vontade por estar novamente no Grêmio, Felipão concedeu a sua primeira entrevista coletiva, pedindo espírito aguerrido e pensando em títulos no final da temporada de 2014. A estreia, porém, não foi tão boa e justamente diante do arquirrival Inter. Em duelo realizado no Beira-Rio, o Tricolor foi derrotado por 2 a 0. O resultado já deixava claro que a tarefa de recuperar a equipe não seria fácil.
Saída prematura da Copa do Brasil
Na Copa do Brasil, competição em que se tornou especialista, Felipão não conseguiu levar o Grêmio muito longe. Já nas oitavas de final, o Tricolor enfrentou o Santos na Arena e no jogo de ida perdeu por 2 a 0. A chance de reagir na partida de volta foi tirada do clube, que se viu envolvido em um episódio de injúria racial contra o então goleiro santista Aranha. Após decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o time gaúcho foi excluído do torneio e ficava apenas com o Brasileirão para tentar buscar uma vaga na Libertadores.
O grande momento de Felipão no Grêmio veio em novembro. O Tricolor encerrou um jejum de vitórias em clássicos ao golear o Inter por 4 a 1 na Arena. De quebra, o time gremista devolveu o resultado sofrido na final do Gauchão. Apesar de ter flertado com o G4 durante o Brasileirão, o Grêmio se complicou na busca pela Libertadores quando perdeu para o Cruzeiro de virada por 2 a 1.
Temporada começa com dificuldades
Já em 2015, Felipão seguiu no comando do Grêmio, agora presidido por Romildo Bolzan Júnior. Com uma política de cortes nos investimentos, o clube perdeu em pouco tempo seus jogadores mais valiosos, como Barcos e Marcelo Moreno. O argentino, por exemplo, jogou apenas a partida de estreia e se despediu da torcida gremista para jogar no futebol chinês. O centroavante boliviano pegou o mesmo caminho.
As saídas dos principais atacantes serviram como uma espécie de presságio de um começo de temporada complicado para Felipão. Investindo em jogadores da base, o Grêmio encontrou dificuldades para engrenar no Gauchão. Em fevereiro, o Tricolor perdeu para o então lanterna Veranópolis por 1 a 0 na Arena. Sob vaias, o time gremista terminou a partida sem técnico, já que Felipão havia deixado a casamata por conta da insatisfação com o desempenho da equipe em campo.
O Grêmio só reagiu no Campeonato Gaúcho a partir da entrada de Giuliano, que se transformou no destaque de vitórias em sequência do time de Felipão. Classificação para a segunda fase veio após uma vitória sobre o Juventude. Na etapa eliminatória, o Tricolor quase foi eliminado pelo Novo Hamburgo, mas conseguiu chegar à final para enfrentar o Inter em dois jogos. Após um empate em 0 a 0 na Arena, o Grêmio não resistiu ao Colorado no Beira-Rio e perdeu o título daquela competição que era prioritária para o clube.
Preocupado com a necessidade de reforçar o time, Felipão afirmou após o Gauchão que o Grêmio deveria contratar algumas peças para a disputa do Brasileirão. Nas duas primeiras rodadas, o Tricolor empatou em 3 a 3 com a Ponte Preta e foi superado pelo Coritiba no Couto Pereira por 2 a 0.
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O mais recente ciclo do técnico Luiz Felipe Scolari no Grêmio terminou sem títulos. Desde julho de 2014 na Arena, o treinador foi contratado com a esperança de liderar o clube na caminhada pela volta das taças. No entanto, Felipão viveu altos e baixos no Tricolor e terminou sua trajetória nesta terça-feira, quando pediu demissão ao presidente Romildo Bolzan Júnior.
Anunciado no dia 29 de julho de 2014, Luiz Felipe Scolari veio para substituir Enderson Moreira, técnico que deixou o Grêmio após sofrer uma goleada na final do Gauchão daquele ano. A chegada de Felipão 18 anos depois acabou unindo o útil ao agradável. O Tricolor buscava um treinador de renome no mercado e Felipão queria encontrar um lugar onde pudesse esquecer a trágica derrota da Seleção Brasileira de 7 a 1 para a Alemanha.
Animado e à vontade por estar novamente no Grêmio, Felipão concedeu a sua primeira entrevista coletiva, pedindo espírito aguerrido e pensando em títulos no final da temporada de 2014. A estreia, porém, não foi tão boa e justamente diante do arquirrival Inter. Em duelo realizado no Beira-Rio, o Tricolor foi derrotado por 2 a 0. O resultado já deixava claro que a tarefa de recuperar a equipe não seria fácil.
Saída prematura da Copa do Brasil
Na Copa do Brasil, competição em que se tornou especialista, Felipão não conseguiu levar o Grêmio muito longe. Já nas oitavas de final, o Tricolor enfrentou o Santos na Arena e no jogo de ida perdeu por 2 a 0. A chance de reagir na partida de volta foi tirada do clube, que se viu envolvido em um episódio de injúria racial contra o então goleiro santista Aranha. Após decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o time gaúcho foi excluído do torneio e ficava apenas com o Brasileirão para tentar buscar uma vaga na Libertadores.
O grande momento de Felipão no Grêmio veio em novembro. O Tricolor encerrou um jejum de vitórias em clássicos ao golear o Inter por 4 a 1 na Arena. De quebra, o time gremista devolveu o resultado sofrido na final do Gauchão. Apesar de ter flertado com o G4 durante o Brasileirão, o Grêmio se complicou na busca pela Libertadores quando perdeu para o Cruzeiro de virada por 2 a 1.
Temporada começa com dificuldades
Já em 2015, Felipão seguiu no comando do Grêmio, agora presidido por Romildo Bolzan Júnior. Com uma política de cortes nos investimentos, o clube perdeu em pouco tempo seus jogadores mais valiosos, como Barcos e Marcelo Moreno. O argentino, por exemplo, jogou apenas a partida de estreia e se despediu da torcida gremista para jogar no futebol chinês. O centroavante boliviano pegou o mesmo caminho.
As saídas dos principais atacantes serviram como uma espécie de presságio de um começo de temporada complicado para Felipão. Investindo em jogadores da base, o Grêmio encontrou dificuldades para engrenar no Gauchão. Em fevereiro, o Tricolor perdeu para o então lanterna Veranópolis por 1 a 0 na Arena. Sob vaias, o time gremista terminou a partida sem técnico, já que Felipão havia deixado a casamata por conta da insatisfação com o desempenho da equipe em campo.
O Grêmio só reagiu no Campeonato Gaúcho a partir da entrada de Giuliano, que se transformou no destaque de vitórias em sequência do time de Felipão. Classificação para a segunda fase veio após uma vitória sobre o Juventude. Na etapa eliminatória, o Tricolor quase foi eliminado pelo Novo Hamburgo, mas conseguiu chegar à final para enfrentar o Inter em dois jogos. Após um empate em 0 a 0 na Arena, o Grêmio não resistiu ao Colorado no Beira-Rio e perdeu o título daquela competição que era prioritária para o clube.
Preocupado com a necessidade de reforçar o time, Felipão afirmou após o Gauchão que o Grêmio deveria contratar algumas peças para a disputa do Brasileirão. Nas duas primeiras rodadas, o Tricolor empatou em 3 a 3 com a Ponte Preta e foi superado pelo Coritiba no Couto Pereira por 2 a 0.
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