Torcida do Grêmio vaia Douglas Costa em noite que amarga rebaixamento na Arena

Mais de 33 mil gremistas compareceram ao estádio na noite de quinta-feira para tentar ver a história ser feita novamente. Desta vez não deu, e o Tricolor jogará sua terceira Série B


Fonte: Globoesporte.com

Torcida do Grêmio vaia Douglas Costa em noite que amarga rebaixamento na Arena
Foto: Eduardo Moura
O Grêmio não tem nada a reclamar de sua gente. Os 33,5 mil torcedores encheram a Arena na noite desta quinta-feira para acompanhar - e até influenciar - os momentos decisivos ao futuro do clube gaúcho.



A torcida vaiou Douglas Costa antes de o jogo iniciar devido à polêmica da festa de casamento na véspera da decisão, mas depois pegou junto com a equipe em campo, que venceu o Atlético-MG por 4 a 3. Precisou amargar, porém, o terceiro rebaixamento da história do clube e saiu com a tristeza estampada.


Toda a decepção da campanha pífia no Brasileirão, com 37 rodadas dentro do Z-4, veio ao final dos 90 minutos. A saída do estádio ocorreu sem confusões, mas de maneira melancólica e atônita. Uma última manifestação de amor foi cantar o hino gremista ao término da partida.



Antes, os presentes tentaram injetar ânimo de todas as formas. A torcida esteve na Arena apesar de todas as dificuldades para o Grêmio se manter na Série A.


Sabia que a missão era ingrata e foi à guerra assim mesmo. Era visível a empolgação nas proximidades do palco da partida, com gritos de apoio ou cantando as músicas do clube.


"Eu gostaria de agradecer ao torcedor que veio ao estádio, jogou com o time. Quando acabou o jogo, cantou o nome do clube. Isso nos serve como incentivo muito grande", Vagner Mancini.


O clima ficou negativo pela primeira vez no anúncio de Douglas Costa como titular. Houve vaias ao camisa 10 nas arquibancadas, embora virariam aplausos minutos depois. Mas ali a torcida extravasou toda a indignação com a polêmica da semana: o pedido de liberação por parte do jogador para sua festa de casamento.



Time e torcida na mesma batida

Em campo, houve a sinergia de torcida e time logo no começo. Os dois gols rapidamente criados e convertidos por Diego Souza e Campaz em jogadas coletivas elevaram o nível do apoio. Na verdade, a relação é de duas vias, e um puxava o outro. Não durou muito para Diego marcar o terceiro.


Na metade da primeira etapa, no entanto, o estádio sentiu o gol do Bahia marcado contra o Fortaleza. A informação de que um resultado paralelo não ajudava murchou o ambiente e diminuiu aquele ímpeto da Arena. O time também baixou o ritmo.


Foi depois disso que o Atlético-MG conseguiu dois gols, um deles em falha coletiva, e se aproximou no placar. A tensão passou a tomar conta não só pela esperada ajuda nas outras partidas.


O sopro de alguma esperança veio quando o jogo já estava no intervalo. A Arena explodiu como se fora nos gols marcados por Diego Souza, mas por conta do empate do Fortaleza no Castelão.


No retorno para o segundo tempo, o Grêmio precisava de um gol do Corinthians contra o Juventude e mais um do Fortaleza sobre o Bahia. Os minutos passaram a virar contagem regressiva até o apito final, enquanto o Tricolor sustentava a vantagem no placar em uma Arena já sem tanta pressão para o Galo.



Êxtase e baque ao mesmo tempo

O quarto gol do Grêmio, marcado por Douglas Costa, teve um quê de reconexão. Mas naquela altura nada seria mais importante que gols nos outros jogos. O clima no estádio passava a estar completamente ligado à necessidade dos placares paralelos.


Então, Yago Pikachu fez o gol da virada do Fortaleza sobre o Bahia. Só que, quase instantaneamente, o árbitro de Juventude x Corinthians checou lance de bola na mão na área do time paulista e apontou pênalti para o Alviverde. Chico converteu.



A tristeza, portanto, pegou a Arena próximo dos 40 minutos do segundo tempo. Tudo ainda poderia ocorrer no Alfredo Jaconi e no Castelão. Mas nada mudou. A vitória gremista veio só para dar ares de crueldade ao destino do clube em 2022: a Série B.



A lição que fica é que o Grêmio poderá, como em outros momentos delicados de sua história, contar com os torcedores. E, mais do que nunca, vai precisar.

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