Atleta no hospital, falta de motorista: por que adversário do Grêmio entrou em campo com sete atletas

Jogo pelo Campeonato Estadual Feminino terminou aos 30 minutos do primeiro tempo, quando placar apontava 9 a 0 para o Tricolor


Fonte: GaúchaZH

Divulgação / Grêmio
O Palestra, de Carazinho, teve mais um grande percalço neste domingo (8) ao entrar em campo pelo Campeonato Estadual Feminino 2017 contra o Grêmio. A equipe, que já havia perdido por 20 a 0 para o Tricolor no primeiro turno, precisou entrar com apenas sete atletas na partida deste fim de semana.


O resultado, claro, foi um revés. Após sofrer nove gols, o time perdeu uma jogadora por lesão e, assim, não pôde continuar em campo. Em entrevista ao GaúchaZH, o presidente do Palestra explicou a situação. Luís Helf disse que uma das meninas do time precisou ir ao hospital antes da delegação partir em três carros.

Resultado: ele, um dos motoristas da equipe, precisou ficar na cidade. E, com ele, o Palestra perdeu parte do grupo, que já era minguado. Entenda:

O Palestra não pôde terminar o jogo deste domingo por falta de atletas. O que houve?
Na verdade, até iríamos com mais gente, mas tivemos uma menina que fez henna na sobrancelha e deu uma alergia que inchou todo o rosto. Levamos no hospital e cuidamos, em primeiro lugar, da integridade física da atleta. Temos que zelar por isso.

Nós iríamos em três carros, com três responsáveis, mas com isso acabamos indo em dois, pois fiquei com a atleta na cidade.
Então é por isso que o time não começou com 11?

Sim. Algumas acabaram tendo que ficar também. Não havia espaço.

E qual foi a estratégia para entrar em campo com apenas sete?
A estratégia é a seguinte: jogavam normalmente. Mas uma menina, aos 30 minutos por aí, não sei direito ainda, tem asma também. Não sei se atacou asma ou o que houve. Mas, pelo menos, cumprimos nossa obrigação e com certeza não foi proposital.

No primeiro turno, a equipe havia perdido para o Grêmio por 20 a 0. Algumas atletas desistiram do projeto?
Sim, umas duas ou três. E a goleira foi para outro time. Nós até temos mais atletas, umas 20, mas outras equipes que elas também atuam, como de futsal, pagam uma quantia a elas, atletas mais experientes, e aí não tem como competir. E neste momento, para inscrever novas atletas, são R$ 200 para atletas do estado e R$ 400, se vêm de fora. Não temos apoio da prefeitura. Todo dinheiro é com promoções, do bolso ou de empresários.

Qual a meta do time hoje?
É terminar o Gauchão para honrar nossos compromissos. Para ano que vem, conversamos constantemente com empresários e prefeituras para que seja diferente.

No próximo jogo, o time terá 11 atletas, no mínimo?
Nossos dois próximos jogos são em casa. Rio Grande e Candiota. Teremos 11, 12, 13 para jogar normalmente.

Uma coisa é certa: não houve má vontade neste domingo. O Palestra fez o que foi possível para estar em campo...
Exatamente. Se tivesse má vontade, nem teríamos ido.

Comentários



Alyson Leonardo     

varzia total nao deveria nem acontecer um jogo assim so no brazil vemos isso pq aqui nao tem nenhum apoio de nada do governo lamentavel varziano e apelido

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